sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

SINDMETAU RESISTE A ESTAGNAÇÃO ECONÔMICA DO PAÍS

Hernani Lobato, presidente do SindMetau

DALTON MOREIRA

Nunca tantas montadoras recorreram aos lay-offs (suspensão temporária de contratos de trabalho), a férias coletivas, semanas curtas de trabalho e programas de demissão voluntária num único ano.
 Em 2014, esses expedientes foram adotados em quase todos os meses, numa espécie de rodízio entre a maioria das empresas para driblar a ociosidade das fábricas, que supera os 20%.

O cenário culmina com um fim de ano de férias coletivas mais longas do que em anos anteriores em várias empresas. Já em relação ao baixo desemprego, sua principal origem não está na ação do governo, mas na estagnação da força de trabalho, que é constituída das pessoas ocupadas e das pessoas que procuram emprego. A taxa de desemprego é a relação entre os que não encontram trabalho e a força de trabalho.

Num cenário amplo se a força de trabalho for de 100 milhões de pessoas e 5 milhões estiverem desempregadas, a taxa de desemprego será de 5% (número próximo da realidade). Suponha que esse contingente diminua para 99 milhões e que as admissões e demissões resultem em 900.000 vagas a menos. Mesmo assim, a taxa de desemprego cairá para 4,9% porque foi menor o ritmo de queda da força de trabalho.

A recente estagnação ou redução da força de trabalho decorre de razões demográficas (menor ritmo de crescimento da população em ritmo de trabalhar), do fato de os jovens de 18 a 24 anos ficarem mais tempo na escola (o que é bom)e de desistências de procurar emprego. Na verdade, o mercado de trabalho tem-se deteriorado. A geração líquida vem diminuindo. Segundo dados do Ministério do Trabalho, de abril a agosto a indústria de transformação demitiu mais do que admitiu. Sendo assim, as estatísticas do emprego escondem uma trajetória de piora do mercado de trabalho, que é consequência da combinação de estagnação econômica com inflação alta. Tal estagnação veio do fracasso da política econômica, das incertezas derivadas da excessiva intervenção na economia e da resultante queda da taxa de investimento.

Mas, uma atenuante surgiu com o anúncio da nova equipe econômica do governo petista que poderá revitalizar a veia injetora dos empresários – investidores em nosso País. Pois os nomes anunciados geraram no meio empresarial um novo fator energético : credibilidade e uma possível estabilidade e isso deverá refletir no mercado de trabalho nos próximos meses revertendo esse triste quadro em nossa economia com a possível suspensão de lay-offs, pdvs, férias coletivas e outras medidas de retenção de incertezas macroeconômicas.

O presidente do Sindicato dos metalúrgicos de Taubaté (o SindMetau), Hernani Lobato desde 20 de novembro do ano passado tem enfrentado com coragem, transparência e austeridade todo esse quadro depressivamente sócio- econômico com o pé no chão e certezas de que tem feito o melhor para a categoria metalúrgica e também com um “punho firme” para evitar o desemprego. Em nenhum momento esmoreceu ou retroagiu um milímetro qualquer. Juntamente com seus diretores tem enfrentado diversas situações adversas das empresas da nossa cidade (Volks, Ford, LG etc) que devido ao quadro econômico criam situações inusitadas para a classe trabalhadora muito bem defendida pelo presidente Lobato e seus diretores.

Apesar dos problemas retroativos da nossa economia graças ao SindMetau os comerciantes de Taubaté estão muito bem servidos, obrigado. Por quê? Simples: Este mês (dezembro) devem ser injetados na economia de Taubaté e região cerca de R$ 321,6 milhões com o pagamento do 13º salário aos trabalhadores por parte das empresas públicas e privadas. Este montante é superior em 6,13% em relação ao montante injetado na economia em 2013. As considerações foram realizadas pela Subseção de Taubaté do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A indústria como um todo representou 36,1% do total do benefício para a região, com um valor próximo dos R$115,4 milhões. O setor metalúrgico ocupa posição de destaque, também segundo o Dieese. A proporção da massa do 13º é duas vezes maior que a quantidade de trabalhadores da base, ou seja, remuneração média do trabalhador metalúrgico foi duas vezes a média das demais profissões da região.

