sábado, 8 de junho de 2013

A influência informal é determinante para o sucesso de um projeto de Mudança Organizacional


*Marco Land

Diariamente, somos influenciados por tudo e por todos ao nosso redor. Ao acordar e escolher uma roupa para trabalhar, somos influenciados por nossos gostos, por opiniões de nossos pares e até mesmo por matéria (editorial) que vemos em uma revista. Ao chegar ao trabalho não é diferente. Por exemplo, na hora do almoço, escolhemos o restaurante pela vontade de comer determinado tipo de comida ou mesmo pela opinião do colega. A influência informal, nestes casos, determina nossas ações cotidianas. Nas ações de uma organização ocorre o mesmo. As decisões tomadas pelos líderes são formadas por vários aspectos, inclusive, influências informais de terceiros. A Mudança Organizacional passa pelo mesmo processo e o papel do influenciador, o formador de opinião, é essencial.

Vamos tomar como exemplo a implementação de um novo sistema de gestão. Os departamentos envolvidos tomam a decisão de mudar, contratam a empresa responsável, adquirem a nova ferramenta, estudam os impactos e comunicam a todos os envolvidos. Até aí tudo parece ocorrer de maneira correta. O ponto esquecido é o poder da influência informal de um ou mesmo um grupo de profissionais.

Um simples comentário de um colaborador sobre o novo software ser de difícil utilização pode gerar impactos negativos e comprometer, durante um tempo, o bom aproveitamento da nova ferramenta. Todos falam muito na tão temida rádio peão, mas poucas empresas até hoje conseguiram criar mecanismos para frear ou mesmo minimizar os impactos negativos de um mal influenciador.

Se considerarmos outras mudanças, ainda mais estratégicas, na empresa, como Planos de Demissão Voluntária (PDV), Fusões e Aquisições, a questão do influenciador é ainda mais critica. O líder (e principal gestor da mudança) precisa identificar os formadores de opinião e trabalhar em conjunto com eles para que não se instale, eventualmente, um cenário de pânico. Notícias de demissões e compras (e vendas) de empresas costumam causar efeitos negativos entre os funcionários, que imediatamente imaginam que serão demitidos ou terão sua carreira e posições comprometidas. Os influenciadores precisam estar ao lado dos responsáveis pela mudança para criar um clima de confiança entre todos.

As mudanças são mais bem-sucedidas quando recebem o apoio dos influenciadores. O papel desses formadores de opinião sempre foi fundamental, mas tem crescido, principalmente, com o avanço das mídias sociais e a forma mais rápida de interação entre as pessoas.

*Marco Land - é diretor de Novos Negócios da Dextera Consultoria, sendo responsável pela Operação Changefirst na América Latina, Planejamento Estratégico e novos negócios. Também é instrutor da metodologia PCI (People-Centred Implementation) da Changefirst. É graduado em Ciência da Computação pela Unib (Universidade Ibirapuera), cursou MBA em Gestão Estratégica pela FGV e em Administração de Empresas pela FAAP. Land acumula mais de 25 anos de experiência em grandes organizações, tendo ocupado cargos de sócio diretor, VP e diretoria executiva. Participou de projetos complexos e multidisciplinares de implantações de sistemas ERP na Ásia, Europa, América Latina e Estados Unidos e possui amplo conhecimento das estratégias e direcionamento do mercado de TI. Tem formação nas teorias DISC e de Valores para avaliação de pessoas, Business Coaching e Alpha Coach Assessment pela Sociedade Brasileira de Coaching (com reconhecimento do Behavioral Coaching Institute – USA). Também é terapeuta transpessoal formado na DEP – Escola da Dinâmica da Energética do Psiquismo.

Sobre a Dextera

A Dextera é uma consultoria com foco em gestão de mudança organizacional e experiência de 16 anos em empresas de grande porte, com escritórios em São Paulo e Buenos Aires. A consultoria presta serviços que tratam de mudanças organizacionais, e sua atuação abrange as áreas de Transformação e Mudança Organizacional; Aprendizagem Organizacional; e Desenvolvimento de Pessoas, oferecendo serviços em Gestão de Mudança, Treinamento de Usuários Finais, Educação Continuada em Sistemas, Educação Corporativa e Desenvolvimento de Equipes.

