domingo, 6 de julho de 2014

É preciso comparar para saber a verdade

(*) Carlos Neder

Quando se fala em modelos de gestão a serem adotados para promover o bem-estar das pessoas, o PSDB gosta, e muito, de propagandear para si e os outros que representa um exemplo perfeito.  

O fato é que a verdade precisa ser dita. Na área da saúde, uma breve comparação do montante de recursos aplicados nos dois mandatos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) e nos governos Lula e Dilma Rousseff deixa claro que o PSDB investiu bem menos do que as gestões do PT.

Em 1997, terceiro ano do mandato de FHC, quando foi criada a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o orçamento do setor foi de R$ 20,2 bilhões. Chama a atenção que nos dois períodos seguintes esse valor curiosamente diminuiu, respectivamente, para R$ 19,5 bilhões e R$ 19 bilhões.

Por sua vez, em 2003, primeiro ano do governo Lula, a saúde ficou com R$ 30,5 bilhões – R$ 2 bilhões a mais do que em 2002. Desde então, esse valor tem aumentado substancialmente, mesmo diante de situações delicadas, como a extinção da CPMF (2006 – R$ 44,2 bilhões) e a crise mundial (2009 – R$ 59,5 bilhões). Em 2014 o valor previsto é de R$ 106 milhões.

Claro que esse aumento de recursos deve se traduzir em ações importantes, como é o caso do Programa Mais Médicos e da prioridade dada à atenção básica. Infelizmente, a situação que vemos no Estado de São Paulo é bem diferente.

Como se não bastasse a opção de terceirizar a gestão da saúde por meio das Organizações Sociais, que têm custos crescentes e não prestam conta do dinheiro público que lhes é repassado, a postura da administração tucana continua sendo a de não ouvir a população nas decisões relacionados ao setor, impedindo assim o controle e a participação dos cidadãos.

A diferença é clara: enquanto o Governo Federal se preocupa em defender cada vez mais as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), a gestão estadual do PSDB busca o rumo contrário.

Exemplo disso, por exemplo, foi o veto do governador Alckmin a projetos de minha autoria que instituíam conselhos gestores, o uso obrigatório do símbolo do SUS e a humanização do atendimento nas unidades de saúde do Estado de São Paulo. Ou seja, basta comparar para entender quem prioriza, de fato, uma política de saúde pública e de qualidade para todas as pessoas.

(*) O autor é coordenador do setorial de saúde e deputado estadual (PT). Contatos:www.carlosneder.com.br / (11) 3105-5632.

sábado, 5 de julho de 2014

Polícia ganha laboratório para apuração de crimes eletrônicos

O Departamento de Inteligência da Polícia Civil (DIPOL) ganhou o Laboratório de Análise de Crimes Eletrônicos (LAB-E), um novo serviço para auxiliar as investigações de delitos envolvendo provas em meios eletrônicos.
O laboratório analisará vídeos e fotos para ajudar na identificação de possíveis autores, além de processar dados e registros. Os policiais poderão apurar informações de celulares, tablets, smartphones, GPS, discos rígidos, pendrives e cartões de memória.
"Muitas vezes na investigação, o policial não tem um equipamento específico ou não tem o contato com certas empresas. Nós teremos esse material e disponibilizaremos esses dados, daremos essa acessibilidade", diz o delegado diretor do DIPOL, Edson Minoru Nakamura.
O apoio oferecido pelo LAB-E também será com roteiros e procedimentos necessários em casos de crimes eletrônicos. O laboratório, por exemplo, poderá ser requisitado para auxiliar a elaboração de pareceres para inquéritos policiais.
"O DIPOL não vai tocar a investigação. A isso cabe o departamento territorial ou especializado. O laboratório dará o apoio, uma sustentação técnica para aquilo que o policial não conseguir durante a investigação", explica Nakamura.
O LAB-E também poderá ajudar outros órgãos, como a Polícia Técnico-Científica, ou mesmo instituições de outros Estados. O novo serviço foi criado por meio de uma portaria do DIPOL, publicada no último dia 21 no Diário Oficial do Estado e já está em funcionamento.

