terça-feira, 3 de abril de 2012

MP de Taubaté “descobre a pólvora”!

Mário Ortiz (*)

Foi notícia em jornal de circulação regional uma atuação do Ministério Publico de Taubaté cobrando da Prefeitura programas sociais em áreas críticas de criminalidade, especialmente onde menores de idade estão se envolvendo com drogas e crime.
Em 2009 a escalada da violência já indicava a necessidade de uma ação integrada e planejada para combatê-la. A Câmara realizou audiência pública para tratar do assunto que reuniu, para o debate, representantes do MP, das Autoridades de Segurança, do Executivo e pessoas representativas.
A consequência foi a proposta de integração das autoridades num grupo de trabalho para troca de informações e decisão de políticas estratégias para combate ao crime. A coordenação seria do MP, de modo a afastar a possibilidade de uso político da situação.
Uma reunião feita na sede do MP de Taubaté deixou tudo alinhavado e a PM chegou a remeter àquele órgão dados que permitiam ações em bairros onde a situação fosse crítica. A Prefeitura fazia parte do grupo, já que caberia a ela conhecer os dados e planejar, em consonância com o grupo, ações integradas para ajudar no combate à criminalidade e colocá-las em prática.
Só que, à época, a coordenação do MP em Taubaté trocaria de mãos e as tratativas foram interrompidas, sob a alegação do novo comando que esse papel não cabe ao MP. O tempo cuidou de contestar essa tese, pois no Rio de Janeiro, ações integradas entre as diversas esferas de poder, mesmo com as que não têm a obrigação constitucional de combater o crime, possibilitaram forte ação pela segurança pública que resultaram no resgate de regiões comprometidas com o tráfico e com o crime.
Agora, o MP de Taubaté parece ter percebido que é necessário “inventar a pólvora” e cobra políticas públicas coerentes da Prefeitura. Ufa, até que enfim! Mas, não seria melhor, ao invés da simples cobrança, que se retomasse o grupo de trabalho idealizado em 2009? A situação se agravou de lá para os dias atuais, mas ainda há tempo para uma política pública integrada no combate aos altos índices de violência que assolam Taubaté. Com a palavra, o MP.  

(*) Mário Ortiz é vereador pelo PSD em Taubaté

domingo, 1 de abril de 2012

ELEIÇÕES EM 1951

PUBLICO UM TEXTO DO JORNALISTA LUIZ CARLOS BATISTA QUE EXIGIU DELE MUITA PESQUISA.EIS O PAPIRO:

1951: PRIMOS DISPUTAM A PREFEITURA; FÉLIX GUISARD VENCE

A eleição de 1951, vencida por Félix Guisard Filho, foi realizada no dia 14 de outubro e se noticiou na época que havia a possibilidade de ser transferida, tendo em vista que outras cidades ainda não estavam preparadas para realizar o pleito.
Taubaté contava com 13.611 eleitores, dos quais 9.921 compareceram para votar. Foram 218 votos brancos e nulos, o que corresponde a apenas 2,19%. A abstenção foi de 3.690 eleitores – 27,11%.
O jornal A Voz do Vale do Paraíba, de propriedade do jornalista Waldemar Duarte, edição de 16 de outubro, fez o seguinte comentário a respeito da abstenção: “Não foi, portanto, dos piores o interesse pelo pleito em nossa cidade, principalmente tendo-se em conta a extensão do município, carente de transportes como é”.

Manchete de capa do jornal “A Voz do Vale do Paraíba” de 16 de outubro de 1951, acervo DMPAH
Com o passar dos anos, o número de abstenções foi diminuindo, provavelmente pela maior facilidade de se dirigir ao local de votação e, infelizmente, também pelo transporte do eleitor feito por candidatos com melhores condições financeiras.
Existiam 45 seções na cidade e 1 seção no distrito de Quiririm.
Jaurés Guisard, do PTB, era deputado estadual e impôs a candidatura de seu irmão – Oswaldo Barbosa Guisard.  Um grupo de petebistas divulgou uma nova “Ao povo de Taubaté” protestando contra a imposição, tendo em vista que Oswaldo Guisard não era petebista e sempre se recusou a assinar ficha de filiação do partido. A nota era assinada, entre outros, por Omar de Abreu Rangel, Ubatumirim Lotufo Garcez e Diaulas de Almeida Castro.
O prefeito José Luiz de Almeida Soares, também presidente do PSD, apoiou a candidatura de Félix Guisard Filho, numa coligação intitulada “Frente Inter-Partidária”.
O jornal A Voz do Vale noticiou que uma festa de improviso pela vitória de Félix Guisard Filho foi realizada no dia 16 de novembro, na Praça D. Epaminondas. Na praça, Guisard Filho “demonstrou a grandeza de sua alma, que não se deixa inebriar pelos cânticos da vitória, fazendo um apelo a todos para que esqueçam das calúnias, infâmias e maldades, que ele por sua vez já havia perdoado de todo o coração. Segundo ele, as palavras ditas em praça pública tinham sido levadas pelo vento”.