Como parceira exclusiva da Changefirst® para a América Latina, a Dextera oferece workshops, palestras, capacitações, certificação e serviços de consultoria na metodologia PCI® (Implementação Centrada em Pessoas) com acesso a ferramentas on-line. A Dextera atua em projetos em empresas como Natura, Gafisa, Grupo Pão de Açúcar, Odebrecht, Eletropaulo, Construtora OAS, Walmart Brasil, Mabe, Cemig, ArcelorMittal Brasil, Claro, Camargo Corrêa, Telefônica, Vivo, Método Engenharia, Siemens. E também na esfera pública, com o BNDES e a Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais. Mais informações no site www.dextera.com.br.

SOBRE A CHANGEFIRST®

Desde 1995, a Changefirst® vem ajudando pessoas e organizações a implementarem mudanças com sucesso. Ao utilizar metodologia própria e comprovada de gestão da mudança, o PCI® (People-Centred Implementation), a Changefirst® ajuda gestores da mudança e gerentes de projetos a serem bem sucedidos, centrando-se no engajamento efetivo das pessoas.

A Changefirst® já atuou na gestão da mudança em organizações de mais de 35 países e seus profissionais já treinaram mais de 12 mil pessoas. É uma fornecedora de educação registrada no PMI (Project Management Institute) e sua metodologia de gestão de mudanças é projetada para se integrar com abordagens de mercado, incluindo Six Sigma e Prince 2. Mais informações no site www.changefirst.com.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A responsabilidade de administrar condomínios

          Mary Lorena Gurevich*

            Os síndicos e os participantes do conselho gestor, seja no processo de autogestão ou por contrato com uma administradora,  devem sempre ter absoluta consciência de que administrar um condomínio significa imensa responsabilidade. Afinal, está em jogo a segurança dos moradores, no caso de empreendimento residencial, e dos trabalhadores ocupantes de conjuntos comerciais, bem como o seu conforto, mobilidade, salubridade do ambiente, integridade física das pessoas e instalações e outros aspectos importantes para a qualidade da vida.
Considerados tais pressupostos, é necessária atenção constante com vários itens a serem inspecionados. Desde a simples troca de lâmpadas queimadas, até alguns preceitos essenciais para se evitarem problemas e riscos: prevenção e proteção contra incêndios; cuidado com as marquises; atenção constante com a estrutura da edificação; manutenção periódica dos elevadores; verificação permanente da existência de vazamentos e infiltrações; e dedetização anual contra insetos, inclusive o cupim, cuja proliferação pode comprometer até mesmo o concreto.
No tocante à prevenção e proteção contra incêndio, é importante manter em dia os extintores, criar, treinar e reciclar sempre uma brigada apta a enfrentar essas situações. É recomendável, ainda, solicitar uma vistoria ao Corpo de Bombeiros sempre que modificações e reformas forem realizadas. Nesses casos, devem ser analisados o sistema hidráulico, iluminação, saídas de emergências, estruturas de proteção e a mobilidade, caso a reforma tenha alterado entradas e saídas de pedestres e de automóveis.
As marquises dos prédios também devem ser inspecionadas regularmente. A manutenção e a conservação das fachadas devem ser sempre orientadas por um engenheiro. É necessário observar a legislação de cada município com relação à periodicidade e o órgão da prefeitura ao qual o laudo estrutural deve ser entregue.
Ainda com relação à estrutura do edifício há algo absolutamente prioritário: nenhuma reforma de andar, sala comercial ou apartamento residencial, bem como em garagens e áreas comuns, deve ser feita sem a orientação e autorização de um engenheiro, a partir de análise feita na planta estrutural da obra. Alterações em paredes e colunas feitas à revelia desse procedimento podem provocar grandes problemas, inclusive desabamentos, como já tem ocorrido.
Outra recomendação significativa refere-se à sinalização interna, independentemente do porte do empreendimento, seja ele vertical ou horizontal, residencial ou comercial. Em todos os casos é essencial que todos os ocupantes fixos e os visitantes possam identificar com rapidez e clareza as portarias normais e eventuais saídas de emergência, entradas e saídas de garagens, locais de acesso às escadas e aos elevadores, localização de extintores de incêndio e mangueiras. Em empreendimentos de maior porte, como o Cetenco Plaza Torre Norte, também é aconselhável placas sinalizadoras que orientem a locomoção dos visitantes. Isso facilita muito o fluxo de pessoas, principalmente em prédios comerciais com grande movimentação de pessoas.
O controle do acesso de visitantes, obviamente proporcional ao porte do condomínio, é outro item que merece muita atenção, considerando o crescente risco de “arrastões” em edifícios. É sempre recomendável recorrer à tecnologia do controle de acesso, ter câmeras estrategicamente distribuídas nas entradas, elevadores, garagens e áreas comuns, de preferência com a alternativa de gravação das imagens. É importante que becape das imagens fique guardado em outro local, fora do condomínio, possibilitando a consulta mesmo em caso de danos aos equipamentos e arquivos.
É decisivo, ainda, que os funcionários do condomínio sejam  treinados para operar os sistemas, orientar ocupantes e visitantes, controlar o acesso de pessoas e capacitados a enfrentar emergências. Moradores ou trabalhadores, no caso de conjuntos comerciais, devem conhecer as regras e procedimentos, de modo que saibam como proceder em qualquer situação. A boa gestão é crucial para se evitarem problemas, o bom funcionamento dos equipamentos, a melhor convivência das pessoas, preservação e valorização do imóvel.   

