terça-feira, 8 de abril de 2014

IRANI LIMA FICA FURIOSO E DETONA JOFFRE NETO

O JORNALISTA IRANI LIMA FEZ DUAS EXCELENTES REPORTAGENS A RESPEITO DO VEREADOR DESNECESSÁRIO E DESCARTÁVEL JOAQUIM MARCELINO
EI-LAS PARA O DELEITE DOS LEITORES:


SE O CATÃO SOUBESSE O QUE EU SEI, AH!...

O Catão da Vila São Geraldo é dado a moralista, austero, e, como tal, é rigoroso com os críticos de padres e afins, a ponto de redigir moção de desagravo e pedir o apoio da Câmara Municipal para conseguir seu intento.

Dez vereadores, incluído o próprio catão, assinaram a moção.

Os vereadores que se recusaram a assinar o documento têm suas próprias razões: concordam com minhas críticas ou entenderam que Joffre Neto só queria tirar proveito da situação e ficar bem aos olhos da Igreja.

Quanto aos que o apoiaram há várias razões: concordaram com os termos da moção; assinaram sem saber do que se tratava; por motivos religiosos ou por respeito ao pedido de um colega.

É mais difícil negar uma assinatura em uma moção do que autografá-la.

Se o Catão da Vila São Geraldo soubesse o que eu sei a seu respeito, inclusive com farta documentação, não pediria á Câmara Municipal para enviar a moção “ao agressor, Irani Lima, para que possa rever seus atos, deles se envergonhar e abdicar (...)”.

Infelizmente, para o vereador desnecessário, não tenho do que me envergonhar ou me arrepender ao longo dos meus 62 anos de vida.

Já o Catão da Vila São Geraldo terá, brevemente, seu nome inscrito nos anais da Câmara Municipal de São Luiz do Paraitinga “ad perpetuam rei memoriam”, para que o laborioso povo luizense jamais esqueça o escroque que “atuou” na cidade em 2009.

Joffre Neto trabalhou no INPE, foi diretor da Urban em São José dos Campos, ocupou cargo importante na Unitau e se meteu em política partidária. Foi vereador e presidente do PT de Taubaté.

Incapaz de aceitar que em seu círculo haja quem não aceite se submeter aos seus caprichos, expulsou do partido o professor Benedicto Lázaro e o médico Arnaldo Ferreira dos Santos. Abria caminho, assim, para reinar absoluto no PT.

Na condição de presidente da Câmara Municipal de Taubaté, após as sessões, que eram realizadas nas noites de segunda-feira, ao invés de se reunir com os colegas para “jogar conversa fora”, corria ao bambuzal do Bonfim para ouvir seu mestre e tirar lições de maquiavelismo.

Catão com o presidente Lula, em Brasília
Autor de um livro sobre câmaras municipais no Brasil, Joffre Neto foi à Brasília entregar um exemplar ao presidente Lula. Deve ter em sua biblioteca um desses livros, autografado, talvez, pelo próprio Lula.

Contam que o catão da Vila São Geraldo viajou de avião à capital federal. O motorista da Câmara percorreu 1.100 Km de carro apenas para transportar sua produção intelectual a ser distribuída entre deputados e senadores.

Isto sem falar que o motorista que o transportava diariamente à Câmara Municipal era obrigado a abrir a porta do veículo para sua “excelência” e carregar sua valise até seu gabinete.

Já no final de seu mandato, sem conquistar a almejada reeleição, descontrolou-se após ser entrevistado por um canal e televisão da região e mandou o jornalista à PQP.

Desempregado, bateu o desespero em Joffre Neto.

O Catão da Vila São Geraldo, possuidor de notório saber” jurídico, econômico e político, imprimiu seu impecável currículo e passou a assediar as câmaras municipais da região.

Ao mesmo tempo criou a ONG Transparência Taubaté, que só existe em sua cabeça, e conseguiu mobilizar quem acreditava em sua sinceridade no combate à corrupção em Taubaté, notadamente no governo passado.

Este blogueiro foi um dos incautos a apoiar a ONG até ser expulso do grupo social “Taubaté de Peixoto”, criado e dirigido pelo Catão com o pseudônimo de Diolindo Flores, por insistir em publicar links contendo denúncias contra seu mentor Bernardo Ortiz, então presidente da FDE.

