sexta-feira, 14 de junho de 2013

Diabetes pode contribuir para perda auditiva

Pessoas diabéticas têm mais chance de desenvolver problemas auditivos

Pessoas que são diagnosticadas com diabetes, desde o início,  independente da idade, já estão cientes de alguns riscos que correm se não controlarem de forma saudável e correta o nível de insulina no organismo. O que pouco se comenta é que essa enfermidade pode, muitas vezes, contribuir também para a perda auditiva se não for tratada com devida atenção.
Já foram encontradas provas de que o diabetes está ligado ao aumento do risco de problemas cardiovasculares, nos rins e na perda da visão, e estudos científicos apontam que a doença também tem relação com a perda da audição confirmando a interferência do diabetes no sistema auditivo. Em 2008, pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos verificaram padrões semelhantes em um conjunto de 11 mil pessoas. “Os resultados do levantamento mostraram que os diabéticos têm duas vezes mais chance de perderem a audição que os indivíduos saudáveis”, comenta a otorrinolaringologista e ortoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, de Curitiba.
O problema em questão pode ocorrer em qualquer idade e pode estar presente também em pessoas não diabéticas que sofrem de hipoglicemia reativa, que se caracteriza por queda significativa da glicose no sangue após a ingestão de doces.
A especialista explica que em uma pessoa diabética, a falta de controle glicêmico pode levar a alterações vasculares que comprometem o ouvido, afetando principalmente a percepção dos sons mais agudos. “Os vasos sangüíneos que irrigam o ouvido são muito pequenos e a perda de flexibilidade dos glóbulos alterados pela glicemia torna difícil que eles consigam atravessar esses vasos muito pequenos”, ressalta.
Outra sequela envolvendo a audição e que pode acontecer com o diabético é a surdez súbita, quando o paciente perde de repente a audição em um dos ouvidos. Esse problema muitas vezes pode ser corrigido se for tratado como emergência e feito um tratamento imediato com vasodilatadores.
Apesar de vários estudos sobre o assunto, a associação entre o diabetes e a redução da capacidade auditiva ainda não é um consenso entre os médicos. Ao mesmo tempo em que alguns estudos demonstram uma frequência mais elevada do sintoma em pacientes diabéticos, existem outros que não conseguiram comprovar esta associação. "O motivo ainda não está completamente esclarecido. Acredita-se que seja uma associação entre o acometimento do sistema nervoso periférico e as lesões vasculares, causadas pelo diabetes", explica a especialista. 
Enquanto as investigações científicas não chegam a um consenso, vale a pena colocar em prática um velho conselho dado por otorrinolaringologistas, entre eles Rita Guimarães: controlar a glicemia. "Isto pode ser feito com dieta adequada, atividade física, medicações orais e, em alguns casos, insulina", recomenda a médica. 
Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães (CRM 9009)
Otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Alexandre Villela indica várias melhorias no município



O vereador Alexandre Villela (PMDB) requereu várias melhorias para o município de Taubaté, em diferentes bairros. Dentre os benefícios está a revitalização de quadras e academias, recapeamento de vias, mudança de trânsito e a isenção da taxa da zona azul a deficientes físicos.
As praças indicadas para reforma são as que estão localizadas na rua José Francisco Alarcão, na Estiva, e na rua Roseira, na Vila IAPI. Para a quadra situada na rua Anacleto do Amor Divino, no Bosque da Saúde, o parlamentar sugeriu reforma;já no Jardim Bela Vista, Alexandre indica revitalização da quadra localizada na rua Julio Tofulli.
O parlamentar sugeriu sentido único para a rua Visconde de Sabugosa, na Chácara do Visconde, pois “trata-se de uma rua muito estreita e não tem capacidade para ser mão dupla”.
Alexandre também foi procurado por munícipes com deficiência física, que solicitaram a isenção do pagamento de zona azul e questionou o prefeito se há essa possibilidade para aqueles que tenham veículo identificado.

 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Revisão, reajuste ou aumento salarial?