Felix Guisard Filho e Oswaldo Barbosa Guisard, acervo DMPAH, Almanaque Urupês
O jornalista Waldemar Duarte, proprietário do jornal e candidato a vereador, disse à época que, devido à sua pequena votação, “a derrota da imprensa foi simplesmente vergonhosa”. “Este resultado mostra que o povo não está com a imprensa, mas (…) a imprensa está com o povo.”
Renato Féres, que mais tarde seria vereador por 19 anos, disse que a administração de Félix Guisard “não deixou saudades”, e devido às suas obrigações particulares, era muito ausente na cidade.
Oswaldo Barbosa Guisard, em artigo publicado em 16 de outubro de 1955, fez críticas à administração de Félix Guisard: “… o povo foi completamente desprezado permanecendo em ignorância quase total da movimentação da receita e despesa… [da Prefeitura]“.
Também o jornal A Tribuna, de 14 de outubro de 1955, ao final da administração, fez críticas ao prefeito Félix Guisard Filho: “… um governo de triste memória para todos os taubateanos amantes da Justiça e adversários do empreguismo profissional”.
O jornal A Tribuna foi muito crítico nas suas análises da administração de Félix Guisard Filho. Em editorial no dia 10 de agosto de 1954, afirmou que “há na cidade um descontentamento bastante acentuado, decorrente da administração pouca satisfatória que aí está (…). O estado de abandono em que se encontra o município é lastimável. O desrespeito às leis é flagrante. A ausência do prefeito é completa”. No dia seguinte, o jornal, dirigido pelo jornalista Levy Bretherick, afirmava que “a administração que aí está não se emenda. Seus erros são rotina. Sua incompetência um mal incurável (…)”.

A Tribuna, 10 de agosto de 1954, acervo DMPAH
Dois dias após a eleição, vencida pelo candidato oposicionista, Jaurés Guisard, o jornal A Tribuna registrou que “os algozes do povo receberam nas urnas o merecido castigo”. “Chegou a hora de mudar para melhorar e o povo não hesitou em optar pela melhor solução, condenando nas urnas muitos dos seus algozes e falsos defensores.”
Outros trechos de editoriais: “A Prefeitura, com o seu costumeiro desleixo, está transformando o bosque da Praça Monsenhor Silva Barros em deserto” (17-11-1955); “São incontáveis as irregularidades (sobre construções irregulares), assim como é incalculável a renda evadida dos cofres públicos” (29-12-1955).
Em matéria de primeira página, no dia 30 de dezembro de 1955, ao término do governo de Guisard Filho, o jornal diz que o futuro prefeito iria receber “um legado representado por um fabuloso número de problemas que não foram solucionados nos últimos quatro anos”.
E mais adiante: “Tentando justificar o fracasso de sua administração, utilizando-se de fontes “oficiosas” e “extraoficiais” de divulgação, o governo atual tem procurado fazer crer aos menos avisados que o Estado e a União não permitiram que se convertessem em realidade umas tantas e mirabolantes promessas pré-eleitorais. Em parte procede a alegação, mas não há esquecer que não é de hoje que o Estado e a União se mantêm divorciados dos municípios”.


CANDIDATOS A VEREADOR – 1951


A eleição em 1951 teve a participação de 91 candidatos a vereador. O jornal A Voz do Vale do Paraíba, na edição de 16 de outubro, noticiou a parcial com 4.334 votos (43,68% dos votos apurados) e os votos obtidos pelas legendas: PSP – 3.792; PTB – 3.062; PSD – 1.799; UDN – 801; PDC – 243; PSB – 41.
Nessa eleição, José Ribeiro da Cunha, o “Juquinha”, que seria eleito prefeito oito anos depois, perdeu para vereador – na parcial ele tinha 43 votos.
Nenhum jornal publicou a votação final. O jornal A Voz do Vale, em notícia isolada em edição posterior, informa que Ulysses Pereira Bueno, que na relação completa, aparece com 653 votos, é citado como o candidato mais votado da eleição, com 723 votos.
A seguir a relação dos candidatos e a votação entre parêntesis, que não corresponde à votação final. Os 19 eleitos estão grafados em negrito.