Joffre Neto é inteligente, articulado, mas julga que somos criados para servi-lo, que seu notório saber pode tudo, até pedir que uma amiga (hoje ex-amiga) redija relatório sobre processo de cassação para a Câmara Municipal de Caçapava e ele leve a fama, se não levou o pagamento também.

O título de Catão, que este blogueiro lhe “concedeu”, é a síntese da personalidade de Joaquim Marcelino Joffre Neto, que manda fazer mas não faz, que aproveita cada oportunidade para tirar proveito próprio.

Porta-se como um catão: austero e rigoroso com os adversários políticos, dos quais exige retidão e caráter ilibado, sem que ele próprio os tenha.

No próximo episódio, mais informações sobre o Catão da Vila São Geraldo.

IRANI LIMA



MATÉRIA 2



CÂMARA E MP DE SÃO LUIZ INVESTIGAM
CONTRATAÇÃO DE JOFFRE NETO EM 2009

O vereador Joffre Neto (PSB), aqui chamado de Catão da Vila São Geraldo, é um ser repugnante, um homem vil, mesquinho, ganancioso, finório, escroque.

Demonstraremos nesta matéria, com documentos oficiais, porque o vereador desnecessário é merecedor dos adjetivos acima e muitos outros que escapam aos meus parcos conhecimentos.

Seu nome, Joaquim Marcelino Joffre Neto, ficará inscrito nos anais da Câmara Municipal de São Luiz do Paraitinga e, talvez, nos registros do Ministério Público “ad perpetuam rei memoriam” para que jamais se esqueça da vigarice perpetrada pelo desprezível cidadão.

Joffre Neto: sob investigação em São Luiz do Paraitinga
2009

Os vereadores eleitos em 2008 assumiram seus assentos na Câmara Municipal de São Luiz do Paraitinga e elegeram a vereadora Edilene Alves Pereira (PT) sua presidente.

O orçamento anual da Câmara Municipal de São Luiz do Paraitinga, naquele ano, era modesto: R$ 60 mil, isto mesmo,sessenta mil reais.

Desempregado, o Catão da Vila São Geraldo, convenceu a presidência da Câmara Municipal a contratá-lo sem licitação, por notório saber, mesmo expediente que havia usado com sucesso em Taubaté.

O poder de persuasão de Joffre Neto, dono de uma inteligência que utiliza muito bempara praticar o mal, fez a vereadora empenhar 40% (quarenta por cento) do orçamento anual da Câmara para pagar o sabichão.

Para deixar bem claro: Edilene Alves Pereira empenhou R$ 24.200,00, de um modesto orçamento de R$ 60 mil, somente para pagar o que fora contratado com Joffre Neto.

A planilha de 2 de fevereiro de 2009 demonstra que R$ 23.471,32 já havia sido empenhado anteriormente. A soma deste valor com o emprenhado para pagar o Catão da Vila São Geraldo significa que a Câmara Municipal de São Luiz do Paraitinga ficou com míseros R$ 12.328,68 para “torrar” nos 10 meses seguintes.

O primeiro pagamento efetivo pelo “serviço de apoio administrativo” de Joffre Neto à Câmara de São Luiz do Paraitinga data de 31 de março de 2009, no valor de R$ 4 mil (quatro mil reais).

O Catão da Vila São Geraldo recebeu R$ 3.226,23 líquidos.

Abaixo, em sequência, as planilhas de empenho de 02/02/09, de 31/03/09 e a nota fiscal emitida por Joffre Neto.

Obseve que a NF é nº 001, ou seja, o talão foi confeccionado às pressa para que Joaquim Marcelino Joffre Neto recebesse a paga.

Esta e outras denúncias foram oferecidas ao MP de São Luiz, que abriu investigação para apurar possíveis irregularidades na contratação e na prestação de serviços que não se sabe se o Catão da Vila São Geraldo cumpriu.

A Câmara Municipal faz a sua investigação e pode instalar este mês uma comissão especial de inquérito.