Pollyana Gama
Vereadora, Educadora e mestranda
em Desenvolvimento Humano

A Constituição Federal estabelece em seu artigo 37, inciso X, que a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do Art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices”. A fim de garantir seu cumprimento, a Emenda Constitucional 19/98 sucintamente dispõe sobre “a obrigatoriedade do envio de, pelo menos, um projeto de lei anual”.

Embora seja um direito do servidor público assegurado constitucionalmente, é recorrente a confusão de conceitos sobre as diferenças entre revisão geral anual e aumento ou reajuste salarial dos servidores públicos. Existe uma grande diferença na definição de reajuste (o mesmo que aumento) e revisão geral. Por vezes, na falta de um cuidado técnico, se referem à revisão geral como reajuste. No entanto, são dois termos distintos.

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) entendem por reajuste/aumento uma “disponibilidade da Administração Pública em proceder à correção de distorções remuneratórias”. É a determinação do novo nível de salário em equilíbrio com o custo de vida. A revisão geral anual da remuneração ou do subsídio dos servidores “trata da recomposição do poder aquisitivo frente à inflação acumulada no período, a fim de manter o poder de compra do trabalhador, observados os tetos constitucionais”.
Didaticamente, a situação na Câmara Municipal de Taubaté, ao votar recentemente revisão e aumento, ajudará a explicar: podemos dizer que os funcionários tiveram reajuste/aumento e revisão, enquanto os vereadores apenas a revisão. Vamos ver: apesar do percentual para o servidor do legislativo ser de 9,99% em 2013, consideramos 6,49% a título de revisão (índice INPC) e 3,49% de aumento real (pois foi acima do índice). Já os vereadores – também me incluo nisso - tiveram apenas a revisão de 6,49% sobre as perdas inflacionárias entre maio de 2012 e abril de 2013. É importante lembrar que os vereadores desta legislatura só podem fixar reajuste/aumento para os parlamentares de 2017.
Você pode se perguntar: e os servidores da Prefeitura, como ficam?! Antes de responder a esta pergunta, é importante esclarecer que a Constituição também prevê a independência entre os Poderes (Executivo e Legislativo). Isto é, no que tange as ações administrativas - a exemplo do reajuste salarial e revisão geral anual - a Câmara não pode determinar – mas pode insistir que se envie o projeto a respeito, e isso se tem feito - o percentual de aumento ou revisão para os servidores da Prefeitura, o que compete exclusivamente ao prefeito, por meio de um projeto de lei.
Embora os recursos sejam provenientes da mesma fonte, as receitas da Câmara Municipal e Prefeitura são desvinculadas, cada qual com sua própria autonomia sobre os gastos ou investimentos e as prestações de contas separadas. Há pouco tempo, muitos taubateanos puderam acompanhar vereadores – inclusive eu – junto de funcionários e professores pelas ruas da cidade reivindicando a revisão anual dos seus salários e denunciando o cabide de emprego que impediu o cumprimento da lei e que, até hoje, tem seus efeitos negativos.
Cabe aqui relembrar que no início de maio encaminhamos para análise do Prefeito novo estudo sobre as perdas salariais dos funcionários públicos municipais e professores. Os cálculos tem como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) que aponta defasagem de 4,88% (relativo a 2012) e 7,10% (relativo a 2013). No caso dos professores, as perdas são ainda maiores e chegam à casa dos 47% considerando o INPC e a Lei Nacional do Piso. Considerando apenas o INPC, o reajuste mínimo a ser aplicado seria 19,33%.
O Prefeito disse por meio da mídia que aguardava manifestação do Tribunal de Contas, visto que os absurdos ocorridos em virtude da falta de planejamento e responsabilidade na gestão passada ainda refletem na apuração das despesas com pessoal (que não pode, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, ultrapassar o limite de 54%). Mais uma vez também, o tempo revela que zelamos pelo dinheiro público bem como pela lisura na Administração, já que o prefeito poderia cometer "falta grave" ao conceder o aumento de 31,63% ao seu secretariado.

