sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A revolução da internet das coisas


Por Dane Avanzi

A internet das coisas, nome dado à futura geração de eletroeletrônicos, veículos automotores e qualquer outro tipo de dispositivo capaz de se comunicar via TCP/IP, compartilhando informações e interagindo com outros dispositivos, é literalmente a "bola da vez" no planejamento estratégico de grandes e pequenas empresas em todo o mundo.

O Google, por exemplo, que já tem investido pesado há anos no projeto do automóvel sem condutor guiado por GPS, comprou recentemente a Nest, empresa de termostato, por US$ 3,2 bilhões. Dentre outras inovações e interações, a próxima versão do sistema operacional do smartphone da Apple, o iOS 8, permitirá que você controle dispositivos smart-casa a partir de seu iPhone.

Com a possibilidade de integrar o protocolo TCP/IP a dispositivos dos mais comuns aos mais sofisticados, desde uma cafeteira a um automóvel, a internet das coisas pode criar diferenciais competitivos para todos os tipos de indústrias. Nesse contexto, muitas empresas estão se unindo para unificar o padrão tecnológico e alinhar aspectos técnicos que deverão ser comuns à todos os dispositivos.

Para tanto, mais de 40 organizações, incluindo British Telecom, IBM, Google, uma série de startups e universidades, estão trabalhando conjuntamente para permitir que sensores e dispositivos possam compartilhar dados automaticamente com muito mais facilidade e viabilizar a popularização e disseminação da internet das coisas.

Eles apelidaram tal projeto de HyperCat. O grupo espera poder incentivar uma internet das coisas com base em padrões abertos que possibilite o acesso de pequenos players, ao invés de um modelo no qual todos os dados estarão limitados por padrões e aplicativos ligados a produtos de grandes empresas. Grandes empresas, geralmente usam a estratégia de criar sistemas operacionais, protocolos e padrões próprios, que não se comunicam com o de concorrentes. Exemplo clássico, Windows e Apple.

O projeto HyperCat formou oito equipes com foco em diferentes mercados no qual a internet das coisas poderiam trazer benefícios, tais como educação, veículos, aeroportos e cidades inteligentes. Os grupos utilizaram a especificação HyperCat para criar interoperabilidade dentro de seu cluster e, em seguida, entre os clusters. O projeto já trouxe resultados tangíveis com redução de custos de energia e geração de outras informações, incluindo a disponibilização de dados que outros possam usar.

No entanto, padronização de protocolos é apenas um dos desafios dessa nova tecnologia. Estamos hoje na transição do IPV4 para o IPV6, sistema que gerencia a quantidade de IP's existentes em toda a internet hoje. Com a internet das coisas, a quantidade de endereços IP's crescerá exponencialmente, pois cada dispositivo terá um endereço na rede. Outro desafio, esse bem mais difícil de suplantar, é que todos os dispositivos utilizarão o espectro radioelétrico para se comunicar. Ocorre que o espaço radioelétrico é um recurso natural finito, escasso e não renovável. Hoje a situação já é bem crítica.

Seja como for, esse não é o primeiro desafio de padronização de tecnologia do homem no que tange a evolução das telecomunicações. O primeiro da história, que coincide com a criação da UIT (União Internacional das Telecomunicações) em 1854, ocorreu por ocasião da padronização das linhas telegráficas. Na época, cada país tinha uma codificação e um padrão de telégrafo.

Recentemente, a própria internet só alcançou abrangência global quando fabricantes de produtos de informática e telecomunicações padronizaram o protocolo TCP/IP, pois inicialmente a grande variedade de protocolos não possibilitavam a interoperabilidade entre dispositivos. Dessa vez, não será diferente. Não obstante as dificuldades, a capacidade de criação humana engendrará uma nova tecnologia que trará profundas transformações no estilo de vida das pessoas e na maneira de se relacionar com a internet e a própria existência.