Como usar a criptografia para enviar e-mails mais seguros



Não é segredo para ninguém que e-mails são uma grande fonte de spams, vírus, fraudes e diversas outras coisas. Também não é novidade que grandes empresas com serviço de webmail têm acesso às mensagens para depois oferecer publicidade dirigida para cada usuário.
Além do uso dos e-mails de usuários para fins comerciais, há uma crescente preocupação com a espionagem e os crimes digitais. Para quem ainda não conhece, a assinatura digital é utilizada para dar a garantia de que o e-mail recebido não foi alterado ou interceptado desde o seu envio.
Já a criptografia funciona de uma maneira muito mais segura, pois ela guarda a mensagem e os arquivos anexos do e-mail e faz com que somente a pessoa com a “chave pública” de quem enviou o e-mail consiga visualizar o seu conteúdo.
A encriptação de e-mails não é novidade. Desde 2008 o Gmail já apresentava uma opção de sempre usar HTTPS. Em outras palavras, criptografar tudo que trafega entre seu computador e os servidores do Google ao usar o Gmail. E, desde 2010, o procedimento deixou de ser apenas uma opção a ser ativada e passou a ser padrão para todos os usuários do e-mail do Google.

Dicas de programas para criptografar seus e-mails:
Complemento para o gerenciador de e-mails Mozilla Thunderbird. Habilita alguns atalhos dentro do programa que facilitam o envio de e-mails mais seguros. O usuário também deverá baixar o Gnu Privacy Guard para utilizá-lo.
Um pacote de programas onde é possível criar pares de chaves, organizá-los e publicá-los. Com ele também é possível “traduzir” mensagens criptografadas e criptografar textos normais.
Contém funções parecidas com o Gpg4win, mas com o diferencial de realizar diversas operações através de atalhos. Apresenta uma interface intuitiva que permite que você crie suas chaves.