E agora, Catão?




segunda-feira, 7 de abril de 2014

Comitê Gestor do BacenJud quer aperfeiçoar o bloqueio de valores em contas de empresas



O Comitê Gestor do Bacenjud, sistema que interliga a Justiça ao Banco Central e às instituições bancárias, aprovou o início dos estudos para aperfeiçoamento do mecanismo de bloqueio de valores por meio do sistema, principalmente no que diz respeito à restrição de valores depositados em contas registradas em nome de pessoas jurídicas.
As mudanças a serem implementadas passam por dois pontos. O primeiro é a possibilidade de bloqueio de valores com o lançamento apenas dos oito primeiros números do CNPJ da empresa titular da conta bancária a ser bloqueada. Para bloquear valores em uma conta de pessoa jurídica, hoje é preciso lançar no sistema a íntegra do CNPJ da empresa e cada uma das filiais, sempre com 14 números.
Ao aceitar apenas os oito primeiros dígitos do CNPJ, torna-se possível bloquear valores de todo o conglomerado da empresa (matriz e filiais). “Temos indícios de que empresas, em razão disso, movimentam valores na conta de uma única filial, para fugir do Bacenjud”, explicou o conselheiro Rubens Curado.

A segunda mudança que o Comitê começará a analisar diz respeito ao momento em que é feito o bloqueio dos valores. Hoje, uma ordem judicial enviada pelo Bacenjud até às 19 horas incide sobre o saldo inicial da conta no dia seguinte ao recebimento do pedido, após a compensação do movimento da conta no dia em que é proferida a decisão judicial. Dessa forma, é possível evitar o bloqueio de valores com o uso de TEDs, que não passam pelo sistema de compensação.

“A ideia é aperfeiçoar o sistema para tornar o bloqueio mais eficiente”, disse o conselheiro. Ainda não há prazo para a implementação das medidas. “Nas próximas reuniões do Comitê Gestor os representantes do Judiciário, Banco Central e instituições financeiras detalharão os temas e avaliarão as possibilidades e prazos de implantação”, afirmou o conselheiro.

Além dessas duas medidas, entrarão em fase de homologação duas outras melhorias que devem ser implementadas até julho deste ano. A primeira refere-se à delegação do protocolo de ordens, por juízes, a servidores. A segunda melhoria trata da utilização do certificado digital para acessar o sistema.

O Bacenjud é um sistema desenvolvido para tornar mais ágil a solicitação de informações e o envio de ordens judiciais ao Sistema Financeiro Nacional, pela internet. Com o sistema, ordens judiciais são repassadas eletronicamente para os bancos, reduzindo-se o tempo de tramitação do pedido de informação ou de bloqueio.
No ano passado, 4,3 milhões de ordens de bloqueio de valores tramitaram pelo Bacenjud. O montante bloqueado em cumprimento às decisões judiciais foi de R$ 24,413 bilhões. Criado em 2011 para facilitar a comunicação entre o Poder Judiciário e as instituições financeiras, o Comitê Gestor tem a incumbência de acompanhar o desenvolvimento do sistema e oferecer subsídios para sua melhoria, bem como promover alterações no regulamento do BacenJud.

domingo, 6 de abril de 2014

Fim do Suporte ao XP Coloca os Leitores de Cartão em Risco

(Descontinuação das atualizações, anunciadas pela Microsoft para o próximo dia 8, irá afetar a segurança não só de desktops de usuários, mas também dos leitores de cartão e outros sistemas POS que ainda rodam o velho Windows)

Especialistas em segurança da Trustwave estão alertando para os sérios riscos a que ficarão submetidas as empresas que ainda não atualizaram o sistema operacional de suas máquinas equipadas com o Windows XP, cujo suporte, em todo o mundo, deixará de ser oferecido dia 08 de abril próximo, segundo informou a Microsoft.

De acordo com o diretor da Trustwave, Christopher Pogue, enquanto muitos se preocupam com o mau funcionamento dos computadores, o risco realmente preocupante está na total falta de segurança que ela irá acarretar, não só em desktops de usuários, mas principalmente em milhares de equipamentos críticos, como máquinas de leitura de cartões em pontos de venda (POS) que ainda estão ancoradas no velho Windows XP.

"Com o fim do suporte ao XP, se encerram também as atualizações da Microsoft, que seriam indispensáveis para melhorar continuamente a performance e tornar o sistema seguro contra cada nova ameaça que vai sendo criada a cada dia pelos cibercriminosos", revela.

O fim dos updates para o Windows XP representa também um aumento considerável do risco global de todo o ambiente de TI, considerando-se que de um quarto a um terço de todos os desktops do mundo ainda rodam esse sistema, segundo estimativas do mercado.

Ainda segundo Pogue, rodar o Windows XP em desktops de uso pessoal já é bem pouco seguro. Quando o assunto são máquinas de uso corporativo e aparelhos de pontos de venda utilizados para transações com cartões de pagamento, o problema tende a ser muito maior, esclarece o especialista. Ele acrescenta que um maior número de equipamentos desprotegidos eleva também o risco de contágio, exigindo maiores cuidados até mesmo de quem atualizou seus sistemas.