*Mary Lorena Gurevich, advogada, é síndica do Condomínio Cetenco Plaza Torre Norte.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Câmara de Taubaté autoriza Prefeitura a financiar R$ 3 milhões em máquinas

Os vereadores de Taubaté aprovaram em duas votações, no dia 5, o projeto de lei que autoriza a Prefeitura a contratar financiamento de R$ 3 milhões para aquisição de máquinas e equipamentos pelo programa federal Pró-Vias, por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Entre os equipamentos há retroescavadeiras, escavadeiras, pá-carregadeira, motoniveladora, caminhões, tratores e plaina niveladora. O prazo do financiamento é de 54 meses, sendo seis de carência e 48 para amortização do débito, com juros de 5% ao ano, correspondentes à Taxa de Juros de Longo Prazo, acrescida de 4% ao ano.
Foi aprovada emenda de Joffre Neto (PSB), que estabelece que a cópia do contrato e dos extratos mensais da conta corrente deverá ser encaminhada à Câmara e publicada na internet.
Luizinho da Farmácia (PR) apoiou a iniciativa e disse que não vota por oportunismo. Ele reconheceu que a Prefeitura tem dinheiro disponível em caixa e disse ser testemunha da “boa administração” do prefeito Ortiz Junior, porém, ressaltou que há limites para se gerir a cidade, como o teto para folha de pagamento.
Salvador Soares (PT) citou que, durante prestação de contas na Câmara, o prefeito anunciou que a Prefeitura tem R$ 90 milhões disponíveis “em caixa” e criticou o fato de o projeto ser submetido à votação em regime de urgência. “Essas medidas urgentes me espantam, eu não esperava esse projeto, que entrou aos 45 minutos do segundo tempo.”
Douglas Carbonne (PCdoB) questionou se a Prefeitura tem, de fato, R$ 90 milhões em caixa e o porquê do empréstimo, neste caso. Ele estranhou a proposta de financiamento, uma vez que não houve reposição salarial do funcionalismo neste ano. “As coisas têm que mudar com situações reais, não com empréstimos.”
Jeferson Campos (PV) ponderou que muitas vezes a Prefeitura é cobrada pelos vereadores a realizar convênios com o Governo Federal, e agora existe oportunidade. “Se é bom para Taubaté, dá um voto de confiança. Queremos o bem para o município.”
Vera Saba (PT) retomou o pronunciamento do prefeito durante audiência pública. “Ele deixou bem claro que era hora de fechar a ‘torneira’, e apresentou R$ 90 milhões de superávit. Mas eu votei contra o projeto porque não estava na pauta, foi colocado de forma corrida e não pude estudá-lo em tempo hábil.”
Noilton Ramos (PSD) apontou que há muitos pedidos de melhorias para a zona rural que, muitas vezes, não são atendidos por falta de equipamentos. Ele se posicionou favorável ao projeto “porque beneficiará o povo”.
Assim como ele, Nunes Coelho (PRB) destacou locais como a estrada Sete Voltas, onde há necessidade de intervenções do poder público para recuperação da pista e limpeza das margens. Ele ressaltou que a Prefeitura não tem tratores funcionando e que o financiamento de maquinário é necessário para o desenvolvimento da cidade.
Joffre Neto avaliou que qualquer administrador que tiver empréstimos com juros acessíveis deve obtê-lo, para reforçar a capacidade de investimento. Segundo ele, ter superávit não significa que os R$ 90 milhões anunciados pelo prefeito estejam desimpedidos. “R$ 30 milhões estão comprometidos com a compra de medicamentos.”
Rodrigo Luis Silva “Digão” (PSDB) pontuou que 70% dos equipamentos da Prefeitura estão sucateados e que o prefeito tem seu respeito e credibilidade, a não ser que deixe de cumprir seu papel. “Se me emprestarem R$ 90 milhões a essa taxa, eu pego na hora”, completou.
João Vidal (PSB) defendeu que o regime de urgência na votação existe para dar respostas imediatas às demandas do governo e ressaltou: “A Prefeitura está se inscrevendo em um programa do Governo Federal com o BNDES a juros de 5% ao ano”. Explicou ainda que, dos R$ 90 milhões economizados, há R$ 60 milhões em licitações.
Pollyana Gama (MD) frisou que o inchaço com a folha de pagamento na Prefeitura causou danos à administração, como o sucateamento da frota, e que a possibilidade de se obter empréstimo existe apenas quando Prefeitura cumpre metas fiscais e boa gestão. “Não tivemos projeto desta natureza nos últimos quatro anos porque não havia gestão fiscal pela administração anterior.”
Maria Gorete de Toledo (DEM) sublinhou que o prefeito está “fazendo por merecer” e usou dois exemplos: a condição para o município obter empréstimo e a preocupação em conceder reajuste para o funcionalismo. Ela lembrou que, no início do ano, os vereadores foram convidados a conhecer a frota e lamentou o estado de sucateamento em que as máquinas se encontravam.
Diego Fonseca (PSDB) agradeceu o apoio dos parlamentares para aprovação do projeto e disse que se tratava de uma proposta de “extrema importância” para a cidade.