Governador anuncia videomonitoramento em 55 cidades

Governador fala sobre o projeto do Sistema Metropolitano de Videomonitoramento, no Palácio
O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta quinta-feira, 3, o projeto do Sistema Metropolitano de Videomonitoramento em 55 cidades das regiões do Vale do Paraíba e Litoral Norte (39 cidades), Baixada Santista (nove cidades) e Jundiaí (sete cidades), que prevê um total de 2.629 câmeras integradas.
“Com a implantação do sistema, vamos integrar o que já existe - as imagens de 2.273 câmeras - e vamos ampliar o número de câmeras na Baixada Santista, Vale do Paraíba, Litoral Norte e região de Jundiaí”, disse o governador.
A iniciativa utilizará as 2.273 câmeras que já existem nas cidades de Santos, Praia Grande, São José dos Campos e Jundiaí e instalará 356 novos equipamentos nos perímetros – acesso por rodovias - das 55 cidades. Com isso, será possível fazer o reconhecimento de veículos, controle do fluxo desses locais e até a identificação facial em alguns casos.
As centrais de videomonitoramento serão integradas dentro dos Copoms (Centros de Operações da Polícia Militar) regionais, que serão modernizados e adaptados para receber essas imagens, além de ser um espaço com assento para outras agências, como guardas municipais e Polícia Federal, além das polícias Civil e Científica.
O Sistema Metropolitano de Videomonitoramento será integrado à nova fase do Detecta, sistema inteligente de monitoramento criminal que é utilizado há 7 anos pela Polícia de Nova York e que está em fase de implantação no Estado.
Além do compartilhamento de imagens, os convênios permitirão o compartilhamento de informações relevantes para o trabalho policial, como fluxo de pessoas e veículos em determinados horários e regiões, problemas de iluminação pública, entre outros dados.
A atuação regional permitirá alcançar maior eficácia na prevenção, repressão e redução do crime e da violência, além da formulação e planejamento de políticas de segurança pública.
“O sistema representa o uso da tecnologia não só na prevenção criminal, mas na produção de provas. Hoje, muitas provas são obtidas com o uso de imagens. A Secretaria [da Segurança Pública] compartilhará as imagens com as prefeituras municipais, que são as colaboradoras desse grande projeto”, ressaltou o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira.
O investimento nessas três regiões será de R$ 80 milhões em cinco anos. O objetivo do projeto é colaborar no combate à criminalidade e na redução da violência.
As 2.629 câmeras integradas fazem parte da primeira fase do programa. Ao final, o sistema terá 6.147 câmeras integradas a partir da aquisição de 3.874 equipamentos, que incluem os 356 da primeira fase. O investimento total será de R$ 400 milhões.
O projeto do Sistema Metropolitano de Videomonitoramento foi elaborado pela Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano).
Cidades
Os municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista, que receberão 1.768 câmeras integradas, são Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, Peruíbe, Santos e São Vicente.
No Aglomerado Urbano de Jundiaí, as cidades que receberão 248 equipamentos são Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira e Várzea Paulista.
A Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte terá 613 câmeras. As cidades que terão o sistema são Aparecida, Arapeí, Areias, Bananal, Caçapava, Cachoeira Paulista, Campos do Jordão, Canas, Caraguatatuba, Cruzeiro, Cunha, Guaratinguetá, Igaratá, Ilhabela, Jacareí, Jambeiro, Lagoinha, Lavrinhas, Lorena, Monteiro Lobato, Natividade da Serra, Paraibuna, Pindamonhangaba, Piquete, Potim, Queluz, Redenção da Serra, Roseira, Santa Branca, Santo Antônio do Pinhal, São Bento do Sapucaí, São José do Barreiro, São José dos Campos, São Luiz do Paraitinga, São Sebastião, Silveiras, Taubaté, Tremembé e Ubatuba.
Gamesps
A implantação do sistema de videomonitoramento foi uma das ideias surgidas durante as reuniões dos Gabinetes Metropolitanos de Gestão Estratégica da Segurança Pública (Gamesp) do Vale do Paraíba e Litoral Norte, Baixada Santista e Jundiaí, que foram criados no ano passado.
O Gamesp tem por objetivo integrar ações de prevenção e combate ao crime, integrando membros das polícias Civil, Militar e Federal, guardas municipais, secretarias estaduais, Ministério Público, Poder Judiciário e sociedade civil.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Grupo de Trabalho debate saúde de magistrados e servidores



Está em estudo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a criação de uma Política de Atenção à Saúde de magistrados e servidores do Poder Judiciário. O tema também poderá nortear proposta de Meta Nacional a ser apresentada e discutida na Rede de Governança Colaborativa, na Comissão Permanente de Gestão Estratégica, Estatística e Orçamento do CNJ e, se aprovada, com os presidentes dos Tribunais no próximo Encontro Nacional do Poder Judiciário.
Milhares de servidores e magistrados brasileiros não comparecem ao trabalho diariamente devido a problemas físicos ou psicológicos, relacionados ou não com o trabalho. “Magistrados e servidores são o cérebro e o coração da instituição e, por isso, precisam estar no centro das nossas preocupações. Além disso, preocupa-nos os impactos dos afastamentos por motivo de saúde nos custos e na qualidade dos serviços judiciários prestados à sociedade”, avalia o coordenador do Grupo de Trabalho responsável pelo estudo e apresentação de propostas, conselheiro Rubens Curado.

