quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

As mulheres de TI

Por Cristina Boner*

O mercado vem demonstrando importantes mudanças de parâmetros na questão de redução na desigualdade de gêneros na profissão. Antes pequena e restrita a algumas funções, a presença das mulheres em cargos de gestão e, inclusive, à frente de importantes projetos já é uma realidade que veio para ficar. Pesquisa do SEBRAE, por exemplo, aponta que elas representam 52% dos novos negócios abertos no País. Há dez anos, esse número era inferior a 30%.

A força do empreendedorismo feminino alcançou até mercados antes liderados pelo público masculino, como é o caso da área de Tecnologia da Informação. Hoje, segundo pesquisas de mercado, as mulheres representam aproximadamente 20% do total de trabalhadores do segmento.

Com um crescimento acelerado nos últimos anos, o setor demanda profissionais cada vez mais especializados e aptos a enfrentar a alta competitividade e as constantes mudanças do mundo moderno. Nesse contexto, líderes femininas têm se sobressaído, principalmente por trazer características como flexibilidade, sensibilidade e poder de diálogo aos processos de gestão das companhias. Além disso, a mulher possui uma forte determinação em transcender suas limitações e se projetar em desafios que lhe dê reconhecimento, independência financeira e evidência, o que colabora para um maior sucesso em cargos de liderança.

A ascensão feminina no mercado de TI também é um reflexo da maior busca pela especialização. Esse movimento tem se destacado, inclusive, entre as mulheres das classes C, D e E – cada vez mais importantes no desenvolvimento econômico brasileiro. Na Associação de Mulheres Empreendedoras (AME), entidade que busca a valorização da mulher na sociedade brasileira e no mercado de trabalho, a procura por cursos de informática cresce a cada ano, somando centenas de profissionais capacitadas nos últimos dez anos.
Apesar das mudanças que estão acontecendo, ainda temos muito a fazer para consolidar a presença feminina no ambiente de negócios. Em diversas regiões do País, perdura a ideia de que a mulher tem que cuidar apenas da casa e da família. Mesmo com o aumento gradativo das mulheres no comando das famílias brasileiras - 38% do total -, ainda existem grandes obstáculos para liquidar esse antagonismo de gêneros em pouco tempo.
Além da criação de leis que favoreçam a igualdade, devemos investir em iniciativas de educação aos nossos herdeiros e trabalhar de forma evolutiva para que haja um sistema sustentável para as gerações futuras em todos os âmbitos: profissional e privado.
É preciso, ainda, eliminar do mercado essa mentalidade da diferença de gênero como fator importante para exercer um cargo estratégico nas empresas. Não há mais dúvidas de que estamos preparadas para conduzir negócios inovadores e bem-sucedidos. Hoje, após anos de luta, podemos dizer que somos responsáveis não só pelo sucesso de nossa família, mas pelo crescimento sustentável de nosso País.
*Cristina Boner é fundadora e líder da Globalweb Corp e presidente da Associação de Mulheres Empreendedoras (AME)

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Vereadores cobram detalhamento de projeto que cria Parque Tecnológico