Vera Saba, Salvador Soares e Douglas Carbonne registraram votos contrários ao projeto de lei. Agora, a proposta depende de sanção do prefeito para entrar em vigor.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Campanha de vacinação contra paralisia infantil acontece nesse sábado em Taubaté

Nesse sábado, dia 8, acontece nos PAMOs de Taubaté a primeira fase da Campanha de Vacinação contra Paralisia Infantil para crianças que tenham entre seis meses e cinco anos de idade.

A meta da campanha é vacinar 95% da população, conforme o estabelecido pelo Ministério da Saúde.

Para receber a dose, o responsável deve acompanhar a criança até uma das unidades básicas de saúde, portando a carteira de vacinação, no horário das 8h às 17h. 

Em Taubaté, serão 28 postos fixos para atender a população: PAMO Aeroporto ; PAMO Ana Rosa; PAMO Baronesa; PAMO Bonfim; PAMO Bosque; PAMO Belém; PAMO Central; PAMO Cidade Jardim; PAMO Estiva; PAMO Gurilândia; PAMO Imaculada; PAMO Independência; PAMO Jaraguá; PAMO Mourisco; PAMO N. Horizonte; PAMO Planalto; PAMO Quiririm; PAMO São João; PAMO Santa Isabel; PAMO São Pedro; PAMO Três Marias I; PAMO Três Marias II; PAMO Vila Marli; PAMO Vila São Carlos; PAMO Registro; ESF Esplanada; ESF Marlene Miranda; e ESF Santa Teresa.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Violência sem limites em São Paulo

Enio Tatto

Por mais que o governo do Estado de São Paulo tente tapar o sol com a peneira, a realidade nos bate à porta: a violência no Estado está sem limite e controle por parte das autoridades. Os números falam por si só. Dados da própria Secretaria de Segurança Pública indicam um crescimento da violência em todo o território paulista.

         De janeiro a março deste ano foram registrados em todo Estado 1.189 homicídios dolosos (quando há intenção), contra 1.078 no mesmo trimestre de 2012. Os casos de latrocínio – roubos seguidos de assassinatos – subiram de 85 no ano passado para 101 neste ano. Os estupros dispararam: passaram de 3.063 casos para 3.356 em 2013.
        
