segunda-feira, 16 de setembro de 2013

BAND OF BROTHERS

SE VOCÊ TIVER PACIÊNCIA ASSISTA

Band of Brothers (no BrasilIrmãos de Guerra e em PortugalIrmãos de Armas) é uma minissérie de televisão que conta a história da Easy Company, integrante da 101ª Divisão Aerotransportada do Exército dos Estados Unidos, na Segunda Guerra Mundial. Co-produzida por Tom Hanks e Steven Spielberg, foi lançada pela HBO em 2001 e continua sendo exibida em diferentes canais de televisão ao redor do mundo.
A minissérie destaca-se, dentre vários motivos, pelos esforços em sua ambientação e veracidade. Um exemplo: para reproduzir com maior fidelidade os campos de batalha da Segunda Guerra Mundial, foram necessários mais de 10 mil atores extras, cerca de 700 armas autênticas, 400 armas de borracha e cerca de 14 mil caixas de munição em cada dia de filmagem. Além disso,tanques da Segunda Guerra foram restaurados, um avião C-47 autêntico foi usado e a vila que serviu como cenário para 11 cidades européias tinha o tamanho de nove campos de futebol americano. A série teve custos de produção e cenários mais caros que os do filme O Resgate do Soldado Ryan; a produção custou cerca de US$ 125 milhões e demorou 9 meses para ser finalizada, o que rendia à série o título de maior e mais cara já feita para a televisão, sendo batida em 2010 pela nova produção, sobre o mesmo assunto, de Tom Hanks e Steven Spielberg denominada The Pacific.
Baseado no livro de mesmo título, da autoria de Stephen E. Ambrose, a série narra a história da Companhia E (Easy Company) do 2º Batalhão do 506º Regimento de Infantaria Pára-quedista da 101ª Divisão Aerotransportada doExército dos Estados Unidos em sua campanha durante a Segunda Guerra Mundial. Tal Companhia participou da invasão dos exércitos americano e inglês na Normandia no dia 6 de Junho de 1944, o famoso Dia D, além da famosaOperação Market Garden e da Batalha do Bulge.
Sob a ótica dos combatentes, a série narra a campanha do regimento de para-quedistas americanos, desde sua preparação ainda em Toccoa, Estado daGeórgia nos Estados Unidos, até a captura do Ninho da Águia, fortaleza deHitler nos Alpes em Berchtesgaden.
Os eventos retratados na série são baseados em pesquisas de Ambrose e entrevistas gravadas com os veteranos da Easy Company. Algumas licenças literárias foram tomadas nos episódios, e outras diferenças a partir do livro são exibidas nos episódios1 . Todas as personagens retratadas na Série são baseadas em membros reais da Easy Company; alguns deles aparecem antes do começo dos episódios, em pequenas entrevistas/depoimentos. (Suas identidades, entretanto, só são reveladas no final do último episódio da série.)
Uma nova série de 10 partes dos criadores de Band of Brothers (Steven SpielbergTom Hanks e Gary Goetzman), chamada The Pacific , está sendo exibida pela HBO. A nova série será focada no Teatro de Operações do Pacífico.2

sábado, 14 de setembro de 2013

Exposição reúne trabalhos de grandes cartunistas brasileiros realizados para a imprensa sindical



Trabalhos de Henfil, Laerte, Glauco, Paulo Caruso, Marcatti, Moa, Latuff, Maringoni entre outros ficarão expostos até 31 de outubro no saguão da sede da CUT, em São Paulo.
A exposição “A ilustração no movimento sindical: charges, tiras e cartuns”, foi aberta no dia 6 de setembro na sede nacional da CUT (Central Única dos Trabalhadores) no bairro do Brás, em São Paulo, onde fica até 31 de outubro de 2013. Ela faz parte dos eventos de comemoração dos 30 anos da entidade.
Charges, tiras e cartuns sempre foram dos mais importantes recursos de comunicação utilizados pela imprensa sindical. E os maiores nomes contemporâneos desse tipo de arte têm um longo histórico de participação nas mais diversas publicações de entidades de trabalhadores.
Esta exposição apresenta um conjunto de 400 ilustrações realizadas por 81 cartunistas de todas as regiões do Brasil. São cartazes, capas de periódicos, histórias em quadrinhos, charges onde estão presentes a ironia, humor, senso crítico e a inteligência de nomes como Henfil, Laerte, Paulo Caruso, Glauco, Marcatti, Moa, Latuff, Maringoni e muitos outros que escancararam, em poucos traços, a realidade política, econômica e social brasileira dos últimos 30 anos.
Na exposição também é exibido o documentário “Charge no sindicalismo”. Tiras foram adaptadas para audição radiofônica e um livro com tirinhas pode ser folheado num totem multimídia. Uma das preocupações na montagem da exposição foi a acessibilidade, por isso o filme tem tradução para libras e as tiras radiofônicas são voltadas para os deficientes visuais.
Todos os trabalhos fazem parte do acervo do Centro de Documentação e Memória Sindical da CUT (CEDOC/CUT).
A exposição é uma realização da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a sua organização é uma parceria do CEDOC/CUT com o Núcleo de Pesquisa em Comunicação Popular da Universidade Estadual de Londrina (NCP-UEL).