Os vereadores irão oficializar questionamentos ao Executivo sobre o projeto que cria o perímetro especial do Parque Tecnológico de Taubaté, que foi tema de reunião na Câmara Municipal dia 1º, com o secretário de Desenvolvimento e Inovação, Geraldo de Oliveira Neto, e o gerente do Gein (Grupo Executivo Industrial), Gutemberg Ramos.
O projeto do Parque, em tramitação na Casa, prevê a implantação na área industrial do Piracangaguá II e Una I, em terreno de cerca de 740 mil m². O local deverá abrigar indústrias nacionais e internacionais dos ramos de automação, ferrovia, energia, além de polos de pesquisas de faculdades e universidades nacionais e internacionais. Na reunião, os representantes da Prefeitura fizeram a apresentação da planta e responderam a questionamentos dos vereadores, que serão oficializados no Executivo pode meio de requerimento.
A presidente da Comissão de Obras da Câmara, Pollyana Gama (PPS), registrou a falta de informações oficiai sobre o perfil das empresas que vão se instalar no Parque, metas, objetivos, instituições que irão participar dos trabalhos de pesquisa, tempo de permanência de empresas, forma de cessão de terrenos, necessidade de recursos financeiros e de material, e plano urbanístico.
“A Câmara precisa participar de cada passo deste projeto porque ele depende da aprovação da Casa. É importante este diálogo e que, por meio dele, haja amadurecimento nas discussões deste assunto que representa uma política pública, já que vai transpassar governos”, afirmou Pollyana.
Jeferson Campos (PV) apresentou questionamentos sobre a participação da Fatec e da Escola Municipal de Ciências Aeronáuticas no polo de pesquisa e também sobre ações voltadas para o agronegócio. Ele destacou que está intermediando, junto ao Governo Federal, a instalação do Instituto Federal no Parque, que envolve ensinos médio, técnico e superior.
Os vereadores Carlos Peixoto (PMDB), Diego Fonseca, José de Angelis “Bilili” e Rodrigo Luis Silva “Digão”, do PSDB, Joffre Neto (PSB), Maria Gorete Toledo (DEM), Paulo Miranda (PP), Salvador Soares e Vera Saba, do PT, foram representados por assessores.
A Prefeitura fará o lançamento da pedra fundamental do Parque Tecnológico dia 8, como parte das comemorações do aniversário da cidade. O Projeto de Lei Complementar nº36/2014 está disponível para consulta na seção Processo Legislativo do site www.camarataubate.sp.gov.br.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Polícia Militar de Taubaté realiza Cantata de Natal 2014

No dia 4 de dezembro, às 20h, no 5º Batalhão da Polícia Militar, em Taubaté acontecerá a tradicional Cantata de Natal. O evento faz parte das comemorações dos 183 anos da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Esta é a 14ª edição do evento.
A Cantata terá início com a apresentação da de 40 músicos da Banda Militar Regimental do Comando de Policiamento do Interior, de São José dos Campos.
Depois, será a vez de  alunos da Escola Municipal Professor Walter Thaumaturgo, de Taubaté, cantarem músicas natalinas das 24 janelas do prédio do 5º Batalhão da PM, na Avenida Independência. Um show pirotécnico encerrará o evento.
A Cantata deste ano faz alusão aos ritmos. “Vamos cantar o Natal em vários ritmos. Será uma viagem de sons e instrumentos que certamente encantará a todos”, afirma o diretor artístico do evento, Carlos Gouvêa.  A Cantata deste ano vai levar para as janelas e para o palco mais de 200 artistas, entre cantores e instrumentistas. “Será um espetáculo muito intenso, com muitas novidades e surpresas”, informou Gouvêa.
A apresentação é gratuita e aberta ao público. A Cantata acontece na Avenida Independência, 247, bairro Independência.   