O mais provável, afirma, é que os atacantes se valham do compartilhamento de códigos de base entre o XP e as novas versões do Windows. Com isso, os criminosos podem tentar reverter as atualizações também para as novas versões e, com isso, deixar a rede vulnerável para que possam acessar informações valiosas das empresas, explicou ele.

Segundo a Trustwave, existe uma série de passos que as empresas podem seguir para se proteger especialmente das violações nos POS. A primeira e mais importante é a imediata migração para uma das versões mais atuais oferecidas pela Microsoft. Também é necessário rever os logs de conexão remota, para isolar o sistema de pagamentos do restante da rede.

Alem disso, é preciso fortalecer as senhas atuais, com a adoção de modelos mais consistentes, e realizar testes de penetração, a fim de verificar os pontos vulneráveis da rede para que estes possam ser adequadamente protegidos. Finalmente, as empresas devem intensificar suas políticas de defesa contra malwares, já que estes códigos maliciosos encontrarão um terreno ainda mais fértil na gigantesca base de dispositivos com Windows XP que estarão em situação de alta vulnerabilidade.  

Para obter mais informações sobre produtos e serviços de segurança oferecidos pela Trustwave, visite www.trustwave.com
 
 

sábado, 5 de abril de 2014

CNJ suspende investigação contra juiz da Vara de Execuções Penais do DF e apura atos do TJDFT



O corregedor Nacional de Justiça substituto, conselheiro Gilberto Valente Martins, determinou a imediata suspensão do procedimento administrativo, em curso na Corregedoria da Justiça do Distrito Federal e Territórios, que apurava eventual falta disciplinar cometida pelo juiz de direito substituto Bruno André Silva Ribeiro. O magistrado atuava, até o último dia 2 de abril, na Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal.
Na decisão, o conselheiro determina ainda o encaminhamento do procedimento administrativo ao CNJ, que passa a tramitar na Corregedoria Nacional de Justiça. Um Pedido de Providências foi instaurado para que a Corregedoria Nacional de Justiça reexamine “a legalidade, conveniência e oportunidade dos atos administrativos praticados pelo TJDFT” contra o juiz Bruno Ribeiro, “especialmente a redesignação para outra Vara e a abertura de investigação administrativa”.
A redesignação e a abertura da investigação administrativa ocorreram após o magistrado expedir ofício ao governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, solicitando informações sobre as providências tomadas para sanar irregularidades que teriam ocorrido em benefício dos presos condenados na Ação Penal 470/STF. A solicitação das informações ao governador foi feita a partir de pedidos formulados pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública e após ampla divulgação das notícias pela imprensa.
“Da análise minuciosa dos documentos encartados aos autos, observo que o ofício encaminhado pelo Governador do Estado à Presidência do TJDFT supratranscrito, em momento algum, solicita a apuração de responsabilidade disciplinar do magistrado. Ao contrário, apenas demonstra o inconformismo daquela autoridade estadual em responder a pedido de informações encaminhado por magistrado competente”, afirma o conselheiro em sua decisão.
“Já quanto à redesignação do magistrado Bruno André da Silva Ribeiro para exercício em vara distinta da VEP, parece-me, à primeira vista, injustificada. Contudo, não constam dos autos o referido ato de redesignação, seus motivos, nem tampouco a data em que ocorreu. Informações que poderiam demonstrar a pessoalidade e, portanto, a invalidade, do ato administrativo em questão”, conclui.
A decisão estipula ainda um prazo de cinco dias para que o presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), desembargador Dácio Vieira, informe à Corregedoria Nacional de Justiça as razões que motivaram a redesignação do magistrado para o 6º Juizado Especial Cível de Brasília. A presidência do TJDFT deverá ainda apresentar, dentro do mesmo prazo, os atos de redesignação do juiz Bruno André da Silva Ribeiro e dos demais magistrados que tiveram exercício na Vara de Execuções Penais do DF, nos últimos dois anos.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Condomínios podem (e devem) contribuir para economia do consumo de água

Rodrigo Karpat*

Os prédios de apartamentos compõem parte relevante dos 24% da população que aumentou seu consumo de água nos últimos meses em São Paulo, segundo dados da Sabesp. Atualmente, o Estado de São Paulo possui mais de 55 mil condomínios, residenciais e comerciais. Só na região metropolitana são 30.951 e na capital 24.360. Além dos moradores, mais de 45 mil condomínios na cidade reúnem 300 mil trabalhadores, situação que justifica uma intensa campanha para economia de água específica nesses locais.