Serviço:
 
Exposição: “A ilustração no movimento sindical: charges, tiras e cartuns”, berta até 31 de outubro de 2013 no saguão da sede da CUT (Rua Caetano Pinto, 575 – Brás/ SP)Horário de visitação das 10h às 18 h, de segunda a sexta-feira.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Justiça realiza mutirão para apressar processos de execução criminal em Taubaté

MEDIDA FOI SOLICITADA PELO DEPUTADO ESTADUAL PADRE AFONSO LOBATO (PV)
DIRETAMENTE AO PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA, EM MARÇO PASSADO

A Justiça está realizando desde a semana passada, um “mutirão” para acelerar o andamento de processos na 1ª e 2ª Varas de Execuções Criminais de Taubaté. A providência foi tomada por solicitação do deputado estadual Padre Afonso Lobato (PV), que fez o pedido diretamente ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Ivan Sartori, em audiência realizada no dia 11 de junho, ­­­em São Paulo.
“A equipe designada para este mutirão só não está atendendo os casos mais complexos que estão sendo encaminhados para a capital”, disse Padre Afonso. Cerca de 50 processos dessa natureza são enviados por semana ao Departamento de Execuções Criminais (Decrim) em São Paulo.
A medida também havia sido solicitada pela juíza da 1ª Vara de Execuções, Suely Zeraik de Oliveira Armani. Outra providência da juíza foi o encaminhamento, juntamente com o deputado estadual Fernando Capez, da sua proposta de “municipalização”das penas, segundo o qual, cada município deve cuidar de seus próprios presos.
Duas outras solicitações de Padre Afonso estão em andamento por parte do Tribunal de Justiça. Um deles é o pedido de estudos para a implantação de uma Vara Distrital em Natividade da Serra – que hoje é subordinada à comarca de Paraibuna – para atender também o município de Redenção da Serra.
O segundo pedido é para a viabilização de um Departamento de Execuções Criminais em Taubaté, conforme nova estrutura do Tribunal de Justiça, aprovada recentemente na Assembléia Legislativa, com o voto de Padre Afonso, inclusive. “Isso com certeza vai agilizar muito os processos, pois toda a tramitação será feita via on-line”, afirmou o parlamentar.
FUNCIONÁRIOS DA FAZENDA
Nesta quinta-feira, às 15h, o deputado estadual Padre Afonso Lobato deve acompanhar uma comissão de funcionários da Secretaria da Fazenda, representantes de várias regiões do Estado, em audiência com o secretário Andrea Calabi.
O objetivo é pedir ao secretário que reveja a situação de 2.000 técnicos da Fazenda, cujo salário base vai a R$ 745 ainda em janeiro de 2014. Padre Afonso vem acompanhando a mobilização desses técnicos há uns dois anos e no último dia 4 se reuniu com eles na Assembleia, em São Paulo para traçar uma pauta de negociações com o secretário.

“Eles foram prejudicados na reestruturação dos cargos da Secretaria e tiveram seu tempo de serviço ignorado pelo Governo, sendo rebaixados à letra A”, explicou Padre Afonso.


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

1º passo: APAExone-se

Pollyana Gama
Vereadora pelo PPS, escritora, professora
e mestranda em Desenvolvimento Humano

Conheci a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) pelo meu pai que sempre fez questão de levar nossa família para participar das ações promovidas pela instituição aqui de Taubaté. Um gesto simples que ele encontrou para nos ensinar sobre o respeito à diversidade da vida e a importância de contribuir com este trabalho fundamental para o desenvolvimento de seres humanos com deficiência: cada qual com uma necessidade específica que exige atenção e atendimento especializado.