A pergunta é: Por que quando se propôs aumento para o secretariado, não se consultou o Tribunal de Contas? Penso que, com as ações já tomadas por parte da atual Administração, a revisão é possível, pois há mais seis meses para adequar o cálculo anual das despesas à Lei de Responsabilidade. Trata-se de atitude responsável. No fundo, sinto que o Prefeito sabe ser possível, porque revisão não é aumento, mas respeitamos sua prudência em consultar o Tribunal de Contas. Nós, vereadores e servidores, aguardamos o envio do projeto retroativo a maio. 

Sotaque? que sotaque?

Camões Filho

Conversava esta semana com uma pessoa nascida no Rio Grande do Sul, na divisa com o Uruguai, que usa aquele sotaque tipicamente gaúcho. Eu observava a forma peculiar do sulista pronunciar algumas palavras e letras, especialmente o “erre”. O erre é uma letra linguodental, ou seja, deve ser pronunciado dessa forma: a língua vibra e encosta nos dentes frontais superiores. É assim que o gaúcho fala. Perfeito. Errados somos nós, especialmente os paulistas, que pronunciamos o erre como se fosse uma letra gutural, ou seja, o som sai como que rasgante da garganta. Faça esse teste e veja como é.
Isso me faz lembrar de um amigo que foi visitar o Ceará e ficou encantado com o sotaque do nordestino. Um dia, conversando em um grupo, na praia, disse que estava adorando o sotaque dos cearenses. Ao que um deles, surpreso, respondeu: “Sotaque? Que sotaque?”
Isso pois para eles aquele jeito de se falar que era o normal, não tinha nada de sotaque. Quem de certo estava tendo seu sotaque observado era meu amigo taubateano.
Aliás, nós de Taubaté nem percebemos, mas temos um sotaque característico. Conversava com uma colega de trabalho, que é de Campos do Jordão, e ela me disse que eu tenho o sotaque típico dos taubateanos. “Sotaque? Que sotaque?”, disse-lhe, com a mesma surpresa dos cearenses.
Assim são as características de cada região. Estive recentemente em Minas Gerais e ficava observando as pessoas falarem, com aquele jeitinho mineiro. Se nós falamos “titia”, eles dizem “tchitchia”. As palavras saem arrastadas, moduladas.
Tem um texto, que circulada por aí, que retrata perfeitamente a forma do mineiro falar, e eu digo isso com propriedade, pois meu pai era mineiro de Careaçu:

“Sapassado, era sessetembro,
tavaeu na cuzinha tomando uma pincumel
e cunzinhando um kidicarne cumastumate
pra fazer uma macarronada cum galinhassada.
Quascaí di susto quanduvi um barui vinde denduforno,
parecenum tidiguerra.
A receita mandapô midipipoca
denda galinha prassá.
O forno isquentô, o mioestorô
e o fiofó da galinhispludiu!
Nossinhora! fiquei branco quinen um lidileite.
Foi um trem doidimais!
Quascaí dendapia!
Fiquei sensabê docovim, noncotô, proncovô.
Ôpcevê quilocura!
Grazadeus ninguém simaxucô!

Para quem não entendeu nada desse linguajar mineiro, eu fiz uma “tradução” para o português paulista:

"Sábado passado, era 7 de setembro.
Estava eu na cozinha tomando uma
pinga com mel e cozinhando
um quilo de carne com uns tomates
para fazer uma macarronada com galinha assada.
Quase caí de susto quando ouvi um barulho
vindo de dentro do forno parecendo tiro de guerra.
A receita mandou por milho de pipoca
dentro da galinha para assar.
O forno esquentou, o milho estourou
e o rabo da galinha explodiu.
Nossa Senhora! Fiquei branco que nem um litro de leite.
Foi doido demais!
Quase caí dentro da pia!
Fiquei sem saber de onde eu vim,
nem onde eu estou, para onde eu vou.
Olha, para você ver que loucura!
Graças a Deus ninguém se machucou!"

         Entendeu agora? Pois é, e ainda falamos a mesma língua em todo o país. Doidimais, sô!