Apesar do plano de bônus na conta de usuários do sistema Cantareira que poupassem água lançado pela Sabesp, a opção nos condomínios pelo rateio da conta de água, ao invés da utilização de hidrômetros individualizados nas unidades, dificulta essa economia. Isso porque aquele que consome menos acaba pagando por aquele que consome mais. Ou seja, a redução do valor da conta para os poupadores não incentiva de forma direta o condômino, que só tem acesso a conta individualizada se verificar na pasta de prestação de contas do prédio.  

A diminuição do consumo de água nos condomínios deve partir dos moradores, síndicos e construtoras. E a redução do valor da conta dos condôminos deve ser encarada como consequência e não como primeiro passo para tomar uma atitude a respeito da escassez que estamos vivenciando.

A instalação de redutor de pressão da água nos condomínios pode ser uma opção. Algumas empresas especializadas instalam nas torneiras de cada unidade um dispositivo que reduz em até 20% o consumo geral. Outras medidas, como checar constantemente o risco de vazamentos nas caixas de descargas e regulá-las num curto período de tempo, ajudam a diminuir o consumo.

Outro fator que contribui para essa economia é a individualização da mediação do consumo de água. Entretanto, é necessário investimento e os síndicos, muitas vezes, não estão dispostos a desembolsar recursos para essa finalidade. Porém, é através desse sistema que os edifícios passam a ter condições de identificar o consumo de forma individualizada e praticar ações de conscientização que beneficiem toda a sociedade.

Diante desse cenário de escassez e exagero no consumo, o ideal é a aprovação do Projeto de Lei do Senado nº 179, que prevê a cobrança individual das tarifas dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário nos condomínios residenciais. A proposta está em tramitação desde 2006, e agora aguarda votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado.

Em seu relatório favorável à proposta, o senador Paulo Bauer chama a atenção para o fato de que, na ausência de equipamento de medição individual, ocorrem muitas injustiças na cobrança das tarifas, como, por exemplo, o caso de uma pessoa que more sozinha ter que desembolsar a mesma quantia de uma família com muitos integrantes.

Nesse sentido, o síndico tem um papel primordial na redução do consumo da água com a realização de campanhas que incentivem o pagamento de contas individuais. As construtoras também podem facilitar essa operação a partir da preparação adequada das unidades do condomínio para receber o sistema de individualização do consumo.

A cobrança individual pode ocorrer por aprovação em assembleia, reunião em que as normas que regerão o condomínio são convencionadas. Caso não haja a necessidade da realização de obras, a aprovação necessita do quórum da maioria simples, conforme o artigo 1.353 do Código Civil. Quando a realização de obras for imprescindível, a aprovação necessita da maioria qualificada, ou seja, 50% mais um dos condôminos, como previsto no artigo 1.341 do CC.

A água é um recurso essencial à sobrevivência dos seres vivos e também à movimentação da própria economia. O cuidado com o desperdício deve partir de toda a sociedade. É certo que os condomínios não são os únicos culpados pelo excesso do consumo, porém esses locais podem e devem ajudar na economia. E o Governo Federal, por sua vez, deve acelerar a tramitação de projetos que permitam a economia de água.

*Rodrigo Karpat é advogado especialista em Direito Imobiliário, consultor em condomínios e sócio do escritório Karpat Sociedade de Advogados - rodrigo@karpat.adv.br

quarta-feira, 2 de abril de 2014

CNJ promove o 4º Simpósio Internacional para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas



O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promoverá, nos dias 29 e 30 de maio, na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT1), no Rio de Janeiro, o IV Simpósio Internacional para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. O objetivo é contribuir para a capacitação de juízes, promotores, defensores e advogados em relação aos instrumentos de prevenção e de combate às várias modalidades ligadas a esse crime, como exploração sexual, trabalho análogo ao escravo, adoção ilegal e venda de órgãos.
Os desafios do Judiciário nessa área não são poucos. Segundo o coordenador do Programa de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do CNJ, conselheiro Guilherme Calmon, é preciso que os juízes consigam identificar quando estão diante de situações ligadas ao tráfico de pessoas. Além disso, afirmou, o Judiciário precisa criar mecanismos mais concretos de proteção às vítimas.