Dane Avanzi é vice-presidente da Aerbras - Associação das Empresas de Radiocomunicação do Brasil.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Vereadores garantem creche para filhos de funcionários de empresas do Proinde

A Câmara de Taubaté aprovou em primeira votação, dia 4, projeto do vereador Salvador Soares (PT) que obriga empresas beneficiadas pelo Proinde (Programa Ostensivo de Incentivo ao Desenvolvimento Econômico) a disponibilizarem vagas em creches para filhos de funcionários. A proposta deverá passar por segunda votação antes de ser encaminhada para sanção do Executivo.
Quatro emendas tiveram aval do plenário. De Luizinho da Farmácia (PROS), a que reduz para 20 o número mínimo de funcionários que estabelece a obrigatoriedade. Na proposta original, o número era 50. De Rodrigo Luis Silva “Digão” (PSDB), a que define que, caso o número de funcionários da empresa não atinja o limite estabelecido, o gestor público poderá exigir outra contrapartida em substituição ao auxílio educacional.
De Jeferson Campos (PV) é a autoria de outras duas emendas: uma substitui a expressão creche por unidade de educação infantil e a outra define como parâmetro para o auxílio o valor da mensalidade integral aferido pela média das mensalidades de escolas de educação infantil do município.
Douglas Carbonne (PCdoB) manifestou apoio à medida, que promove “contrapartida social” de empresas, o que considera justo. “Temos que garantir que crianças estejam na escola para que tenham um bom desenvolvimento”, considerou o parlamentar, que é educador.
Pollyana Gama (PPS) levou em consideração a quantidade de mães que aguardam vagas em creches. Registrou que no Senado há proposta semelhante e pontuou que parecer do senador Eduardo Suplicy (PT) aponta que uma lei não pode delegar a um particular papel que cabe ao Estado. “Se de um lado é muito interessante a proposta, de outro lado é realmente obrigação do Estado oferecer.” Sugeriu que seja regulamentada a bolsa creche, lei em vigor no município, mas votou a favor do projeto.
Joffre Neto (PSB) manifestou-se a favor da proposta e apresentou questionamento sobre o que acontecerá se funcionário for demitido. Ponderou que, para não perder vaga em creche, trabalhador poderá se submeter a más condições de trabalho. Afirmou que, apesar de ter dúvidas, votaria “a favor do povo”.
Bolsa de estudos
A discussão do projeto do prefeito que autoriza a concessão de bolsa-auxílio a servidores efetivos que frequentem cursos de atualização, extensão e especialização em nível de pós-graduação foi iniciada na sessão, mas interrompida para cumprimento do tempo regimental. Deve voltar à pauta dia 11.
Pollyana Gama lembrou que, em 2007, começaram os primeiros convênios com a Unitau, mas para cursos de graduação. “Podemos avançar mais, para a pós-graduação”, defendeu. Considerou que o curso deve ter interesse público, ao tratar de emenda que abre a possibilidade de que curso não tenha esse caráter. Fez observação sobre emenda de Jeferson Campos (PV) que estende benefício aos servidores da Câmara. “São orçamentos diferentes, é preciso ter previsão.”

Luizinho da Farmácia considerou que, para o benefício abranger servidores da Câmara, é preciso elaboração de projeto separado. Fez reflexão: “O Brasil está virando um país de toma lá dá cá. Estamos dando tudo, mas alguém vai pagar. É bolsa família, bolsa escola, bolsa transporte, bolsa casa popular, bolsa cadeia...” Defendeu salário digno para o trabalhador.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

4 A 2: TRE-SP CASSA ORTIZ JUNIOR

IRANI LIMA

Acabou, pelo menos no TRE: Ortiz Junior  (PSDB) não é mais prefeito de Taubaté, Edson Aparecido de Oliveira (PTB) não é mais vice-prefeito e José Bernardo Ortiz (PSDB) está inelegível por oito anos.

Ortiz Jr entra para a história de Taubaté como
o primeiro prefeito juridicamente cassado
no exercício do cargo
A decisão foi tomada há poucos minutos. O juiz Silmar Fernandes votou pela cassação de Ortiz Junior e contra a nulidade do processo pedida pelo tucano. A juíza federal Diva Malerbi e o juiz-relator do recurso eleitoral 587-38, Roberto Maia Filho também rejeitaram a tese de nulidade do processo.