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 Camões Filho, jornalista, escritor e pedagogo, pós-graduado em Jornalismo e Assessoria de Imprensa, é membro titular da Academia Taubateana de Letras.
E-mail para contato com o autor:  camoesfilho@bol.com.br

terça-feira, 11 de junho de 2013

O QUE É ESTRATÉGIA EMPRESARIAL?

* Moisés Fry Sznifer

Muito difundida e defendida dentro das empresas, a estratégia é, até hoje, quase sempre mal interpretada pelos próprios responsáveis por criá-las ou implementá-las. Grande parte dos CEOs e altos executivos a confunde com plano de negócio, ao analisar apenas o passado da empresa e colocar o orçamento anual em planilha de Excel, achando que os passos futuros estão garantidos por isso. Esse modo errado de se trabalhar ainda está muito presente nas organizações, as quais têm muitas dificuldades para entender que estratégia é a criação de uma situação diferente para surpreender o cliente e vencer a concorrência no mercado.

O conceito de estratégia surgiu na Grécia, durante a Guerra de Troia. Ao perceberem que estavam em desvantagem e prestes a serem derrotados, os gregos criaram o famoso Cavalo de Troia – algo, até então, inimaginável -, enganaram seus inimigos e acabaram saindo vencedores do confronto. Anos mais tarde, foi posto em prática o maior exemplo de estratégia já visto, por Portugal, entre 1.400 e 1.500: graças a uma nova forma de se fazer comércio e a uma forte intuição de que a Terra era redonda, o país, em apenas 80 anos, deixou de ser o mais pobre da Europa, tornou Veneza, então cidade mais rica do mundo, obsoleta economicamente e mais tarde dividiu o globo terrestre com a Espanha, no Tratado de Tordesilhas.

Nós não poderíamos falar em CEO e em altos executivos sem falar em estratégia. Afinal são essas pessoas as responsáveis por criá-las e/ou implementá-las em uma corporação. Mas será que eles próprios sabem o que, de fato, é uma estratégia? A administração é também uma arte, então o gestor pode aqui ser tratado como um artista e a estratégia um roteiro cinematográfico - como tal, ela será desenvolvida de diversas maneiras, sempre com a necessidade de ter em seu executor o protagonista.

E é aqui que a metáfora se aplica ao CEO, o líder que conduz a empresa a partir não apenas de sua competência intelectual, mas também dos sentimentos que fazem dele um sujeito, sem ser apenas um condutor sistemático, chefe de “programas de computador”. Se deixarmos a técnica dominar as empresas, teremos robôs fazendo com que a “pianola toque sempre do mesmo jeito”. Estratégia não pode nem deve ser feita apenas em planilha de Excel. É preciso valorizar a imaginação! É preciso pensar “fora da caixa”! Os métodos são necessários, porém as atitudes das pessoas devem prevalecer... Sempre!

Moisés Fry Sznifer é especialista em estratégia empresarial, professor dos programas de mestrado e doutorado da FGV e professor visitante da UC Berkeley, nos Estados Unidos. Fundador e CEO da Idea Desenvolvimento Empresarial, que há mais de 25 anos atua na área desenvolvimento organizacional, e autor do livro “Pessoas extraordinárias e suas incríveis histórias”, lançado neste ano pela Editora Gente

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Um fenômeno chamado esporte

Enio Tatto

O esporte é um fenômeno que chama a atenção dos indivíduos no universo da sociedade contemporânea. É inegável que o esporte faz parte do conjunto de conhecimentos e ações acumulados e socialmente valorizados que formam um patrimônio da humanidade.

Um evento esportivo é um acontecimento capaz de mobilizar mais de dois bilhões de ouvintes e telespectadores no planeta.

Através de meios formais ou informais em algum momento na vida do ser humano haverá contato com o esporte ou o meio esportivo, de forma direta ou indireta, seja o fenômeno esportivo ou o espetáculo.

Na sociedade contemporânea o esporte não é somente um fim em si mesmo e se apresenta como um recurso indispensável para alicerçar políticas públicas voltadas para a educação, à saúde, à cultura, ao meio ambiente, à segurança pública e ao turismo.