Os empregados nas indústrias metalúrgicas vão receber R$ 86,4 milhões, o que corresponde a 27% do total injetado com o 13º dos trabalhadores da região.

Os metalúrgicos paulistas representados pela Federação de Sindicatos de Metalúrgicos da CUT/SP irá injetar aproximadamente R$ 991,2 milhões na economia de São Paulo. Já os metalúrgicos de todo o país injetarão R$7,3 bilhões na economia com o pagamento do 13º salário.

O que está acontecendo em Taubaté (leia-se SindMetau) é um exemplo a ser seguido por outras entidades sindicais do Estado e de nosso País.

Vejamos:

Fabricantes como General Motors, Mercedes-Benz e Volvo darão folgas de quatro a cinco semanas, quando o tradicional são duas a três semanas.

A Mercedes-Benz, por exemplo, iniciou um período de cinco semanas de férias coletivas nas fábricas de São Bernardo do Campo (SP) e de Juiz de Fora (MG), o mais longo nos últimos dez anos na empresa, que também tem 1,2 mil trabalhadores em lay-off.

A GM é outra que dará ferias de um mês para o pessoal de São Caetano do Sul (SP) e de São José dos Campos (SP), onde também há lay-off em andamento.

Na Volvo, de Curitiba (PR) a parada será de 30 dias, dez a mais que no ano passado.

Grande maioria dos trabalhadores de montadoras, entre horistas e mensalistas, ficará em casa neste fim de ano.

Nas autopeças, 80% das empresas também vão parar por períodos que acompanham as montadoras, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

Só na base do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, 255 empresas informaram que darão férias coletivas, num total até agora de 8.860 pessoas, boa parte delas de autopeças.

"De 2000 para cá, este foi o ano que teve mais paradas de produção", constata o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques.

Uma exceção citada por ele nesse período é 2001, quando o racionamento de energia levou várias fábricas a interromperem a produção seguidas vezes no segundo semestre.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, concorda que tem sido um ano forte em férias coletivas e lay-off, "efeito principalmente do primeiro semestre, quando as vendas caíram mais fortemente em razão do pessimismo geral com a economia".

Dispensa temporária

O lay-off consiste em dispensa do trabalhador por até cinco meses. Nesse período, ele recebe parte do salário da empresa e parte do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e faz cursos de requalificação. Também deixa de recolher FGTS e INSS.

Usado esporadicamente nos últimos anos, em 2014 o lay-off foi adotado por sete montadoras, algumas delas em mais de uma fábrica. A maioria dos programas ainda está em andamento.

"Nos últimos 20 anos nunca tinha visto uma situação dessas em nossa base", diz o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, Aparecido Inácio da Silva.

"Pela primeira vez temos lay-off nessa fábrica da GM, tivemos férias coletivas em junho e PDV (programa de demissão voluntária)".

Silva informa que no início deste ano as metas estabelecidas com a direção da empresa para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) era de produção de 285 mil veículos. "Agora estamos torcendo para que chegue ao menos a 230 mil".

Ociosidade

Até outubro, a produção de todas as montadoras apresenta queda de 16% em relação ao ano passado, com 2,677 milhões de unidades. A previsão da Anfavea para o ano todo era 3,340 milhões de unidades (10% a menos que em 2013), volume que dificilmente será atingido.

Mesmo que fosse, representaria uma ociosidade de 22%, pois as empresas, segundo a Anfavea, têm capacidade atual para produzir 4,3 milhões de veículos anualmente.

Apesar de todas as ações adotadas para reduzir a produção, os estoques nos pátios de montadoras e revendas continuam elevados, na casa das 400 mil unidades.

As medidas também não evitaram demissões. O setor cortou 10 mil postos de trabalho neste ano e emprega 147 mil pessoas, o menor contingente desde maio de 2012.

Na sexta-feira, 28 de novembro, a Volkswagen confirmou que abrirá um PDV em janeiro na fábrica de São Bernardo.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a empresa alega que há 2,1 mil trabalhadores excedentes na unidade, que emprega perto de 13 mil pessoas, entre profissionais da produção e administrativos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Após o que expus acima o recente anúncio de férias coletivas na unidade da FORD de Taubaté não é motivo de alardismo barato. Os metalúrgicos da nossa cidade devem ficar tranquilos pois a situação de outros é muito delicada.