O desembargador Davienne Ferraz, vice-presidente do TRE-SP, votou pela absolvição de Ortiz Junior. O desembargador Antonio Carlos Mathias Coltro, presidente, não precisou votar.

Ortiz Junior entra para a história de Taubaté como o primeiro prefeito juridicamente cassado no exercício do cargo.

Votaram pela cassação: Roberto Maia Filho, Diva Malerbi, Luiz Guilherme da Costa Wagner (foi seu último voto como juiz do TRE-SP) e Silmar Fernandes.

Votaram pela absolvição: Alberto Zacharias Toron e Mário Davienne Ferraz.

Agora, o prefeito cassado Ortiz Junior tenta, no TSE, manter-se no cargo e, quem sabe, anular o processo.

A primeira parte do campeonato terminou. O jogo final será disputado em Brasília, em data a ser definida, a partir da entrada do recurso eleitoral que os advogados de Ortiz Junior interpuserem.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Sete características que diferenciam os consumidores chineses dos outros

Em 11 de novembro, milhões de consumidores chineses farão compras online durante um evento chamado 11.11 Shopping Festival. Para aqueles no Ocidente que já ouviram falar nisso, essa mega- liquidação anual de 24 horas no feriado chinês do  Dia dos Solteiros promovida pelo gigante do e-commerce Alibaba Group (meu empregador) vem despertando muita curiosidade devido a sua escala monumental.

Se você acha que a Cyber Monday ou a Black Friday são as maiores corridas às compras do mundo, está enganado. No ano passado, clientes online nos Estados Unidos gastaram US$3,64 bilhões no Dia de Ação de Graças, na Black Friday e na Cyber Monday combinados, de acordo com estatísticas da comScore, uma empresa que faz análises de dados da internet norte-americanaJá no Festival de Compras de 11 de novembro da China - o maior dia de compras online do país - Taobao Marketplace e Tmall.com, sites do Grupo Alibaba, processaram mais de US$5,75 bilhões em vendas. Ou seja, quase um terço a mais do que as três maiores datas de corrida às compras dos EUA combinadas, num período de 24 horas.

O fato de os consumidores chineses terem facilmente ultrapassado os americanos num quesito em que estes sempre se destacaram — gastar dinheiro — é um exemplo contundente da cultura de consumo única que se desenvolveu na China e que tem sido frequentemente mal interpretada pelas empresas ocidentais interessadas em fazer negócios no país.

Em primeiro lugar, na RPC a atividade de comprar online é considerada muito mais importante do que no Ocidente, conforme mostrou o volume de vendas durante o 11.11. No entanto, diferente do que ocorre nas economias mais maduras, comprar online ainda é uma atividade relativamente nova entre os consumidores cada vez mais endinheirados na China. Mais da metade dos consumidores online do país fizeram sua primeira compra pela internet nos últimos quatro anos. No entanto, estes novatos não fazem parte de um grupo seleto. No início de 2014, aproximadamente 300 milhões de chineses fizeram compras online – um número tão alto que se fosse um país, seria o quarto maior do mundo. Nos próximos anos, esta nação de consumidores online deverá dobrar de tamanho.

Isso já é motivo suficiente para nós tentarmos entender as idiossincrasias no comportamento dos compradores chineses. Veja a seguir algumas diferenças básicas entre os consumidores chineses e os ocidentais:

O ato de comprar os deixa muito felizes.
A sensação de que fazer compras é uma atividade agradável ao invés de uma obrigação é muito mais forte entre consumidores chineses do que entre americanos ou britânicos, segundo um relatório publicado pela empresa de pesquisa Millward Brown. De acordo com os resultados da pesquisa, 68 por cento dos entrevistados chineses afirmaram sentirem-se “felizes ou incrivelmente felizes” ao fazer compras, comparado a somente 48 por cento dos entrevistados americanos e 41 por cento dos britânicos que deram a mesma resposta. Os compradores chineses também são mais empenhados que os americanos ou os britânicos em pesquisar com antecedência informações sobre os produtos que desejam comprar, segundo a Millward Brown.