No último dia 25, o Grupo de Trabalho – instituído pela Portaria nº 43/2014 – debateu, entre outros temas, a proposta de meta a ser apresentada no próximo Encontro Nacional do Poder Judiciário; a realização de evento nacional sobre saúde no Poder Judiciário; a elaboração de pesquisa nacional sobre as condições de saúde de magistrados e servidores, além de minuta de Resolução sobre a Política de Atenção Integral à Saúde.
Política – O GT concluiu pela necessidade de uma proposta de resolução que venha a estabelecer diretrizes para o desenvolvimento de um trabalho integrado e permanente dos tribunais brasileiros na área da saúde de magistrados e servidores. Na avaliação do Grupo, existem poucas informações a respeito, exigindo um trabalho coordenado e nacional de diagnóstico e monitoramento do problema, sem prejuízo do desenvolvimento de ações preventivas e assistenciais para impedir a intensificação do adoecimento físico e mental de magistrados e servidores.  
Pesquisa – Os dados relativos ao tema saúde obtidos por meio do Censo do Poder Judiciário, publicado pelo CNJ em junho, foram apresentados em detalhes pela diretora Técnica do Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ), Thamara Medeiros, que também falou sobre a pesquisa que o Conselho Nacional de Justiça está desenvolvendo com magistrados para ampliar a compreensão sobre o trabalho na magistratura. 
“O objetivo é conhecer como o trabalho na magistratura impacta aspectos do cotidiano dos juízes, como sua saúde, desenvolvimento profissional e inserção social. Os resultados devem ser divulgados em agosto”, esclarece o juiz auxiliar da Presidência do CNJ, Clenio Schulze, que está acompanhando os trabalhos. O estudo é conduzido pelo DPJ em parceria com a Fundação Vanzolini, uma instituição gerida por especialistas da Universidade de São Paulo (USP).
Participação – Também participaram da reunião o juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Gabriel da Silveira Matos; o diretor do Departamento de Gestão Estratégica do CNJ, Ivan Bonifácio; o coordenador de Comunicação Institucional do CNJ, Tarso Rocha; o juiz do TRT da 1ª Região André Gustavo Villela; a juíza do TJSE Adelaide Martins Moura e os médicos do TST, Eularino de Souza, do TRF da 2ª Região, Dimas Soares, e do STJ, Andral Codeço Filho.
A próxima reunião do Grupo de Trabalho Saúde dos Magistrados e Servidores está marcada para 17/7.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Os bandidos agradecem

Por João Eichbaum


Suponhamos o seguinte: um marginal com 18 anos de idade, de tocaia na saída do colégio, rapta uma menina. Leva-a consigo, sem fazer qualquer exigência de resgate e a mantém em seu poder por longo tempo. Tenta seduzi-la, mas ela resiste, não se entrega. Vencido pela obstinação da garota, o raptor resolve se descartar dela. Então a vende para uma rede de prostituição. Da menina, levada para outro estado da federação, a família nunca mais terá notícia.

A pena do raptor não chegará a oito anos, e isso lhe dá o direito ao regime semi-aberto. De acordo com a lei, o condenado ao regime semi-aberto cumprirá pena em Colônia Penal Agrícola ou Industrial. Ou melhor, cumpriria. Desde a semana passada, por decisão do STF, afinada pelo diapasão do STJ e de outros juízos e tribunais, o preso condenado ao regime semi-aberto terá o direito humano de levar uma vida muito melhor do que a de suas vítimas. Desde que consiga emprego, nem que seja de faz-de-conta, ele só dormirá na prisão.

Ao martírio da menina, que se perdeu para sempre, poderá o destino acrescentar mais um “script” infame: seus pais e familiares nunca mais a verão, mas o raptor dela, que deu causa à sua desgraça, poderá cruzar todos os dias sorridente e impunemente por eles. Essa façanha foi incrustada na axiologia jurídica sob a inspiração do ministro Barroso. Com seu ar evangélico, ele e mais oito acompanhantes estenderam a graça descolada para José Dirceu a todos os malfeitores do país, condenados a menos de oito anos de prisão.

Neste país, não se julga. O ato de julgar implica juízo de valor, a partir de duas premissas, a da norma, que é a premissa maior, e a do fato, que é a premissa menor. Entenda-se por norma a lei, o regulamento, a portaria, em suma, qualquer ato jurídico coercivo. Se o ato coercivo for ignorado, não existe premissa e, não existindo premissa, julgamento não há.