PSP
José Geraldo de Oliveira Costa (496), Omar de Abreu Rangel (346), José Alves (261), Otacílio Carvalho de Paula (219), José Estácio de Moura Guimarães (209), José Olegário de Barros (199), Moacir Hoelz (189), Newton Câmara Leal Barros (187), Roberto da Mata Ribeiro (185), Altivo Simonetti (169), Ubatumirim Lotufo Garcez (133), Jurandir Mantovani (133), Benedito Elias de Souza (130), Luiz Mazella (127), Joaquim Tavares (127), Lycurgo Barbosa Querido (126), Otacílio Atayde Marcondes (117), José Marcondes de Moura (102), Genól Candelária de Morais (90), Ascendino de Almeida (80), Pe. João Maria Raimundo da Silva (74), Jayme de Castro (64), Amaro Negrini (61), Benedito R. dos Santos (29).
Legenda: 12. Total: 3.792 votos.

PSD
José Luiz de Almeida Soares (448), Nelson Alberto Meirelles (217), Irineu Cardoso Malta (186), Joaquim de Morais Filho (139), Emílio Freitas Miranda (130), José Ribeiro da Cunha (110), Thiers de Carvalho (94), Alfredo Santos Guimarães (90), Geraldo Correia Gomes (77), Manoel Cembranelli Filho (75), Abrahão José Moreira (53), José Odilon S. Moura (42), Nestor Barbosa de Brito (37), José B. Moreira Filho (31), Waldemar Duarte (27), José Marciano Leite (23), Firmo M. Castilho (18).
Legenda: 2.

PTB
Ulysses Pereira Bueno (653), Moacyr de Alvarenga Peixoto (343), Luarlindo Carelli Barreto (280), Euclydes Monteiro da Silva (240), Benedito Cursino dos Santos (176), Daniel Danelli “Escolástico” (157), Agnaldo Ribeiro de Miranda (119), Jaime Fernandes Labinas (118), Edvaldo Cabral de Vasconcellos (110), Salvador Arena (109), Ricardo Ferreira da Silva (102), Afonso de Negreiros Sayão Lobato (96), Geraldo de Oliveira (77), José Gabriel da Silva (66), Lino Rodrigues (54), Benedito Fabiano Sobrinho (53), Américo Perrelli (51), Israel Domingues Ferreira (48), Nércio Gil (44), João Guimarães (38), José Jorge Fonseca (37), Augusto Cembranelli (36), José de Oliveira Ortiz (31), Evaristo F. Costa (2).
Legenda: 10.

UDN
Waldomiro Berbare (146), José Rodrigues Pereira (88), Fábio Bueno Patrício (84), José da Costa Neves Filho (64), Armando Teixeira (61), Miguel de Melo Carvalho (52), Edu de Mattos Ortiz (50), Oswaldo Abirached (49), Moacyr Freire (47), Álvaro de Moura (45), Antonio Nogueira Santos (43), Marcil Pires (19), José Augusto Camargo (11), Raul de Paula Lima (11), José de S. Castro (8), Alberto de Campos (7). Hugo Francisco Patrick (6).
Legenda: 1.

PDC (não elegeu vereador)
Antonio da Silva (74), Luiz de Paula (69), Luiz Antonio Compiani (49), Otávio de Souza Arouca (44), Silvio Côrtes Claro (17).
Legenda: não teve.

PSB (não elegeu vereador)
Luiz Vicente Monteiro (28), Fábio Moura (12), Ernani Roberto Bevilacqua (1), Francisco Corrêa Gomes (não foi votado).
Legenda: não teve.


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LUIZ CARLOS BATISTA

Com mais de 35 anos dedicados ao jornalismo, sendo 28 como assessor de imprensa da Câmara Municipal, Luiz Carlos relembra fatos da política taubateana.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Assessor de imprensa recebe homenagem pelos 30 anos de atuação na Câmara de Taubaté