Todos devem – isto sim – tomar cuidado com os corneteiros desinformados e alcoviteiros de plantão que utilizam a mídia para corroborar o trabalho que Lobato e a diretoria do SindMetau tem feito para evitar que o desastre econômico atinja com virulência os trabalhadores do nosso município.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

USP, crise e consciência

É um truísmo destacar a relevância da USP para a educação de São Paulo, do Brasil e da América Latina. Talvez seja uma das poucas instituições, nesse espaço, em que se perfaz o conceito correto de Universidade. Complexo de ensino superior que não se restringe a professores e alunos, uns perorando e outros ouvindo.

Engloba os centros de pesquisas científicas, as interações multidisciplinares, faz arrancar a tecnologia e, consequentemente, o desenvolvimento, cultua a memória histórica com museus, mantem hospitais de primeira linha para atendimento, sobretudo, da população mais carente, forma pensamento crítico que se adensa no seio da comunidade etc, como, de resto, é dever de todas as melhores universidades do mundo.

Logo, não podemos ser indiferentes à crise financeira estrutural que abala a USP. Principalmente, seus ex-alunos, em expressiva maioria conquistadores de um lugar ao sol nesta sociedade brutal.

Segundo reportagem de O Estado de São Paulo de 6 de dezembro/14, a USP deve gastar R$ 988 milhões a mais do que recebe. A previsão do deficit para 2015 é de R$ 1,1 bi. Trata-se da maior crise da Universidade em 30 anos. A instituição vive de parcela fixa que recebe do ICMS. Nada de errado,posto que os impostos devem servir a educação de qualidade.

No entanto, há que fazer mais. O sistema de financiamento por pessoas físicas e jurídicas que devem sua existência ao saber colhido na Universidade de São Paulo, por meio de doações regulares, foi adotado pela Poli há alguns anos, mas não há informações sobre seus resultados. Trata-se de uma retribuição daqueles que ocupam posições sociais vantajosas graças à USP. Não se trata de ensino pago, de pagamento obrigatório após a conclusão do curso, mas de contribuições voluntárias feitas por aqueles que, dos ensinamentos hauridos na graduação e pós-graduação, conquistaram seus objetivos e, não raro, posições extremamente privilegiadas no mundo contemporâneo. Harvard, privada, tem suas receitas robusteciadas em quase 60% por esse tipo de aporte, que é comum nos EUA e faz parte do espírito americano; as doações dos ricos não são esmolas e tampouco devem ser rejeitadas como o fazem fundamentalistas que não querem pressupor uma sociedade composta de ricos e pobres. O problema é que essa sociedade é real.

A reportagem mencionada traz um dado risível. Para combater o mencionado deficit, pensa-se em vender imóveis avaliados em R$ 50 milhões. Aspirina para o câncer. Por outro lado, pensa-se em instaurar um sistema de demissões voluntárias entre os servidores. É dizer, pensar em mudar para melhor a coluna das receitas é utópico, elucubração imatura. Só há saída no método tradicional de emagrecer a coluna das despesas.

A ordenação do ex-alunos da USP no interior de pessoa jurídica adequada, por incentivo da Reitoria e do Conselho Universitário, com propósitos permanentes, certamente mobilizaria grande aporte de recursos alocados com gosto, o que teria, ademais, a virtude de criar no "ethos" da elite intelectual do Brasil o apreço pela transferência de uma parcela de seus rendimentos, sem nenhuma contrapartida, à instituição pública que foi seu esteio passado e seu vetor do presente e futuro, que um dia soube reconhecer os méritos pessoais de seus integrantes e os acolheu, tornando-os aptos aos desafios de um capitalismo ainda selvagem. Não haverá sanção pelo descumprimento das obrigações, que se devem plasmar exclusivamente no campo de uma nova moral, para os bem-formados mais coativa que as normas jurídicas.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Volkswagen do Brasil amplia seu catálogo de cores em quase 80% nos últimos 5 anos

 Número de cores do portfólio nacional da Volkswagen aumentou de 13 opções, na linha 2010, para 23, na 2015
·         Família Fox é a linha que possui a maior gama de cores, com 11 opções
·         Os azuis “Acqua”, “Cobalto” e “Night” estão entre as novidades apresentadas pela marca em 2014