Assim, a jurisprudência que ignora a ordem legal do cumprimento de um sexto da pena para a progressão do regime - e o trabalho externo implica progressão de regime - não merece o nome de julgamento. Não passa de uma concessão gratuita de benefício, contaminada pela política ou sublimada pela caridade. Em nenhuma dessas hipóteses se vislumbra a obra de juiz autêntico, porque o verdadeiro juiz apenas julga, não faz caridade, nem política.

Agora é oficial: à omissão do Executivo se acrescenta a do Judiciário. Barroso juntou-se aos juízes que soltam bandidos por falta de vagas e de condições "padrão Fifa" nos presídios. “Para não sobrecarregar o sistema penitenciário”, ele mandou soltar os malfeitores. Quer dizer, é maior o direito desses do que o dever dos governantes. A sociedade que se lixe.

Nessa hora soam como rojões de advertência as palavras do advogado e escritor gaúcho Ricardo Giuliani: o Judiciário só existe para si próprio e não para a sociedade.

João Eichbaum é advogado e autor do livro Esse Circo Chamado Justiça.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Volkswagen do Brasil patrocina Mundial de Futebol de Rua, em São Paulo, apoiado pelo “A Chance to Play – O Direito de Brincar”

  • Programa “A Chance to Play – O Direito de Brincar” é promovido pelo Comitê Mundial dos Trabalhadores da Volkswagen e ONG terre des hommes – Alemanha
  • Os 300 jogadores, de 20 países, são jovens assistidos por projetos sociais
  • Jogos serão realizados no Largo da Batata e no Centro de São Paulo, com entrada gratuita
  • Futebol de Rua utiliza o esporte como ferramenta educativa e de promoção de uma cultura de paz

A Volkswagen do Brasil patrocina o Mundial de Futebol de Rua no Brasil, cujos jogos serão realizados em São Paulo de 7 a 12 de julho, com entrada gratuita. O campeonato tem apoio do programa “A Chance to Play – O Direito de Brincar”, que é promovido pelo Comitê Mundial dos Trabalhadores da Volkswagen e pela ONG terre des hommes – Alemanha, com suporte da Volkswagen. Hoje (1º/7), terminam de chegar as 24 delegações, de 20 países participantes, cujos 300 jogadores são jovens assistidos por projetos sociais em seus países. O campeonato, que tem como meta promover a solidariedade, cooperação e inclusão social, é realizado pela instituição argentina Fundação Futebol e Desenvolvimento (FuDe), pelo Movimiento de Futbol Callejero e pela ONG Ação Educativa.
O Mundial de Futebol de Rua no Brasil reunirá jogadores com experiências de vida diversas, uma vez que são de países com realidades bem diferentes em diversos aspectos, tais como social, político, econômico ou cultural. No Brasil, o “Futebol de Rua” é um dos 12 projetos sociais oferecidos pelo programa “A Chance to Play – O Direito de Brincar” no entorno das quatro fábricas da Volkswagen do Brasil, desde 2013. O “Futebol de Rua” é uma metodologia socioeducativa que utiliza o esporte como ferramenta educativa e de promoção de uma cultura de paz.
“O programa ‘A Chance to Play – O Direito de Brincar’ utiliza o futebol e o ato de brincar como ferramentas de transformação social para promover educação, cidadania e uma cultura de paz. Com apoio do programa, o Mundial de Futebol de Rua no Brasil também oferece a esses jovens a oportunidade de trocarem experiências de vida, com grandes ganhos em níveis cultural, social e de desenvolvimento pessoal”, diz Tuto Wehrle, coordenador do “A Chance to Play - O Direito de Brincar” e da ONG terre des hommes – Alemanha.
Países participantes do Mundial de Futebol de Rua no Brasil:
África do Sul
Alemanha
Argentina (Participa com 3 times)
Bolívia
Brasil (Participa com 3 times)
Chile
Colômbia
Costa Rica
Equador
Espanha
Estados Unidos
Filipinas
Gana
Guatemala
Israel
Panamá
Paraguai
Peru
Serra Leoa
Uruguai