Eles são compradores Omni-channel.
Embora gostem de olhar vitrines como todo mundo, os chineses não gostam tanto de comprar em lojas físicas quanto os consumidores no Ocidente. Segundo uma pesquisa recente feita pela PricewaterhouseCoopers (PwC) com mais de 15.000 compradores online no mundo todo, 75 por cento dos entrevistados chineses afirmaram comprar online semanalmente comparado à média global de 21 por cento.
Na China, a tecnologia faz parte integral do processo de fazer compras, que por sua vez frequentemente incorpora mídias sociais, smartphones, tablets e PCs nas tomadas de decisão e no ato de comprar. O país é líder mundial em compras por celular: mais de três em cada quatro consumidores chineses já fizeram compras por celular comparado à média global de 43 por cento, de acordo com os resultados da pesquisa feita pela PwC. Ainda mais significativo é o fato de que um em cada quatro consumidores chineses afirmou fazer compras pelo celular pelo menos uma vez por semana. A média global é de apenas 9 por cento.

Embora eles adorem uma pechincha, o preço já não é um fator tão importante.
Alguns anos atrás, os consumidores chineses diziam que os preços mais baixos eram o principal motivo para comprar online. Hoje em dia, as razões que os levam a escolher um ou outro canal de compras já não são tão claras. Segundo um relatório recente publicado pela Oracle, 82 por cento dos consumidores chineses entrevistados disseram que a disponibilidade de produtos é mais importante que o preço, enquanto que quase 100 por cento afirmou que os vendedores deveriam adotar novas tecnologias para melhorar a experiência de fazer compras.

Eles são mais exigentes.
Os compradores no Ocidente pressupõem que os sites de compras que eles visitam são confiáveis e os produtos são de boa qualidade. Porém, na China não é bem assim. É comum a venda de produtos falsificados, mal feitos e não seguros e a ocorrência de fraude online. O governo chinês estima que quase uma em cada três pessoas que compram online regularmente já foi ludibriada por sites enganosos.

Por isso, os consumidores chineses requerem maior cuidado e garantias ao fazer compras e tendem a ser mais exigentes em relação às informações sobre produtos e vendedores do que os compradores em outros países. Pensando nisso, Taobao Marketplace e Tmall.com, dois e-marketplaces gigantes pertencentes ao Grupo Alibaba, disponibilizam sistemas de pagamento online com serviços de depósito de garantia e serviços de mensagem instantânea para que os compradores possam se conectar diretamente e em tempo real aos vendedores para esclarecer dúvidas sobre tamanhos, frete e outros assuntos.

Na verdade, quase nove entre dez compradores online chineses acham que os serviços online deveriam ser criados sob medida pelos vendedores para atender as suas necessidades individuais. Isto é muito diferente do comportamento dos consumidores ocidentais, que aceitam com maior facilidade os sites de compras self-service e de produtos com tamanho único, e tendem a entrar em contato com os vendedores somente quando ocorre algum problema.

Eles seguem as mídias sociais e as opiniões dos amigos sobre os produtos.
Mais do que outros consumidores no resto do mundo, os consumidores chineses dependem muito das recomendações sobre produtos feitas por avaliadores online. Antes de fazer compras, consultam as opiniões de seus amigos nas redes sociais. Peter Stein, CEO global da Razorfish, apontou essa diferença tão importante numa coluna recente na revista Forbes, onde afirmou que 75 por cento dos internautas chineses postam feedbacks online sobre suas compras pelo menos uma vez por mês comparado a menos de 20 por cento nos EUA.  “Hoje em dia, há mais de 300 milhões de pessoas [na China] que só compram um produto após receberem o aval de seus pares nas mídias sociais ou em fóruns de e-commerce,” escreveu Stein, concluindo que as mídias sociais são “um elemento essencial para o sucesso das marcas chinesas.”. 

Eles preferem marketplaces a sites de compras independentes.
No Ocidente, a maior parte das compras online é feita em sites de varejistas tradicionais (“clicks and bricks”) ou de produtos exclusivos. Na China, aproximadamente 90 por cento do e-commerce ocorre em e-marketplaces - agrupamentos de lojas virtuais de milhares de vendedores independentes que contam com o suporte de provedores de serviços terceirizados, tais como empresas de entrega. Os varejistas ocidentais que tentaram introduzir sites independentes no mercado chinês obtiveram resultados de vendas decepcionantes devido à dificuldade em atrair compradores.