         Os roubos também seguiram a tendência de alta no Estado inteiro. As ocorrências saltaram de 58.526 no primeiro trimestre de 2012 para 59.260 nos três meses iniciais deste ano. Na Capital os números também são assustadores. Aumento no número de furtos e roubos de veículos, por exemplo, saltou de 22.479 para 23.254 no mesmo período. Roubos de carga, roubo a banco, tráfico de drogas, homicídio culposo e lesão corporal dolosa, entre outros, igualmente aumentaram na metrópole.

         Ao todo, 12 dos 20 índices pesquisados pela Secretaria de Segurança apresentaram piora nas estatísticas. Não dá nem para comemorar a queda de um ou outro índice isoladamente, pois os números da violência em São Paulo estão todos na estratosfera.

         O governo do Estado está perdido no combate à criminalidade. Em menos de dois anos anunciou três planos para reduzir os índices de violência. O último foi o anúncio de que pagará bônus semestral de até R$ 10 mil para os policiais de todo o Estado que coseguirem reduzir os índices de criminalidade em suas áreas. O pagamento começará em 2014, a partir dos resultados auferidos no segundo semestre deste ano.

         Mal o plano foi lançado e choveu críticas de especialistas. Uns dizem que fará aumentar os casos de arbítrio e de abuso de poder por parte da polícia. Outros asseveram que a premiação pode criar rivalidade entre os policiais e até evitar a cooperação e a troca de informação. Também tem quem alerte para o risco de manipulação de estatísticas para atingir as metas.

         Sobre esse plano, fico com as palavras da presidenta da Associação dos Delegados de São Paulo, Marilda Pinheiro. Diz ela: “Vão premiar o policial para cumprir sua obrigação. Acho um absurdo. A polícia não trabalha por produção”. Ela também teme a manipulação de estatísticas e prefere o reajuste de salário no lugar do bônus.

Se até o vice-governador Afif Domingos afirma que a violência é “epidêmica” no Estado, depois que um veículo de sua filha foi alvejado por tiros numa tentativa frustrada de assalto, no Morumbi, zona sul da Capital, não sou eu quem vai desmenti-lo. A afirmação demonstra a sensação de insegurança no Estado de São Paulo nos governos do PSDB, notadamente no governo de Geraldo Alckmin.


Enio Tatto é deputado Estadual (PT) e 1º secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp)