Programação do Mundial:
7 de julho (segunda-feira) a 9 de julho (quarta-feira)
Horário: 9h às 16h (1ª fase de jogos)
Local: Largo da Batata (Avenida Brigadeiro Faria Lima, Bairro Pinheiros,  São Paulo – SP).
10 de julho (quinta-feira)
Horário: 9h às 11h (Últimos jogos da 1ª fase)
            13h às 16h (Oitavas de final)
Local: Largo da Batata (Avenida Brigadeiro Faria Lima, Bairro Pinheiros,  São Paulo – SP).
11 de julho (sexta-feira)
Horário: 14h (Quartas de final)
            17h (Encerramento com um show musical)
Local: Largo da Batata (Avenida Brigadeiro Faria Lima, Bairro Pinheiros,  São Paulo – SP).
12 de julho (sábado)
Horário: 9h (Exibição de jogos amistosos e atividades artísticas)
            14h (Semifinais e disputa do terceiro lugar)
            15h (Final)
            16h (Premiação e Show de Encerramento)
Local: Avenida Ipiranga (Altura da Praça da República, Centro, São Paulo – SP)
Entrada: gratuita para toda programação.
Além das atividades descritas acima, os jogadores também participam, a partir de hoje (1º/7), de atividades de integração, apresentações culturais e jogos amistosos com a comunidade. O Mundial de Futebol de Rua no Brasil tem entre os parceiros a  Prefeitura de São Paulo. Mais informações, no site (www.mundialfutebolderua.org).
Conheça o “Futebol de Rua”
A instituição argentina Fundação Futebol e Desenvolvimento (FuDe) é referência para a metodologia sociopedagógica do “Futebol de Rua” e responsável por articular a rede latino-americana de “Futebol de Rua”. O “Futebol de Rua” utiliza o esporte como elemento educativo, de cidadania e transformação social, permitindo que crianças e adolescentes, de ambos os sexos, sejam os protagonistas das atividades. As regras variam de acordo com as realidades e necessidades das comunidades onde o “Futebol de Rua” está sendo aplicado, mas há alguns princípios básicos a serem seguidos.
Na metodologia, o jogo tem três tempos. No primeiro, os participantes discutem quais serão as regras da partida, sendo que essas devem envolver ações de cidadania, como respeito ao outro time, além do sistema de pontuação. O segundo tempo é o jogo de futebol. O último tempo é uma discussão sobre a partida, cujo resultado não é contabilizado apenas pela quantidade de gols marcados, mas também pelo respeito às regras definidas no primeiro tempo.  É nesse momento que as duas equipes avaliam se os acordos iniciais foram cumpridos e todos têm a oportunidade de falar como se sentiram durante o jogo, se existiu respeito, solidariedade, cooperação, tolerância e se foi promovido um “jogo limpo”.
Outra característica do “Futebol de Rua” é que a partida não tem juiz, mas um mediador. De acordo com a metodologia, todos os participantes são responsáveis por cumprir o que estabeleceram, gerenciando possíveis conflitos e praticando valores como respeito, solidariedade, tolerância e cooperação. Em algumas situações, gols feitos a partir de jogadas em equipe valem mais pontos do que gols feitos a partir de jogadas individuais. Em outros, gols de pessoas com deficiência, por exemplo, valem mais pontos.