Logo que concluí o magistério, em 1994, fui convidada pela diretora da APAE - à época Renata Ramos Martins - para atuar na instituição. Aceitei de pronto. Foi uma experiência única e marcante.  Recordo do aluno Aloísio, logo no primeiro dia de aula... eu, cheia de cuidado no falar com os alunos, fui aconselhada severamente por ele: “Olha professora, não precisa falar mansinha com a gente. A gente tem problema, mas não é louco não”. Ali, naquele momento, captei a mensagem e uma lição de vida: todos nós temos problemas e algum tipo de deficiência na vida. O interessante é que esses problemas, deficiências, exigem cooperação de todos. Ajuda mútua para superá-los. Ou seja, as nossas diferenças é que nos completam, na medida em que nos permitimos observá-las desse modo. De visitante, então, passei a integrar a equipe de professores e hoje busco fazer como pai, colaboro, levo minha filha nos eventos e somo forças pela manutenção de suas atividades.

A história das APAEs é interessante. A primeira delas nasceu em 1954, no Rio de Janeiro, e hoje está em aproximadamente 2 mil municípios brasileiros, segundo a Federação Nacional das APAES. Aqui em Taubaté, a unidade foi fundada em 1965 e hoje atende a mais de 260 alunos. Suas instalações é resultado da solidariedade comunitária, em parceria com os Poderes Públicos, a partir de um movimento que se destacou no país por conta do pioneirismo filantrópico. Promover o bem estar e a inclusão, bem como assegurar aos seus alunos o direito constitucional à educação e trabalho, são alguns dos princípios básicos da entidade.

Para que esse projeto se mantenha com dignidade, é preciso de apoio. A “luz vermelha” no orçamento é quase uma constante para as APAEs. A título de exemplo, a unidade taubateana enfrenta sérias dificuldades financeiras para a manutenção e o custeio de suas atividades. A previsão de despesas para 2013 superam a cifra dos 2,5 milhões, enquanto as receitas chegam a aproximadamente 1,4 milhão. Por mais que haja dedicação e empenho de sua equipe, presidida hoje pela professora Mércia Agostinho, de colaboradores e da Câmara Municipal que aprovou em abril deste ano o aporte de R$ 300 mil, repassados pela Prefeitura, somados a outros R$ 38 mil do Ministério Social e Combate à Fome, os valores são insuficientes para suprir as necessidades da entidade.

Nacionalmente, se discute mudanças no PNE (Plano Nacional de Educação), em trâmite no Congresso, que desperta a atenção dos gestores de entidades como as APAEs. A meta 4 do PNE, que trata da educação inclusiva, é um dos pontos mais polêmicos. A preocupação é que entre as mudanças previstas esteja o fim do repasse do Ministério da Educação por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação Básica (FUNDEB). O projeto, cujo relator é o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), está em análise na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Pelo relatório aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento ou superdotação deve ser universalizado na rede regular de ensino. E não mais "preferencialmente na rede regular", conforme o texto original. A discussão pretende concluir se as entidades devem permanecer, mas complementares à escola. A Federação Nacional das APAEs defende a manutenção do termo “preferencialmente” para não perder a prerrogativa de ser substituída pela escola regular no atendimento.

Na última sexta-feira, dia 6, por exemplo, participei em São Paulo de um evento onde o governador Geraldo Alckmin assinou decreto para cessão de veículos escolares às APAEs. Até que ponto a iniciativa vai suprir parte das necessidades não é possível mensurar, mas, certamente o veículo será muito bem recebido. E mais, há com esse ato do governador o reconhecimento da entidade como parte das estruturas educacionais e, sinto, seu manifesto favorável pela manutenção do termo “preferencialmente” no PNE.

Sou uma APAExonada pela causa, mas sei que isso por si só não resolve o problema.  Precisamos ajudá-los e hoje faço aqui um apelo para que você leitor conheça e busque ajudar de algum modo a Apae de sua cidade. Em Taubaté você pode ligar na instituição, 3621.9028, para agendar sua visita, e no caso de optar em fazer doação pode ser diretamente na Caixa Econômica Federal: agência 3272, conta corrente 114-0. Neste caso, é necessária a identificação da pessoa que está depositando. Para quem preferir, pode doar pelo número 0800-722-2723.