Eles gostam de marcas, mas não são muito fiéis (ainda).
Assim como no Ocidente, os consumidores chineses abastados conhecem e desejam adquirir marcas de luxo como um símbolo de status. No entanto, nas compras do dia-a-dia a sua fidelidade ainda deixa a desejar. Como o conceito de marca ainda é relativamente novo na China, os consumidores ainda não criaram uma história de afinidade com marcas famosas. No entanto, isso não significa que as marcas de produtos do dia-a-dia não sejam importantes. Segundo a consultora Bain & Co., a marca é um dos principais fatores na compra de qualquer tipo de produto pelos consumidores chineses. Os padrões de compra observados na Tmall.com, o maior site de venda de produtos de marca autênticos da China, demonstram que os consumidores buscam marcas importadas por vários motivos, incluindo melhor qualidade, segurança do produto, falta de disponibilidade no mercado doméstico e preços mais baixos.

Segundo a Bain, embora os consumidores chineses apreciem marcas famosas, ao fazer uma compra eles não necessariamente procuram uma marca específica. Ou seja, o país é um terreno fértil para marcas locais e estrangeiras cultivarem laços mais fortes por meio de ações de marketing eficazes. 
Devido à língua e à cultura, o mercado consumidor chinês ainda é considerado intimidador. No entanto, apesar disso ele possui mais similaridades do que diferenças em relação a outros mercados.

Assim como os consumidores americanos e europeus, os consumidores chineses querem se sentir especiais. Eles querem experimentar o que o mundo tem para oferecer através de seus produtos e desfrutar das oportunidades de conhecer esses produtos de forma sofisticada – uma função que o ambiente de vendas online pode desempenhar como ninguém.

Embora o conceito de fidelidade de marca ainda não tenha se solidificado no país, esse processo já está em vias de implementação. Através de ações de marketing e merchandising inteligentes, aplicadas e sensíveis às diferenças culturais, empresas do mundo todo poderão se tornar marcas reconhecidas no país que sedia o feriado com a maior corrida às compras do planeta.

Atendimento: quais são os grandes desafios?

Por Glauberto Colabello

“Algo repetitivo e que já sei o que é importante", esta é a frase que mais ouvimos nas visitas para discussão de objetivos e nos treinamentos que realizamos. Ora, se é tão simples, porque ainda existem tantas dificuldades e o resultado parece nunca vir? Poderíamos soltar um monte de jargões aqui, mas esse não é o caminho, o que interessa é enfrentar os desafios de verdade.

Estruturar uma área de atendimento, antes de mais nada, precisa de competência técnica, foco e objetivos claros. Não adianta adaptar um recurso de gestão, fazendo um monte de outras atividades dentro da empresa, pensando: "Esta pessoa só cuidará também da área do cliente". Aponto o primeiro desafio: em 85% das empresas que visitamos não existe um gestor exclusivo para cuidar e pensar efetivamente nas ações da equipe responsável pelo dia a dia dos clientes. Deste percentual, 40% divide função com marketing, 30% com assuntos gerais e administrativos e os outros 30% cuidam de RH, vendas, logística, treinamentos e uma série de outras coisas. Onde fica o foco nessa história?

Crie e dê real autonomia para este papel dentro da sua empresa, e esta conseguirá olhar de forma sistêmica o que realmente é necessário para criar uma relação de confiança com seu cliente e não apenas atendê-lo, pois existe um próximo na fila. Fila? Aí vem o segundo desafio: quais os objetivos que este profissional deverá perseguir?

É importante saber realmente o que se deseja na relação com o cliente e alinhar toda a equipe para chegar nestes resultados. Já é possível encontrar empresas que não olham mais para o TMA - Tempo Médio de Atendimento, pois entenderam que a relação delas com seus clientes é de atenção e não de correria ou produção. Escolha os seus indicadores e não se preocupe com o "padrão". Quando falamos sobre isso, escutamos a resposta básica sobre a área de atendimento ser só custo dentro da organização e que não pode crescer ou utilizar mecanismos novos de gestão da relação cliente-empresa. Se sua companhia pensa dessa forma, pare de ler esse artigo agora ou já se organize para, pelo menos, discutir estes dois pontos listados.