Os consumidores buscam, cada vez mais, produtos diferenciados e personalizados, a fim de expressar seus valores e preferências individuais. Em sintonia com essa tendência, a Volkswagen do Brasil tem ampliado a oferta de opções de cores para seus produtos. Em apenas cinco anos, o portfólio de cores da marca aumentou em 77%. Para comparação, os lançamentos da linha Volkswagen 2010, quando chegaram ao mercado, contavam com um “menu” de 13 cores. Na atual linha 2015, esse total foi ampliado para 23 opções de cores, entre sólidas, metálicas e perolizadas, estrategicamente disponíveis de acordo com a proposta de cada modelo.
A criação de novas cores é baseada em novas tendências do mercado, visando atender as necessidades e os desejos dos consumidores. Segundo o diretor de Design & Package da Volkswagen do Brasil, Luiz Alberto Veiga: “Para a Volkswagen do Brasil, o fundamental é que, além de tendência, a cor seja perene, durável e agradável por muitos anos. Portanto, nem toda tendência de moda se aplica. Pode-se dizer que o trabalho de pesquisa de tendências é intercalado com a análise de mercado e dos desejos e expectativas do consumidor nos mercados em que o veículo será ofertado”.
Quando o assunto é tendência, a supervisora de Color&Trim da empresa, Marilia Biill, conta que o verde, por exemplo, é uma forte tendência de moda, porém é de aceitação restrita no mercado brasileiro. Já o azul se mantém muito forte, principalmente em tons mais escuros. “Isso mostra que a Volkswagen está no caminho certo. Em 2014, a marca apostou nos azuis, com destaque para o ‘Azul Acqua’, exclusivo para o Novo Fox; o ‘Azul Cobalto’, exclusivo para o SpaceFox; e o ‘Azul Night’ e o ‘Prata Lunar’, oferecidos em quase toda a linha 2015”, disse.
A Volkswagen também busca sempre manter espaço para as cores duradouras, como os amarelos, laranjas e vermelhos, geralmente oferecidos em versões mais esportivas. Para o lançamento da Nova Saveiro Cross e Gol Rallye, por exemplo, a marca lançou o sólido “Laranja Canyon”, em substituição ao “Laranja Atacama”, que nasceu como cor de lançamento para o CrossFox 2011. E, graças à sua boa aceitação, estendeu a opção para outros produtos. Já para o Novo CrossFox, foi criado o exclusivo “Laranja Sahara”, com efeito metálico.
Os vermelhos mais escuros também fazem sucesso entre os clientes que gostam de cores vibrantes, mas em tons mais escuros e sofisticados, como é o caso do metálico “Vermelho Ópera”, oferecido em toda a linha Volkswagen 2015, e do “Vermelho Wine”, exclusivo para o Novo Space Cross. Segundo os fabricantes de tintas, o vermelho e suas variações terão ótimo crescimento no Brasil e em toda a América do Sul em 2015, já que as tendências são semelhantes.
Entre as novas cores de 2014 também está o “Amarelo Saturno”, exclusiva para a linha up!. Mas o interesse dos clientes por esta cor mais ousada surgiu bem antes, com o “Amarelo Solaris”, na 1ª geração do CrossFox, que fez tanto sucesso que se estendeu para o Gol.
O poder do branco
O “Branco Cristal” tem presença forte nos modelos da Volkswagen e está entre os mais vendidos pela empresa. Influenciado por carros importados de luxo, que valorizaram a cor branca nos últimos anos como sinônimo de eficiência e consciência global, o Brasil aderiu à moda e esta cor perdeu o estigma de "cor de táxi", no caso de São Paulo, ou de “carro da empresa”.
Para a supervisora Marilia Biill: “Os tons de branco são muito democráticos e funcionam em praticamente todos os modelos da marca. Além disso, é uma cor associada à modernidade, pureza e de aparência duradoura”.
Conheça o processo de criação das cores da marca
A equipe de Design de Acabamentos (Color&Trim) da Volkswagen do Brasil desenvolve as cores da carroceria e também das peças plásticas internas e externas do veículo. O desenvolvimento e implementação de novas tonalidades acontece de forma multidisciplinar, com o envolvimento de diversas áreas da empresa como Design, Marketing, Engenharia, Compras, Finanças, Laboratório de Materiais, entre outras, e em conjunto com parceiros externos, como os fabricantes e fornecedores de tintas e pigmentos.
O processo de desenvolvimento de novas cores parte de uma pesquisa de tendências de moda, consumo, comportamento e mercado. Com estes dados, os designers criam um “briefing” que orienta os fornecedores quanto às necessidades da Volkswagen para os novos produtos. Para chegar nessas ideias, a designer responsável por cores na Volkswagen do Brasil, Telma Blasquez, e mais dois coloristas fazem testes, estudos e misturas de cores na cabine de pintura criada especialmente para a área de Design realizar suas alquimias.
O próximo passo fica por conta dos fabricantes de tinta: apresentar propostas ao Design, que seleciona as amostras e solicita ajustes e correções de tonalidade, brilho e pigmentação, a fim de chegar a uma cartela de cores novas que atenda às necessidades de Design e futuramente às expectativas do consumidor.
Os departamentos de Engenharia e Laboratório de Materiais da Volkswagen do Brasil também orientam os fornecedores quanto às exigências técnicas relacionadas a emissões, durabilidade e demais especificações de qualidade das tintas, peças e pigmentos. Com isso, algumas melhorias de desenvolvimento são necessárias para ajustar cada proposta de cor e assim novas amostras são submetidas a testes e avaliações até atenderem à aparência e aos requisitos técnicos necessários.
Para informações sobre a Volkswagen do Brasil, acesse: www.imprensavw.com.br