Anualmente assistimos pela televisão campanhas milionárias, a exemplo do Criança Esperança. Precisamos lembrar que, além disso, em nosso quintal existem entidades como a APAE que também tem a mesma esperança de contar com o nosso apoio para continuarem a trabalhar. Pense nisso. Ajude.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Camelôs irregulares poderão atuar até construção de novo prédio

Os camelôs irregulares obtiveram licença da Prefeitura de Taubaté para atuarem até a construção do novo prédio. O anúncio foi feito pelo secretário de Serviços Públicos, Alexandre Magno, em reunião dia 5 com a comissão de vereadores na Câmara e representantes dos comerciantes.
Membro desta comissão, o vereador Carlos Peixoto (PMDB) destacou que os camelôs querem garantir o trabalho e que a decisão foi a melhor para todos. “Tudo aconteceu porque vocês procuraram a Câmara de forma ordeira, com diálogo”, disse aos comerciantes.
Rodrigo Luis Silva “Digão” (PSDB) avaliou que a Prefeitura agiu certo ao autorizar os camelôs a trabalharem, “principalmente por se tratar de uma época em que as vendas são boas”, e destacou a atuação do secretário e do prefeito Ortiz Junior.
Vera Saba (PT) elogiou a atitude de Alexandre Magno, que classificou como mediadora. “Ele vive uma postura de canal aberto, e a Câmara entrou nesta discussão nunca pautada por interesses pessoais, mas pelo coletivo”, afirmou.
João Vidal (PSB) e Salvador Soares (PT) foram representados na reunião por assessores. Entre os 26 comerciantes presentes, cinco foram designados para representá-los, e uma associação deverá ser formalizada para atuar junto à Prefeitura.
O impasse com os camelôs teve início dia 21 de agosto, quando 39 deles foram notificados a fecharem suas lojas. De acordo com a administração municipal, há casos em que o comerciante não é o proprietário da banca, o que fere o Decreto Executivo 9.784/2002, disciplinador do comércio ambulante no município.
No mesmo dia, os camelôs se dirigiram à Câmara e uma reunião foi agendada para a manhã seguinte, quando o secretário prometeu analisar a situação dos camelôs e estipulou um novo encontro em 15 dias.
Agora, ao retomar o debate, Alexandre anunciou que foi definido o lugar onde será construído o novo camelódromo, o que deverá acontecer em janeiro de 2014. Ele avaliou a possibilidade de transferir todos os camelôs para o novo local, inclusive abrindo novas bancas e dispondo uma sala de fiscalização, com membros da atividade delegada, da fiscalização da Prefeitura e da Guarda Civil.
Alexandre alertou que há R$ 60 mil em dívidas que serão cobradas dos permissionários, que os comerciantes que transferiram suas bancas sem autorização ficarão impedidos de obter nova licença por cinco anos e que o banheiro será retirado do camelódromo – em seu lugar, deverá ser usado o banheiro do Mercado Municipal, que passará por reformas, segundo o secretário.



quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O poder de um simples bom dia

Camões Filho


         Trabalhei, ao longo de cinquenta anos, com os mais variados tipos de pessoa. Gente séria, brincalhona, comunicativa, introspectiva e muitos etc. Algumas foram marcantes e jamais as esquecerei. Outras passaram em brancas nuvens, o que me faz lembrar do poema de Francisco Octaviano:  “Quem passou a vida em brancas nuvens / E em plácido repouso adormeceu, / Quem não sentiu o frio da desgraça, /
Quem passou pela vida e não sofreu / Foi espectro de homem, não foi homem, Só passou pela vida, não viveu”.
         Confesso que vivi. O que me remete a outro poeta, Pablo Neruda, que escreveu em “Confesso que vivi”:
“Talvez não tenha vivido em mim mesmo, talvez tenha vivido a vida dos outros.
Do que deixei escrito nestas páginas se desprenderão sempre – como nos arvoredos de outono e como no tempo das vinhas – as folhas amarelas que vão morrer e as uvas que reviverão no vinho sagrado.  Minha vida é uma vida feita de todas as vidas: as vidas do poeta.”
Lembrando-me dos meus antigos colegas de trabalho, aqueles que felizmente ainda aqui estão conosco, na labuta da vida diária, assim como de dezenas que já fizeram sua passagem para o outro lado do mistério, me vem à memória uma secretária. Uma pessoa de difícil convivência. Tinha dia que quando chegava pela manhã ao serviço, seu rosto se iluminava em um belíssimo sorriso, e ela me recebia com um sonoro “Bom dia!”, que soava como música aos meus ouvidos. Em outros dias ela cerrava o cenho e sequer respondia ao meu cumprimento matinal. Sem dúvida ela era acometida de transtorno dissociativo de identidade, popularmente conhecido como dupla personalidade.
Tem gente que não sabe o valor de um singelo bom dia, de seu poder de levantar a nossa autoestima e nos estimular no enfrentamento da lide diária. Sobre isso conto uma historinha.