A divulgação de notícias sobre a Câmara de Taubaté e o atendimento aos jornalistas que fazem a cobertura do Legislativo são funções do assessor de imprensa Luiz Carlos Batista desde o dia 16 de março de 1982. Sexta-feira, ele passou de trás das lentes para a frente da câmera fotográfica, ao ser homenageado pelos 30 anos de trabalho.
“A Câmara Municipal de Taubaté rejubila-se em homenagear seu funcionário Luiz Carlos Batista pelos 30 anos de serviços prestados com dedicação e esmero”, são os dizeres da placa recebida por Luiz Carlos em uma discreta comemoração, que reuniu integrantes da assessoria de imprensa da casa, cerimonial e o diretor-geral Otto Rodrigues de Albuquerque Junior.
“É uma singela homenagem pelos anos de trabalho realizados com tanto empenho e competência, e nossa maneira de agradecer pelos ensinamentos que nos passa no dia-a-dia, e pelo companheirismo”, disse a jornalista Fernanda Ribeiro, integrante da equipe de Comunicação da Casa.
Luiz Carlos Batista tem 35 anos de atuação em jornalismo em Taubaté. Trabalhou nos jornais A Tribuna e Valeparaibano. Natural de Frutal (MG), recebeu o título de cidadão taubateano em 2010 por indicação do vereador Carlos Peixoto. É casado com Célia Assis Batista, pai de cinco filhos: Juliana, Cristiane, Ângelo, Fernando e Pedro, e de quatro netos: Maria Julia, Theodoro, Mikael e Inácio.

quinta-feira, 22 de março de 2012

PEIXOTO APÓIA ANTHERO MENDES PARA SUCEDÊ-LO

O prefeito Roberto Peixoto (PMDB) já definiu como seu candidato a prefeito o secretário de Assuntos Jurídicos da prefeitura municipal, advogado Anthero mendes pereira. Por enquanto, Anthero é pré-candidato, conforme reza a Lei Eleitoral. O outro pré-candidato do PMDB é o secretário de Governo, Adair Loredo que tem o apoio do ex-deputado federal e diretor da regional da legenda Ary Kara José. Hoje,dia 22, segundo Kara, os dois pré-candidatos deverão participar de um debate na sede do partido. O horário não foi divulgado.
Anthero Mendes é advogado e professor universitário. Tem grande prestígio em sua classe. Ele foi responsável pela vinda de Loredo a Taubaté que acabou traindo-o  politicamente. Ainda não se sabe o estrago que Loredo tem causado a Mendes dentro dessa disputa interna do PMDB para a sucessão do atual prefeito.
O maior entrave encontrado para que a candidatura de Anthero Mendes vingue tem sido o ex-parlamentar kara que tem o PMDB  local  em suas mãos e, portanto, os delegados da Executiva municipal que vão determinar na convenção quem será o candidato do partido.
Kara tem apoiado abertamente Loredo como futuro sucessor de Peixoto. Tem conversado  com vários parlamentares da Executiva Estadual para que a candidatura de Loredo vingue. Isso significa que poderá acontecer uma “trombada política” entre kara e Peixoto. Algum tempo atrás Kara afirmou em uma emissora que “tinha pendurado as chuteiras politicamente”. Contraditório o ex-parlamentar continua mais ativo do que nunca agindo e trabalhando politicamente para Loredo.
Anthero Mendes, por sua vez, conta com o apoio do líder por direito do PMDB em Taubaté, o prefeito Peixoto. Isso deverá pesar muito na escolha do futuro candidato da legenda. Tudo indica que mendes tem boas chances de ser o indicado para a sucessão do atual prefeito.

quarta-feira, 21 de março de 2012

OS 2 CONDENADOS

ORTIZ X JOFFRE NETO

Dois políticos que sempre criaram  e venderam para a mídia a boa imagem de pessoas honestíssimas e pobras acabaram sendo condenados pela Justiça a devolverem dinheiro aos cofres públicos. O ex-prefeito de Taubaté, engenheiro José Bernardo Ortiz (PSDB, o companheiro “Urtigão” e o ex-vereador Joffre Neto, o “Joffrenóquio” foram devidamente desmascarados pelo Poder judiciário e obrigados pela Lei a devolverem verbas aos cofres. O ex-prefeito hoje está á frente do FDE e Joffrenóquio  dirige a ONG “Fantasminha” Transparência Taubaté.
O Tribunal de Justiça do Estado de são Paulo  condenou o ex-prefeito e uma empresa a devolverem R$ 1, 5 milh~so aos cofres públicos do município. O tucano contratou a empresa em 2002 sem licitação, durante seu último governo, para fornecer a administração tubos de aço para a canalização de córregos.
A ação contra o ex-prefeito e a empresa foi movida em 2008 pelo Ministério Público que contesta a contratação sem concorrência.O valor do contrato foi fixado  em R$ 817.592,12  na época – em valores atualizados chegaria a R$ 1, 5 milhão.
A compra foi condenada pelo TCE ( Tribunal de Contas do Estado). Ortiz está recorrendo da decisão.
Já o ex-vereador Joffre neto foi condenado a devolver cerca de R$ 8 mil aos cofres da Câmara municipal de Taubaté por ter prestado um serviço de assessoria. O judiciário condenou Joffre a devolver a verba que cobrou do legislativo para um serviço de auditoria. Neto também está recorrendo na Justiça da decisão.