“A Chance to Play – O Direito de Brincar” beneficiará 60 mil crianças e adolescentes no Brasil
O programa “A Chance to Play – O Direito de Brincar”, promovido pelo Comitê Mundial dos Trabalhadores da Volkswagen e pela ONG terre des hommes – Alemanha, com apoio da Volkswagen, beneficiará cerca de 60 mil crianças e adolescentes no Brasil por meio dos 12 projetos sociais que já estão sendo desenvolvidos no entorno das quatro fábricas da Volkswagen no País: São Bernardo do Campo (SP), São Carlos (SP - fábrica de motores), Taubaté (SP) e São José dos Pinhais (PR). Os 12 projetos sociais utilizam o futebol e o ato de brincar como ferramentas de transformação social para promover educação, cidadania e uma cultura de paz. O programa lançou também o “Guia Prático para Criar Oportunidades Lúdicas e Efetivar o Direito de Brincar”, que está disponível gratuitamente na internet (www.a-chance-to-play.de/home/actp-brasil/o-guia-do-brincar.html).
Lançado no Brasil em janeiro de 2013, o “A Chance to Play – O Direito de Brincar” já beneficiou 23 mil crianças e adolescentes, que seguem participando dos 12 projetos sociais. O programa também capacitou 95 ONGs e 840 educadores, com apoio da Fundação Volkswagen – que coordena os investimentos sociais da Volkswagen do Brasil há 34 anos, oferecendo projetos Educacionais e de Desenvolvimento Social –  e do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária) ao promover cursos, workshops, seminários e uma conferência. A capacitação sensibilizou os participantes sobre a importância do ‘direito de brincar’ e divulgou o uso de brincadeiras educativas como forma de promover a cidadania e a cultura de paz.
Esta é a segunda vez que o programa “A Chance to Play – O Direito de Brincar” é realizado; a primeira foi em 2010, na África do Sul, onde beneficiou cerca de 40 mil crianças e adolescentes.
Campanhas de empregados da Volkswagen patrocinam o programa
O programa “A Chance to Play – O Direito de Brincar” é patrocinado pelo Comitê Mundial dos Trabalhadores da Volkswagen por meio de doações voluntárias dos empregados, realizadas em nível global. As arrecadações são feitas por campanhas internas promovidas pelos próprios empregados, como o programa mundial “Uma Hora para o Futuro”, por meio do qual os trabalhadores doam o valor equivalente a uma hora de trabalho no ano em favor de projetos sociais. Com isso, os trabalhadores da Volkswagen expressam sua participação solidária na luta pelos direitos da criança e do adolescente.
Parcerias firmadas
Para viabilizar seus 12 projetos sociais no entorno das quatro fábricas da Volkswagen do Brasil, o programa “A Chance to Play – O Direito de Brincar” firmou parcerias com organizações que já eram reconhecidas por desenvolver trabalhos com crianças e adolescentes. O objetivo do “A Chance to Play” é oferecer condições para que essas entidades parceiras deem continuidade, permanentemente, aos projetos sociais iniciados em 2013, inclusive consolidando redes locais e influenciando políticas públicas. As entidades parceiras figuram entre as 95 ONGs que foram capacitadas com apoio da Fundação Volkswagen e do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária).
Para informações sobre a Volkswagen do Brasil, acesse: www.imprensavw.com.br





Oficina de Futebol de Rua no Brasil; programa "A Chance to Play - O Direito de Brincar" promove educação, cidadania e cultura de paz por meio do futebol e de brincadeiras






Oficina de Futebol de Rua no Brasil; Mundial de Futebol de Rua será realizado em São Paulo, com 20 países participantes






Oficina de Futebol de Rua no Brasil; Mundial de Futebol de Rua será realizado em São Paulo, com 20 países participantes








O “Futebol de Rua” utiliza o esporte como elemento educativo, de cidadania e transformação social, permitindo que as crianças e os adolescentes sejam os protagonistas das atividades





O “Futebol de Rua” utiliza o esporte como elemento educativo, de cidadania e transformação social, permitindo que as crianças e os adolescentes sejam os protagonistas das atividades





O “Futebol de Rua” utiliza o esporte como elemento educativo, de cidadania e transformação social, permitindo que as crianças e os adolescentes sejam os protagonistas das atividades