Um operário trabalhava numa fábrica de distribuição de carne. Um dia, quando terminou o seu horário de trabalho, foi a um dos frigoríficos para inspecionar algo, mas num momento de distração a porta fechou-se e ele ficou trancado lá dentro.
Ainda que tenha gritado e batido na porta com todas as suas forças, não conseguia ser ouvido. A maioria dos trabalhadores estava já em casa ou no exterior da arca frigorífica e assim era impossível ouvir o que estava acontecendo lá dentro.
Cinco horas mais tarde, quando ele já se encontrava à beira da morte por hipotermia, alguém abriu a porta. Era o segurança da fábrica, que salvou a sua vida.
Tiritando de frio, perguntou ao segurança como foi possível ele passar e abrir a porta, se isso não fazia parte da sua rotina de trabalho. O segurança explicou:
“Eu trabalho nesta fábrica há 35 anos, centenas de trabalhadores entram e saem a cada dia, mas você é o único que me cumprimenta pela manhã e se despede de mim à noite. Os restantes me tratam como se eu fosse invisível. Hoje, como todos os dias, você me disse me deu ‘bom dia’ na entrada, mas não ouvi o seu ‘boa noite, até amanhã’ na saída. Espero o seu ‘bom’ e ‘até amanhã’ todos os dias. Para você eu sou alguém. Ao não ouvir a sua despedida, eu sabia que algo tinha acontecido. Procurei por toda a empresa, só restava a câmara frigorífica e lá encontrei você, graças a Deus”

E você aí, deu um sorridente bom dia às pessoas hoje?
Ah, e antes que encerre minha crônica... BOM DIA PRA VOCÊ!




CAMÕES FILHO, jornalista, escritor e pedagogo. E-mail: camoesfilho@bol.com.br

domingo, 1 de setembro de 2013

Sobre a importação de médicos cubanos...

Camões Filho

Não sou médico nem profissional da área da saúde.
Não sou um especialista em saúde, apenas um cidadão, que paga com muito esforço um plano de saúde, para em caso de necessidade contar com um atendimento ao menos mais rápido.
Não sou o dono da verdade, mas me considero apto a exarar meu ponto de vista acerca dos graves problemas de saúde enfrentados pelo nosso povo.
Que a saúde chegou num ponto em que algo precisava ser feito é evidente.
Não existem médicos suficientes para atender, especialmente a população mais carente, de Estados menos desenvolvidos, e isso vem sendo mostrado a todo instante.
A importação de médicos pode ser criticada à primeira vista. O ideal seria a criação de mais cursos de medicina e, consequentemente, a formação de mais médicos brasileiros.
No entanto, essa solução, pelo que li por aí, levaria uns 30 anos. Quem está doente, nas filas dos hospitais e prontos socorros quer – e precisa – de médicos, enfermeiros, medicamentos, macas, leitos hospitalares agora, já!
Por isso devemos receber os médicos cubanos e de outros países que aqui vêm trabalhar e cuidar da saúde de nossa gente com carinho e respeito.
Infelizmente, o preconceito em determinados segmentos da sociedade é muito forte, está enraizado de tal modo que, em situações como esta, aflora desavergonhadamente.
Como cidadão, e principalmente como jornalista profissional há mais de 40 anos, fiquei indignado com a declaração daquela jornalista, que disse duvidar das médicas cubanas – até questionando se são médicas mesmo – alegando que elas têm aparência de empregada doméstica. Preconceito nojento contra o povo cubano e contra as empregadas domésticas.
Sejam bem-vindos médicos e médicas cubanos e de todas as etnias, que estão se integrando a esse esforço em prol da saúde de nossa gente.
Vamos comemorar. Vamos celebrar. Saúde!!!!!!!!!!!!




CAMÕES FILHO, jornalista, escritor e pedagogo. E-mail: camoesfilho@bol.com.br