domingo, 30 de novembro de 2014

Eficiência do NOC depende de sistemas e pessoas de alta qualidade

 Por Robinson Czelusniak *
 
Hoje em dia, as empresas utilizam intensamente a TI, pois todo o gerenciamento do “business” está vinculado de alguma forma com tecnologia, seja no sistema financeiro, no sistema de RH, no ERP ou em até em situações mais simples como balanças que fazem pesagem das cargas de uma indústria ou abertura de uma catraca.
Como podemos ver, a TI está envolvida e precisa ser cada vez mais proativa aos problemas e reagir rapidamente, reduzindo o tempo de parada dos sistemas e consequentemente das empresas. E como fazer isso em um mundo cada vez mais conectado e mais distribuído?
Dentro da administração de infraestrutura de TI, a primeira ferramenta capaz de fornecer informações preventivas é o NOC, sigla em inglês que significa Network Operation Center ou o Centro de Operações de Rede, que nada mais é que um conjunto de ferramentas e pessoas que podem antecipar os problemas enfrentados no nosso dia a dia.
Não basta ter um NOC. É preciso de um bem montado que conte com ferramentas que avaliem a saúde do ambiente, que gerem estatísticas do crescimento do ambiente, que monitorem o ambiente em tempo real, mas principalmente que possua uma equipe bem preparada e capaz de analisar, prever possíveis problemas e mitigar os riscos apresentando soluções.
Como apresentado, o NOC é um conjunto de sistemas – softwares - operados por pessoas preparadas. A escolha das pessoas dependerá muito da necessidade de cada projeto e o mercado conta com milhares de ferramentas para monitoramento do ambiente computacional. Basicamente, existem ferramentas comerciais e as “open-source” (software de código aberto, que não significa dizer que sejam gratuitas), e que não deixam a desejar frente a ferramentas comerciais. A escolha das ferramentas também depende do tamanho do ambiente, da quantidade de funcionários que a empresa disponibiliza para operar o NOC e principalmente em qual grau de detalhe é necessário monitorar esse ambiente baseado na criticidade da TI na operação da empresa.
Por exemplo: é possível monitorar, de forma simples, um servidor de e-mail verificando se está ligado ou desligado. Se necessitamos de um nível mais apurado possível, monitorar também quantos e-mails estão nas filas de entrada e saída, se o servidor está em uma blacklist que impeça o envio de mensagens , se o espaço está crescendo fora dos padrões normais e muito mais.
Atualmente as empresas de alto desempenho necessitam de um ambiente de TI monitorado e o NOC é essencial, pois como em outras áreas do conhecimento, ocorre um pensamento disruptivo onde a infraestrutura de TI sai de uma condição tradicionalmente reativa para uma proativa e alinhada com as estratégias do negócio.
O alinhamento da TI com os negócios da empresa está criando um novo cenário para o mundo corporativo onde o CIO não é mais uma gerador de despesas, mas um criador de soluções. E para isso, é necessário medir e ter controle do ambiente.
Entender claramente até onde a empresa pode ir com a atual infraestrutura e principalmente realizar os investimentos nas áreas necessárias na intensidade necessárias são obrigações da nova área de TI e o NOC é um grande aliado.
*Robinson Czelusniak é Gerente da Área de IT Services da Qualityware Informática e responsável por projetos de implantação de NOC com mais de 15 anos de experiência em TI.

sábado, 29 de novembro de 2014

Secretaria da Justiça realiza segundo leilão de bens do tráfico de drogas de 2014

A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, em convênio com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), realiza o 9º leilão de bens apreendidos do tráfico de drogas no Estado de São Paulo. Os 170 lotes avaliados em 350 mil poderão ser arrematados pelo público, pessoalmente ou online. A ação acontecerá na quarta-feira (03/12), no Pátio Andrade Leilões, em Diadema. Estima-se arrecadação aproximada de R$ 500 mil. 

Desde 2014, a Comissão Estadual para Assuntos Referentes a Bens Apreendidos do Tráfico de Drogas, da Coordenação de Políticas sobre Drogas, organiza o leilão duas vezes ao ano. Nesta segunda edição, os lotes estão divididos em: 93 automóveis, 54 motocicletas, 08 caminhões, 12 utilitários e 03 reboques. O 8º leilão, realizado em junho de 2014, reuniu aproximadamente 180 pessoas no pátio e 1.600 pessoas online. Foram arrecadados R$ 324.849,67 com a venda de carros, motos, sucatas, caminhões, computadores, celulares e um barco. 

O 7º leilão, realizado em dezembro de 2013, reuniu mais de 800 pessoas no pátio do Pacto Leilões e mais de 300 internautas em lances online. O arremate dos 316 bens (303 veículos e 13 objetos diversos) rendeu R$ 1 milhão e 150 mil reais, valor que superou a expectativa dos organizadores. 

Em 2012, a 6ª edição arrecadou R$ 833.640,00 em 203 lotes, 256% a mais do que a avaliação inicial de R$ 324 mil. Os cinco leilões anteriores venderam juntos 513 lotes, com arrecadação total de R$ 2,2 milhões, desde 2002, quando o convênio entre União e Estado de São Paulo foi celebrado. 