terça-feira, 20 de março de 2012

UM QUADRO POLÍTICO INDEFINIDO

O quadro político de Taubaté para as eleições municipais deste ano ainda em estado de espera até que as conversações hoje mantidas se tornem realidade para o eleitorado. Muitas especulações tem surgido e a mídia tem participado ativamente nessa lenga-lenga de políticos profissionais que plantam e plantam informações nem sempre confirmadas. Simplesmente estamos na era do chamado “balão de ensaio”. Os jornais tem serventia para que esses amadores fechem acordos que lhes são convenientes. O feedback do que colocaram nos jornais  é o que conta.Para eles, é óbvio.
O PT já tem seu pré-candidato: Issac do Carmo. O PSDB; Ortiz Júnioe  e vereadora Graça como vice. O PSD tem Mário Ortiz. O PPS a vereador Polyana Gama. O PV, deputado padre Afonso Lobato. E o PMDB? Eis a confusão armada.
Explico. Duas correntes tem atrapalhado de sobremaneira o maior partido político de nossa cidade. Uma vem sendo liderada pelo prefeito Roberto Peixoto que tem como pré-candidato o seu secretário de Assuntos Jurídicos, advogado Anthero Mendes Pereira. Do outro lado, virando a esquina dos corredores do Palácio Bom Conselho tem outro: o forasteiro que se considera taubateano em “espírito”, o secretário de Governo, Adair Loredo, bancado pelo ex-parlamentar Ary Kara José.
Kara José tem levado Loredo a tiracolo para todos os cantos onde tem caneta e microfone e holofotes. Está apostando todas suas cartas no mineirinho Loredo, o estorvo da administração Peixoto e um mero desconhecido do eleitorado de nossa cidade.
Kara se julga ainda o “governador do vale” como chegou a afirmar recentemente em uma emissora local onde ele e Loredo foram entrevistados. O mais interessante é que kara (espertamente) não deixou Loredo falar ou ser questionado. Parecia entrevista combinada. Uma conversa de comadres tricotando.
Mesmo tendo afirmado em entrevista que tinha se retirado da política quando foi defenestrado nas urnas, Kara continua atuante no setor. Tanto que tem conversado em Sampa com todos os integrantes da executiva Estadual do PMDB para que Loredo vingue como candidato. Além disso a executiva municipal está em suas mãos.
Desta maneira mais cedo ou mais tarde um “enfrentamento” deve acontecer entre kara Loredo e o prefeito Peixoto. É inevitável que isso não venha a ocorrer pois o prefeito peemedebista vem sendo desafiado dentro da sua administração e o pior: por um secretário que ele nomeou. Vamos aguardar quando essa trombada vai acontecer. Sem data sem hora mas a qualquer momento...

segunda-feira, 19 de março de 2012

PADRE AFONSO DEFENESTRA ADAIR KARA LOREDO

Seis meses atrás o pré-candidato a prefeito e deputado estadual padre Afonso lobato manteve em seu escritório político um longa reunião com o ex-deputado federal Ary kara José(PMDB) e o secretário de Governo Adair Loredo. O tema abordado teria sido a fusão do PV e PMDB. Até agora nada foi divulgado a respeito. Mas, o que mais tem se comentado nos últimos dias na mídia é que loredo seria o vice do padre Afonso.
Mas, o jornal In OFF apurou junto a assessores mais próximos do deputado padre que ele descarta que Loredo venha a ser seu vice. Segundo esses assessores, nada contra a pessoa de Loredo mas sim contra o alto índice de rejeição que Kara José tem em Taubaté. “Seria um erro enorme ter que levar a tiracolo o Kara junto com o padre no mesmo palanque. O padre perderia muitos votos e não teria como se explicar. E o pior seria alvo fácil de seus inimigos”.
Além de tudo o parlamentar também pesa que Loredo não tem nenhuma representatividade política em nossa cidade e não passa de “um forasteiro que caiu de para-quedas em nosso município. Não absorveria votos nas urnas. Não tem nenhuma representatividade. O PMDB interessa ao parlamentar por causa do tempo na TV mas em compensação não somaria com kara e sim sibtrairia votos do pré-candidato do PV.
“o que vem acontecendo  é que lobistas v~em plantando na mídia que o padre Afonso teria como vice o sr. Loredo. Isso não é verdade. Não tem nada decidido a não ser que Kara loredo estão fora”, afirmou um assessor do padre.