domingo, 2 de junho de 2013

Dificuldade de entender a fala é sinal de perda de audição

Prestar atenção na própria condição auditiva pode ser a chave para ouvir melhor 

O sistema auditivo nunca descansa, não existe uma forma de desligá-lo. Todos os dias as pessoas são expostas a uma diversidade muito grande de sons, isso significa que a audição trabalha de modo muito detalhista, para processar e atribuir sentido às informações recebidas constantemente.
A habilidade de ouvir é parte integral da vida de qualquer um e muitas pessoas não se dão conta disso. Ninguém pensa no quanto esse sentido é importante e que, se não tomados os devidos cuidados, ele pode ser prejudicado e até ser perdido permanentemente. Ao mesmo tempo em que a perda auditiva é uma deficiência que pode ser prevenida de maneira simples, ela também é uma das queixas mais comuns da população - Segundo censo realizado pelo IBGE em 2010, cerca de 9,7 milhões de brasileiros declararam ter alguma deficiência auditiva, o que equivale a 5,1% da população do Brasil.
Para evitar os problemas de audição, é preciso que cada um esteja atento a sua própria capacidade de ouvir, e que, caso perceba algum acontecimento diferente, procure um médico. A Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista, de Curitiba PR, comenta que qualquer modificação na sensibilidade da percepção auditiva pode provocar desde consequências sociais até psicológicas. “Uma perda auditiva não tratada diminui de maneira expressiva a qualidade de vida da pessoa que a possui”, explica a especialista.
Segundo estudo realizado pelo Conselho Nacional do Envelhecimento (NCOA/EUA1999) foi concluído que pessoas que possuem uma dificuldade auditiva e que não tiveram acesso aos recursos para diminuir as dificuldades impostas pela privação do ouvir bem foram mais propensas a desenvolver depressão, ansiedade e agitação quando comparadas ao grupo de pessoas com a mesma dificuldade, mas que procuraram auxílio. Esse mesmo estudo demonstrou uma grande melhora na qualidade de vida das pessoas que buscaram ajuda, refletindo nas relações familiares, melhora da auto-estima, maior independência e autoconfiança. “É preciso que a pessoa afetada pelos problemas auditivos tenha informação sobre o que acontece com ela, só assim ela fica mais tranquila e descobre como lidar com essa questão”, ressalta Rita.
Sintomas da perda de audição
Ouvir constantemente zumbidos, aumentar o volume da TV e do rádio e dizer “Hein!?”, “Hã?!” e “O quê?!” durante conversas normais e em ambientes pouco ruidosos são alguns dos sintomas mais comuns de quem sofre com a perda de audição. “Muitas pessoas escutam, mas não entendem as conversas pela diminuição da audição e da capacidade cerebral de processar os diversos sons e interpretá-los . Estes sintomas precisam de atenção.
Além da sensação de mal-estar, pessoas que possuem uma perda de audição podem apresentar sintomas de dificuldade de concentração, fadiga e cansaço, dores de cabeça, tontura, estresse e até problemas com o sono.
É preciso lembrar também que os efeitos da perda auditiva não estão limitados somente às pessoas que sofrem com o problema. “A família e demais pessoas próximas são diretamente afetadas quando envolvidas com alguém que começa a apresentar sintomas de perda de audição. Dificuldade na comunicação, falta de compreensão e a frequente necessidade de pedir para repetir o que foi dito pode ser frustrante para qualquer pessoa envolvida”, explica Rita, que diz que, para isso, as pessoas próximas podem tomar várias atitudes simples para tornar a comunicação mais fácil. “O primeiro passo para facilitar a comunicação com o deficiente auditivo é falar pausadamente, não gritar, de preferência de frente para que ele possa observar nossas expressões faciais que ajudam a compreensão do que está sendo dito. Embora ela possa ouvir o que você diz o recurso da leitura facial ajuda no entendimento da fala”, ressalta.
Outras situações que tornam a comunicação mais difícil é o fato do ruído ambiental, que compete com os sons da fala e torna a sua compreensão ainda mais difícil. A especialista lembra que, quando a perda auditiva atinge os idosos, ela colabora para o isolamento social podendo fazer parte de um quadro depressivo. Para isso, além de avaliar os aspectos emocionais afetivos é preciso realizar o teste auditivo e o uso de aparelhos auditivos contribui para uma melhor evolução do quadro emocional e da qualidade de vida do idoso.
Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães (CRM 9009)
Otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR
Blog: http://canaldoouvido.blogspot.com
Email: ritaguimaraescwb@gmail.com

sábado, 1 de junho de 2013

É inútil produção de provas em ação de indenização por danos provocados pelo uso do cigarro

Já está consolidado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) o entendimento de que o fabricante de cigarros não tem responsabilidade pelos danos causados ao fumante. Por essa razão, a Quarta Turma considerou que não há utilidade alguma na produção de prova ou na inversão desse ônus para demonstrar a periculosidade inerente ao cigarro. 

A tese foi aplicada no julgamento de um recurso especial, no qual a Turma negou o pedido de inversão do ônus da prova feito pelo filho de um fumante que faleceu, provavelmente em decorrência do vício. Em ação de indenização por danos morais e materiais, ele queria provar que o consumo de cigarro gerou o enfisema pulmonar que levou seu pai à morte. A ação foi julgada improcedente pela Justiça do Rio Grande do Sul. 

De acordo com o relator do recurso, ministro Raul Araújo, o eventual retorno do processo ao tribunal gaúcho, para a realização das provas requeridas, apenas conduziria a uma “inútil postergação” do resultado do processo. 

Consumo voluntário 
O filho do fumante alegou no recurso que teria havido contradição no julgamento do tribunal gaúcho, por entender que a produção de prova era desnecessária e, por outro lado, negar o pedido de indenização por falta de provas. Argumentou que deveria ter sido reconhecida a sua hipossuficiência frente à indústria tabagista, com a inversão do ônus probatório, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor (CDC). 

Por fim, o recorrente queria que fosse reconhecido seu direito à indenização com base em ato ilícito ou, ao menos, abuso de direito pelo fabricante de cigarros. 

Porém, a jurisprudência do STJ considera que o cigarro é um produto de periculosidade inerente e não um produto defeituoso, nos termos no CDC. Considera também que não há propaganda enganosa e não cabe indenização por dano moral ou material em razão dos males adquiridos com o consumo voluntário de cigarros.