No entanto, os imensuráveis benefícios que o esporte e a atividade física podem propiciar ao indivíduo de nada valem, se não houver políticas públicas voltadas para a qualidade de vida do ser humano.

A falta de atitude diante dos benefícios da atividade esportiva em relação à saúde se deve mais ao fato do indivíduo não ter sido suficientemente informado do ponto de vista cultural e de não ter a sensibilidade necessária para compreender a importância da manutenção da saúde, como forma de poder desfrutar melhor a vida.

As pessoas podem viver, sim, sem atividade física e esportiva suficiente, assim como podem viver sem alimentação apropriada, sem repouso adequado, sem higiene, sem cuidados médicos e odontológicos satisfatórios e até sem educação. Mas poderiam viver muito melhor se sua cultura e sabedoria incorporassem à compreensão desse tributo indispensável para a boa saúde, em qualquer idade, que é a prática da atividade sistemática da atividade física e esportiva.

Nesse sentido, apresentei um Projeto de Resolução na Assembléia Legislativa, que resultou na Resolução nº 882 de 29 de março de 2012, integrando o Seminário “Esporte, Atividade Física e Saúde” no calendário do Parlamento, que este ano será realizado nos dias 17, 18, 19 e 20 de junho de 2013.

Com esse Seminário pretendemos suprir uma lacuna na sociedade, que é a conscientização das pessoas em relação aos benefícios que o esporte e a atividade física podem propiciar à qualidade de vida e longevidade de cada cidadão.

O Seminário é destinado a professores e alunos de educação física, agentes da saúde, secretários municipais de esporte, gestores do esporte, médicos, fisioterapeutas e esportistas em geral.

O objetivo é oferecer conhecimentos inovadores nas áreas do esporte, da atividade física e da saúde, voltados para a elaboração de políticas públicas e capacitação de profissionais formadores de opinião, assim como especialização nos respectivos setores.

Esperamos contribuir para com o engrandecimento do esporte e para o exercício pleno de cidadania da comunidade esportiva e da saúde.


Enio Tatto é deputado Estadual (PT) e 1º secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa (Alesp)



domingo, 9 de junho de 2013

Anunciados novos fornecedores da segunda geração de E-Jets, da Embraer

 A Embraer S.A. (NYSE: ERJ; BM & FBOVESPA: EMBR3) anuncia a seleção de importantes fornecedores para prover sistemas à segunda geração de E-Jets, cujo lançamento comercial deve ocorrer este ano. Esta nova família de jatos tem entrada em serviço prevista para 2018. 

A Intertechnique, empresa pertencente ao grupo Zodiac Aerospace, fornecerá o sistema de combustível, composto pelos componentes para alimentação dos motores e da Unidade de Potência Auxiliar (APU, na sigla em inglês); abastecimento sob pressão e transferência de combustível; inertização e ventilação dos tanques e  indicação de quantidade e controle. 

A Embraer selecionou também a Crane Aerospace & Electronics, que fornecerá o módulo eletrônico de controle do sistema de trem de pouso e condicionamento de sinal dos sensores de proximidade, bem como os sensores de proximidade de portas, trem de pouso e freio aerodinâmico, além dos sistemas de controle de freio, incluindo módulo eletrônico e válvulas. 

A Triumph Group, Inc. fornecerá os segmentos de fuselagem, leme e profundor, enquanto a Aernnova AEROSPACE S.A. vai prover as empenagens vertical e horizontal. 

A segunda geração de E-Jets representará um passo significativo no compromisso da Embraer em investir continuamente na linha de jatos comerciais da Empresa. Motores de última geração, juntamente com novas asas de aerodinâmica avançada, moderno sistema eletrônico de comandos de voo fly-by-wire, assim como outros avanços de sistemas, resultarão em melhorias de dois dígitos no consumo de combustível, bem como nos custos de manutenção, emissões e ruído externo das aeronaves. O objetivo da Embraer é oferecer sempre o melhor produto e manter a liderança no mercado de 70 a 120 assentos. Mais de 950 E-Jets foram entregues até esta data. 65 clientes de 47 países já adicionaram os E-Jets da Embraer às suas frotas.