O dinheiro arrecadado é destinado ao Fundo Nacional Antidrogas, da Secretaria Nacional, e revertido em projetos estaduais e municipais de prevenção às drogas, repressão ao tráfico, tratamento e reinserção social de dependentes químicos. O Estado de São Paulo poderá utilizar 80% do valor obtido. 

Apreensões 
Os bens que vão a leilão são apreendidos pela polícia do Estado. Após a conclusão do inquérito policial e do processo criminal, o juiz decide sobre a perda do bem em favor do Fundo Nacional Antidrogas. Cabe à Comissão Estadual para Assuntos Referentes a Bens Apreendidos do Tráfico de Drogas, da Secretaria da Justiça, recolher esses bens nas diversas comarcas e organizar o leilão. 

Após levados ao pátio do leiloeiro público oficial, os veículos e materiais apreendidos são rigorosamente vistoriados antes de serem leiloados. Passam por várias averiguações. A primeira é feita por uma empresa particular, contratada por meio de licitação, que verifica se o carro é para circulação ou sucata. O Departamento de Estadual de Trânsito São Paulo (Detran) também faz análises detalhadas. Em seguida, cães farejadores da Polícia Federal farejam vestígio de drogas nos veículos. 

Serviço: 
Data: 03/12/2014 
Hora: 10h 
Local: Pátio Andrade Leilões

Endereço: Avenida Pirâmide, nº 375 - Diadema/SP. 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

JORNALISTA JOSÉ ALFREDO RODRIGUES, O ZECO


AMIGOS AMIGOS E GRANDE AMIGO
O MESTRE DAS PALAVRAS O GRANDE REPÓRTER
MEU AMIGO MEU CAMARADA MEU IRMÃO
PALAVRAS QUE GOSTARIA DE MANCHAR O PAPEL SERIAM INSUFICIENTES PARA EXPRESSAR A GRANDE ADMIRAÇÃO E AMIZADE QUE SINTO POR VOCÊ
UM SER HUMANO ÚNICO
UM CORAÇÃO ENORME E UMA ALMA QUE vibra ao ser solidário com as pessoas que estão a sua volta
elas sentem essa grande vibração que vem de dentro de você
portanto,antes que eu escreva um dicionário serei mais objetivo:
FELIZ ANIVERSÁRIO MEU IRMÃO JOSÉ ALFREDO RODRIGUES, O ZECO,
VOCÊ É UM DOS POUCOS AMIGOS QUE TENHO (CONTO NOS DEDOS DA Mão) e não poderia deixar passar essa efeméride (RASGUEI O AURÉLIO) em branco
tudo de bom meu irmão 
feliz aniversário e muitos outros mais que vamos comemorar
do amigo veio
dalton moreira

Aplicativos em sala de aula: evolução ou modismo?