“Se formos comparar o número de pessoas de fato traficadas com o número de vítimas referidas em inquéritos policiais ou ações na Justiça perceberemos que a diferença é grande. É um crime subnotificado por não ser compreendido pelos agentes da Justiça. E, mesmo quando detectado, não há, no âmbito do Judiciário, uma rede de proteção que proteja a vítima ou seus familiares”, afirmou.
No Brasil, segundo estimativa do Ministério da Justiça, cerca de 500 pessoas já caíram no conto dessas quadrilhas. O maior número de vítimas está entre as mulheres jovens que não encontram oportunidades de trabalho. Mas além delas, outros grupos também estão vulneráveis ao tráfico.
Promessas de contratação em clubes esportivos do exterior, de casamento com estrangeiros, de cirurgias de mudança de sexo (travestis) e de trabalho como modelo são alguns dos muitos artifícios de traficantes  para atrair as vítimas.
Além de representantes do Ministério da Justiça, estarão presentes integrantes de organismos de imigração de países estrangeiros e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cuja Campanha da Fraternidade deste ano tem como tema o tráfico de pessoas.
 
O evento será aberto a toda e qualquer pessoa que tenha interesse pelo tema. “Para evitar cair nas mãos dos traficantes, a melhor arma é a informação. Quanto mais gente entender do que se trata esse crime, melhor”, explicou Calmon.  

terça-feira, 1 de abril de 2014

As arritmias estão relacionadas a alta mortalidade

 Dr. Carlos Eduardo Prado Costa 


As arritmias são doenças que envolvem o sistema de condução do coração, que mantém o ritmo regular e uma freqüência que pode variar de 60 a 120 batimentos por minuto. O sistema de condução acelera ou diminui a frequência cardíaca de acordo com a necessidade de demanda que se impõem ao coração. 

Os sintomas dependem do tipo de arritmia. Pode ocorrer deste tontura, falta de ar, desmaios (síncopes), dor no peito e sensação de angustia. Existem arritmias que são congênitas, a pessoa nasce com propensão a desenvolver arritmia e se manifesta por uso abusivo de álcool em uma só ocasião, ou desencadeada por um esforço. Há as arritmias que se desenvolvem a partir de uma doença cardíaca, seja ela valvar (febre  reumática por exemplo), aumento do coração, pessoas que são submetidas grandes períodos de estresse. E também com o uso de drogas estimulantes como anfetaminas, energéticos, cocaína, crack, maconha.

A doença pode manifestar-se silenciosamente, e descoberta por um exame de rotina, por um eletrocardiograma de repouso, ou por um teste ergométrico (esteira), por exemplo. Mas pode ser dramática, sendo manifesta levando o paciente direto para emergência. As arritmias podem ocorrer em pessoas a partir dos 15 anos em diante, nas cardiopatias congênitas, ou usuários de drogas. Mas pode se manifestar em qualquer idade dependendo do tipo de doença de base no coração.

Os fatores de riscos são os mesmos para doenças coronarianas, mas com predomínio maior para os tabagistas, etilistas, usuários de drogas e de alimentos e/ou bebidas estimulantes. É importante salientar que a mortalidade é alta, sendo a principal causa de morte subida. 

O tratamento depende do tipo de arritmia. Normalmente o primeiro tratamento é na emergência, e vai desde reversão da arritmia para o ritmo normal do coração com drogas, cardioversão elétrica, ou uso de marca-passo ou ablação do foco arritmogênico. Após a alta hospitalar o paciente usa uma medicação crônica e é recomendado monitoramento regular do ritmo cardíaco através de consulta com cardiologista.

A cura é pontual, normalmente se usa medicação cronicamente ou se implanta aparelhos como marca-passo ou desfibrilador que irão manter o ritmo regular do coração. No caso daquelas pessoas que tiveram de implantar marca-passo e desfibrilador, é necessário realizar consultas regulares para verificação da validade das baterias e evitar imãs e portas de bancos.

 Dr Carlos Eduardo Prado Costa (CRM/SC 7222) - médico membro da Sociedade Internacional de Medicina Sexual e membro da Sociedade Brasileira de Clínica Médica. É palestrante e realiza mensalmente conferências em todo o Brasil, especialmente sobre a Saúde do Homem. É autor do Programa Ictus Homem. Dúvidas ou mais informações: pradocosta12@hotmail.com