Colorista testa novas propostas de cores em cabine de pintura criada especialmente para a área de Design da Volkswagen






Novo Fox









take up!





Saveiro Cross Cabine Dupla


As mulheres de TI

Por Cristina Boner*

O mercado vem demonstrando importantes mudanças de parâmetros na questão de redução na desigualdade de gêneros na profissão. Antes pequena e restrita a algumas funções, a presença das mulheres em cargos de gestão e, inclusive, à frente de importantes projetos já é uma realidade que veio para ficar. Pesquisa do SEBRAE, por exemplo, aponta que elas representam 52% dos novos negócios abertos no País. Há dez anos, esse número era inferior a 30%.

A força do empreendedorismo feminino alcançou até mercados antes liderados pelo público masculino, como é o caso da área de Tecnologia da Informação. Hoje, segundo pesquisas de mercado, as mulheres representam aproximadamente 20% do total de trabalhadores do segmento.

Com um crescimento acelerado nos últimos anos, o setor demanda profissionais cada vez mais especializados e aptos a enfrentar a alta competitividade e as constantes mudanças do mundo moderno. Nesse contexto, líderes femininas têm se sobressaído, principalmente por trazer características como flexibilidade, sensibilidade e poder de diálogo aos processos de gestão das companhias. Além disso, a mulher possui uma forte determinação em transcender suas limitações e se projetar em desafios que lhe dê reconhecimento, independência financeira e evidência, o que colabora para um maior sucesso em cargos de liderança.

A ascensão feminina no mercado de TI também é um reflexo da maior busca pela especialização. Esse movimento tem se destacado, inclusive, entre as mulheres das classes C, D e E – cada vez mais importantes no desenvolvimento econômico brasileiro. Na Associação de Mulheres Empreendedoras (AME), entidade que busca a valorização da mulher na sociedade brasileira e no mercado de trabalho, a procura por cursos de informática cresce a cada ano, somando centenas de profissionais capacitadas nos últimos dez anos.
Apesar das mudanças que estão acontecendo, ainda temos muito a fazer para consolidar a presença feminina no ambiente de negócios. Em diversas regiões do País, perdura a ideia de que a mulher tem que cuidar apenas da casa e da família. Mesmo com o aumento gradativo das mulheres no comando das famílias brasileiras - 38% do total -, ainda existem grandes obstáculos para liquidar esse antagonismo de gêneros em pouco tempo.
Além da criação de leis que favoreçam a igualdade, devemos investir em iniciativas de educação aos nossos herdeiros e trabalhar de forma evolutiva para que haja um sistema sustentável para as gerações futuras em todos os âmbitos: profissional e privado.
É preciso, ainda, eliminar do mercado essa mentalidade da diferença de gênero como fator importante para exercer um cargo estratégico nas empresas. Não há mais dúvidas de que estamos preparadas para conduzir negócios inovadores e bem-sucedidos. Hoje, após anos de luta, podemos dizer que somos responsáveis não só pelo sucesso de nossa família, mas pelo crescimento sustentável de nosso País.
*Cristina Boner é fundadora e líder da Globalweb Corp e presidente da Associação de Mulheres Empreendedoras (AME)