O terceiro, e não menos importante ponto, é a competência técnica. Muitas vezes a gestão de atendimento vem realocada de outras áreas da empresa e isso gera um risco monstruoso de erro. Atender o cliente exige algo que vem de dentro, ou seja, não adianta colocar um excelente gestor de orçamentos, se este não tem a visão de pós-venda alinhada com a expectativa gerada no cliente no momento da aquisição de um produto ou serviço. Sem dúvida, o equilíbrio financeiro vai existir de forma bem fácil, mas e a satisfação e confiança? É importante ter profissionais que realmente possuem formação para atuar na gestão de cliente, e que já tenham passado por operações de atendimento em suas diversas escalas.

Após organizar estes três desafios, você poderá partir para a parte desafiadora da rotina do atendimento: dimensionar sua equipe, construir seus processos, definir as ferramentas que serão utilizadas e como fazer os objetivos serem da equipe inteira de atendimento e da empresa. Por que os desafios devem ser da companhia? Se os processos definidos pela área de atendimento não derem abertura para a operação executar o maior número de procedimentos no momento em que o cliente está fazendo seu contato, os tempos de resolução irão refletir diretamente na satisfação do cliente. Não adianta ter uma equipe de simples "anotadores" de recados para repassar as equipes internas, é preciso dar autonomia verdadeira para a operação. Este é outro grande desafio: reduzir o ego das áreas de backoffice para aceitar e disponibilizar recursos para a linha de frente poder resolver a situação ainda com o cliente conectado ao canal escolhido de atendimento.

Até agora só falei dos desafios onde a empresa precisa disponibilizar um recurso para interagir com o cliente, mas hoje existem diversas tecnologias que permitem o consumidor resolver a sua situação de forma online, o famoso "autoatendimento". Sabe-se hoje que o índice de satisfação com a famosa URA ou FAQ é muito baixo, mas você sabe qual é o desafio? É simples de ser compreendido, mas não fácil de ser executado! A maioria das empresas procura filtrar aquilo que gera custo para ela e não o que o cliente realmente deseja resolver de forma autônoma. É necessário buscar nas expectativas do cliente o que realmente ele deseja utilizar e ir trabalhando a evolução destes pontos de contato.

Os desafios são grandes, mas não impossíveis. Não existe uma receita de bolo a ser seguida, mas sim, alguns passos importantes a serem discutidos e alinhados para que o dia a dia possa ser executado e construído de forma sustentável, pois o maior desafio de todos é o cliente não ser impactado pelas constantes mudanças internas da empresa.

Glauberto Colabello é líder da área de atendimento na Direct Talk e possui mais de 10 anos de experiência em SAC. 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Vendas de automóveis e comerciais leves crescem 3,15% em outubro


Com mais de 291,4 mil unidades emplacadas no 10º mês do ano, os segmentos registraram alta no período. Já no acumulado houve queda de 8,69%.

De acordo com levantamento realizado pela Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, com base nos emplacamentos de veículos, no mês de outubro, foram realizadas vendas de 442.216 unidades, entre automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros, como carretinhas para transporte. Este valor representa alta de 2,70% no comparativo com o mês de setembro, quando foram registradas vendas de 430.608 unidades.

Já os segmentos de automóveis e comerciais leves, somados, apresentaram alta de 3,15% no comparativo entre setembro e outubro, passando de 282.510 unidades para 291.412 veículos. Se o comparativo for realizado com o resultado do acumulado, os segmentos, juntos, apresentaram queda de 8,69%, passando de 2.951.776 unidades em 2013, para 2.695.393 este ano. “Se computarmos apenas o número asvendas acumuladas em dias úteis, a queda seria de 6,9%, já que tivemosaté agora, em 2014, 206 dias úteis, ante 210 em 2013. Esta diferença já representa um bom volume no comparativo”, comenta o presidente da Fenabrave, Flavio Meneghetti.