Lousa, giz, caderno e caneta. Alunos sentados e professores de pé conduzindo a aula. Já parou para pensar de onde surgiu esse método de ensino que utilizamos até hoje desde as mais tradicionais até as mais inovadoras escolas? Pelo que se sabe, o modelo educacional que conhecemos surgiu na Europa, em meados do século XII. Antes disso, sabe se que existiram outros métodos de estudo, alguns mais informais, como na Grécia antiga, onde os alunos eram educados sem divisão em séries e salas de aula, e outros mais ligados a divisões sociais, como acontecia na Europa medieval, onde só estudava quem era ligado à igreja.
Fato é que não podemos negar que o ensino hoje é um dos modelos mais democráticos já conhecidos, pois permite ao aluno expor suas dúvidas e participar de discussões sobre os mais variados assuntos. Essa “liberdade” que permeia a sala de aula também é relativamente nova, e pelo menos no Brasil, não era vista até há algumas décadas. Ou seja, já passamos por muitas mudanças para chegar até o método de ensino que conhecemos hoje.
Considerando todo o trajeto histórico que percorremos para popularizar o sistema educacional que é vigente na maioria dos países, podemos concluir que a educação, assim como todas as outras esferas sociais, também é passível de mudanças. E isso se deve principalmente às transformações sociais, ou seja, ela precisa atender às expectativas das novas gerações que obviamente têm necessidades de aprendizado diferentes das antigas. É claro que certas coisas dificilmente mudarão. É bem provável que os nossos bisnetos ainda estudarão a Língua Portuguesa e frações matemáticas, mas a metodologia adotada até lá com certeza será mais tecnológica do que a praticada hoje. E não estou falando apenas do uso de lousas digitais e tablets em sala de aula.
Um exemplo de novos recursos que estão sendo adotado por algumas escolas são os aplicativos voltados ao ensino de matérias ou temas específicos. Infelizmente as escolas que as utilizam ainda são minoria, já que é preciso ter certa infraestrutura para que todos os alunos possam interagir com essas novidades. Mas elas estão ampliando, e acredito que em um futuro não muito distante elas serão maioria. Como era de se esperar, o surgimento dessas tecnologias também refletiu em discussões sobre o tema, que abordam basicamente os benefícios e malefícios do seu uso pelos alunos.
Alguns especialistas acreditam que as tecnologias em geral podem mascarar a reflexão sobre os conteúdos transmitidos nas aulas, já que distraem os alunos que ainda não estão prontos para lidar de forma didática com dispositivos móveis e aplicativos, pois os associam a entretenimento. Em contrapartida, outros especialistas afirmam que a tecnologia pode até mesmo contribuir para o aumento da atenção dos estudantes. Inseridos nesse fogo cruzado, muitos profissionais do ensino, como diretores, acadêmicos, professores e pedagogos ficam em dúvida sobre o que é melhor para seus alunos.
Se pararmos para pensar em todas as mudanças que o sistema pedagógico já sofreu nos últimos anos, vamos ver que a maioria delas foi para benefícios dos alunos. O ensino de idiomas é um bom exemplo. Se há alguns (muitos!) anos o latim era a prioridade nas salas de aula, hoje com certeza é o inglês. Isso se deve a mudança de prioridades, já que este idioma tem sido muito mais exigido pelo mercado que o outro. Seguindo essa linha de raciocínio, como o aprendizado através de tecnologias seria prejudicial quando a tendência é exigir cada vez mais que os jovens sejam heavy users delas? Não seria contraditório manter os recursos digitais afastados da educação quando os alunos estão totalmente adaptados ao seu uso?
Certa vez o ex-presidente norte americano John Kennedy disse que “a mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro”. Acredito que não podemos subestimar o papel do professor em sala de aula e tornar a tecnologia o centro de tudo. Mas no atual contexto do crescimento da mobilidade no mundo todo, não podemos ignorar os benefícios que alguns recursos podem trazer para o âmbito escolar. Tapar os olhos para isso pode significar uma grande perda em termos de capacitação para o mercado de trabalho.
Venho acompanhando algumas escolas que usam aplicativos em dispositivos móveis para estimular o interesse dos alunos por conteúdos e matérias que antes eram vistas como “chatas” pela maioria, como o inglês por exemplo. Os resultados têm sido majoritariamente positivos, não só para os estudantes como para o corpo docente, que têm nas mãos ferramentas que não só os ajudam a fixar o conteúdo durante as aulas, como também apresentam um feedback quanto ao aprendizado da turma.
Em suma, acredito que ainda teremos um longo caminho pela frente até que todos tenham acesso e bom aproveitamento de recursos como esses. Entretanto, não podemos desistir de oferecer às crianças e aos jovens de hoje, que serão nada mais, nada menos que o futuro de amanhã, uma educação de qualidade que respeite as suas mudanças de comportamento.
Quem tem filho em casa sabe que o tempo que ele passa em frente ao celular é muito maior do que o tempo na frente da TV. Estamos assistindo a uma transformação e o sistema pedagógico precisa saber se comunicar com esse novo perfil de estudante. Isso não implica a quebra das relações humanas que há entre professor, aluno, pais e comunidade. Mas sim em adaptá-los, em torná-los hábeis para saber lidar com os desafios que lhe serão colocados lá na frente, quando se tornarem profissionais aptos a protagonizarem as próximas mudanças sociais.