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Vereadores cobram detalhamento de projeto que cria Parque Tecnológico

Os vereadores irão oficializar questionamentos ao Executivo sobre o projeto que cria o perímetro especial do Parque Tecnológico de Taubaté, que foi tema de reunião na Câmara Municipal dia 1º, com o secretário de Desenvolvimento e Inovação, Geraldo de Oliveira Neto, e o gerente do Gein (Grupo Executivo Industrial), Gutemberg Ramos.
O projeto do Parque, em tramitação na Casa, prevê a implantação na área industrial do Piracangaguá II e Una I, em terreno de cerca de 740 mil m². O local deverá abrigar indústrias nacionais e internacionais dos ramos de automação, ferrovia, energia, além de polos de pesquisas de faculdades e universidades nacionais e internacionais. Na reunião, os representantes da Prefeitura fizeram a apresentação da planta e responderam a questionamentos dos vereadores, que serão oficializados no Executivo pode meio de requerimento.
A presidente da Comissão de Obras da Câmara, Pollyana Gama (PPS), registrou a falta de informações oficiai sobre o perfil das empresas que vão se instalar no Parque, metas, objetivos, instituições que irão participar dos trabalhos de pesquisa, tempo de permanência de empresas, forma de cessão de terrenos, necessidade de recursos financeiros e de material, e plano urbanístico.
“A Câmara precisa participar de cada passo deste projeto porque ele depende da aprovação da Casa. É importante este diálogo e que, por meio dele, haja amadurecimento nas discussões deste assunto que representa uma política pública, já que vai transpassar governos”, afirmou Pollyana.
Jeferson Campos (PV) apresentou questionamentos sobre a participação da Fatec e da Escola Municipal de Ciências Aeronáuticas no polo de pesquisa e também sobre ações voltadas para o agronegócio. Ele destacou que está intermediando, junto ao Governo Federal, a instalação do Instituto Federal no Parque, que envolve ensinos médio, técnico e superior.
Os vereadores Carlos Peixoto (PMDB), Diego Fonseca, José de Angelis “Bilili” e Rodrigo Luis Silva “Digão”, do PSDB, Joffre Neto (PSB), Maria Gorete Toledo (DEM), Paulo Miranda (PP), Salvador Soares e Vera Saba, do PT, foram representados por assessores.
A Prefeitura fará o lançamento da pedra fundamental do Parque Tecnológico dia 8, como parte das comemorações do aniversário da cidade. O Projeto de Lei Complementar nº36/2014 está disponível para consulta na seção Processo Legislativo do site www.camarataubate.sp.gov.br.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Polícia Militar de Taubaté realiza Cantata de Natal 2014

No dia 4 de dezembro, às 20h, no 5º Batalhão da Polícia Militar, em Taubaté acontecerá a tradicional Cantata de Natal. O evento faz parte das comemorações dos 183 anos da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Esta é a 14ª edição do evento.
A Cantata terá início com a apresentação da de 40 músicos da Banda Militar Regimental do Comando de Policiamento do Interior, de São José dos Campos.
Depois, será a vez de  alunos da Escola Municipal Professor Walter Thaumaturgo, de Taubaté, cantarem músicas natalinas das 24 janelas do prédio do 5º Batalhão da PM, na Avenida Independência. Um show pirotécnico encerrará o evento.
A Cantata deste ano faz alusão aos ritmos. “Vamos cantar o Natal em vários ritmos. Será uma viagem de sons e instrumentos que certamente encantará a todos”, afirma o diretor artístico do evento, Carlos Gouvêa.  A Cantata deste ano vai levar para as janelas e para o palco mais de 200 artistas, entre cantores e instrumentistas. “Será um espetáculo muito intenso, com muitas novidades e surpresas”, informou Gouvêa.
A apresentação é gratuita e aberta ao público. A Cantata acontece na Avenida Independência, 247, bairro Independência.