Segundo o presidente da Fenabrave, é esperado, até o final do ano, um aquecimento nas vendas, devido à antecipação de compras por conta do fim do benefício do IPI, programado para o dia 31 de dezembro. “Com isso, imaginamos encerrar o ano com cerca de 5% de aumento nas vendas”, completou.

Confira, a seguir, o desempenho de cada segmento no mês de outubro:

Automóveis e Comerciais Leves: As vendas de automóveis e comerciais leves somaram 291.412 unidades em outubro, volume que representa crescimento de 3,15% sobre as 282.510 unidades comercializadas em setembro. Na comparação com outubro/2013 (313.472 unidades), os segmentos registraram queda de 7,04%. No acumulado de janeiro a outubro, houve retração de 8,69% sobre os resultados de 2013.

Caminhões e Ônibus: Os emplacamentos de caminhões apresentaram crescimento de 8,80% na comparação com outubro. Foram licenciadas 12.298 unidades em outubro, contra 11.303 caminhões no mês anterior. Na comparação com outubro de 2013, quando foram negociadas 13.533 unidades, o segmento apresentou queda de 9,13%. No acumulado do ano, as vendas também retraíram 13,26 % contra igual período de 2013.

O segmento de ônibus cresceu 26,70% no mês de outubro. Foram emplacadas 3.165 unidades, contra 2.498 em setembro. Na comparação com o mesmo mês de 2013 (3.182 ônibus), o segmento teve queda de 0,53%. No acumulado, as vendas do segmento apresentaram baixa de 12,52% sobre 2013.

Os setores de caminhões e ônibus, juntos, apresentaram crescimento de 12,04%, no comparativo entre setembro e outubro, e baixa de 7,49% na comparação com outubro de 2013. No acumulado, a retração foi de 13,12% para os dois setores somados.

O segmento de motocicletas registrou alta de 0,42% em outubro, no comparativo com setembro, passando de 119.842 unidades para 120.348 no mês anterior. Em relação ao mesmo período de 2013 (123.546 motos), o setor apresentou retração de 2,59% e, no acumulado, a queda chegou a 5,00%.

Implementos Rodoviários: Foram vendidas 4.748 unidades em outubro, contra 4.324 em setembro. Este valor representa alta de 9,81% entre os dois meses. Em relação a outubro do ano passado, o segmento apresentou retração em 22,85% e, no acumulado do ano, houve queda de 17,31% sobre 2013.


Outros – Outros veículos, como carretinhas para transporte, cresceram 1,13% ao comparar os meses de setembro e outubro. Se comparado a outubro de 2013, o crescimento foi de 6,92%. No acumulado do ano, houve alta de 5,19%

domingo, 2 de novembro de 2014

Lula define Veja nas eleições: "é o melhor panfleto da campanha do Aécio"

Nesta quinta-feira (30) o Instituto Lula publicou matéria em que Luiz Inácio Lula da Silva critica a Revista Veja e alega que a publicação "se decidiu ideologicamente há muito tempo" e ainda acrescenta que a revista "odeia o PT". Em vídeo, o ex-presidente petista ainda afirma que "se você olhar a Veja como um panfleto da campanha do Aécio, você sofre menos".
Durante 7 minutos, o ex-presidente diz que não lê a Veja já há muitos anos, por "não levar a sério" as publicações. Lula ainda diz que a simples saída para não "perder o sono" é levar a revista como um panfleto da campanha de Aécio Neves (PSDB); se dirigindo ao espectador, ele ainda fala que, desta maneira, "você não tem azia" - se referindo ao nervosismo.
Quando questionado ao "ódio" que o PT sofreu nas eleições desta ano (de acordo com o vídeo), Lula acredita que "você pode disseminar a divergência, é próprio da Democracia. Você pode não gostar do PT, mas você tem que respeitar a existência do PT", e ainda conclui que "democracia é o que nós estamos vivendo hoje. Todo mundo tem o mesmo direito. Todo mundo pode votar e escolher seu candidato e todo mundo tem que aceitar o resultado porque isso é democracia. Democracia não só vale quando a gente ganha, se fosse assim, seria muito fácil ser democrata", finaliza o ex-presidente.