domingo, 6 de janeiro de 2013

A estrada da vida


Camões Filho


         A vida não é uma estrada pavimentada e muito bem sinalizada, mostrando as direções que temos que seguir.
         Não, a vida não é uma alameda repleta de flores e árvores, a nos brindar com perfume e sombras, amenizando o cansaço de nossa caminhada.
         A vida na maioria das vezes se apresenta como uma estrada esburacada, cheias de crateras perigosas, tentando nos levar para atalhos terríveis, veredas intrincadas, obstáculos intransponíveis.
         A vida está coalhada de pedágios por toda parte, pois ela é uma cobradora implacável e severa. Pagamos para nascer, pagamos para morrer.
         A vida é breve e logo, ali à frente, chegaremos ao nosso terminal. Seja cortês com os demais viandantes, para que a viagem seja boa e feliz.
         Admira a paisagem, como as serras verdejantes, os campos floridos, os rios que serpenteiam por terras abençoadas, onde caboclos plantam e colhem com as mãos o alimento do dia a dia.
         Cuide-se, pois a vida pode ser beco sem saída, subidas exaustivas, declives assustadores, desvios que levam para perigosos caminhos sem volta.
         Não acumule ao longo da viagem muita bagagem, mas bons sentimentos, como amor, amizade, respeito, fé, carinho, compaixão.
         Respeite as crianças e os idosos, defenda a natureza e os direitos das pessoas, parceiras de viagem.
         Não vá jogando pelo caminho os lixos de sua alma, como ódio, desamor, vingança, raiva. Pegue todos esses sentimentos negativos e deposite numa caixinha adequada. E jogue a chave fora.
         E quando estiver na estação, pronto para a última viagem, siga tranqüilo, de coração leve e mente aberta, pois a vida é estrada de duas mãos, ela nos levará, mas um dia nos trará de volta, melhores e mais felizes.
         Boa viagem!


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 Camões Filho, jornalista, escritor e pedagogo, é membro titular da Academia Taubateana de Letras.
E-mail para contato com o autor:  camoesfilho@bol.com.br



sábado, 5 de janeiro de 2013

Autopeças demite 400 e pode fechar em Taubaté


A empresa MP Plastics, antiga Pelzer, anunciou a demissão de 400 dos seus 700 funcionários em Taubaté. 
A empresa vive uma crise desde o final do ano passado com atraso de dois meses de salários e do décimo terceiro. Os rumores apontam para a demissão dos outros 300 em algumas semanas e o fechamento da fábrica.
O Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e a Acit (Associação Comercial e Industrial de Taubaté) avaliam o impacto negativo que a cidade pode passar nos próximos meses.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, os trabalhadores serão desligados da empresa a partir de segunda-feira. A MP Plastics faz parachoques para montadoras da região.
“Já entramos com medidas judiciais para garantir o pagamento dos direitos dos funcionários. Isso é prioridade”, afirmou Isaac do Carmo, presidente do sindicato.
A medida judicial abrange o pedido de bloqueio financeiro e de bens.

Atrasados. Além do atraso nos salários, o sindicato acusa a empresa de não depositar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) há pelo menos quatro anos.
“É uma situação muito complicada. Temos dúvidas se os trabalhadores vão receber todos os direitos trabalhistas”, disse Isaac.
Caso isso ocorra, o sindicato vai entrar na Justiça com medidas individuais.
Há mais de 10 anos na empresa, uma funcionária, que preferiu não se identificar, disse que tem receio de ficar sem seus direitos. “Eles já falaram que não têm dinheiro para pagar. A gente não sabe o que vai acontecer, ninguém fala nada”, afirmou ela.
Segundo ela, os 400 demitidos já estavam parados desde o dia 5 de dezembro, quando o setor de pintura fechou. Hoje, somente o setor de injeção funciona, e mesmo assim, com falta de material.

Emprego. Em média, os funcionários da MP Plastics recebem R$ 1.400 por mês. Segundo o sindicato, a carteira mensal da empresa era de R$ 15 milhões, agora, não passa dos R$ 2 milhões. “Perdeu muita concorrência e deixou de ser competitiva. Agora, é lutar pelos direitos dos demitidos.”
Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) apontaram que o saldo de janeiro a novembro de 2012 foi de 3.010 vagas.

Outro lado. Ninguém na empresa foi localizado ontem para comentar o assunto. 


Saiba mais
MP PlasticsDemite
400 funcionários em Taubaté. Sindicato dos Metalúrgicos entra com medida judicial para tentar garantir os direitos trabalhistas. De acordo com funcionários, a empresa já teria dito que não tem dinheiro para pagar

SaláriosAtrasados
Desde novembro, os funcionários não recebem. O benefício do décimo terceiro salário também não foi pago. De acordo com o sindicato, a empresa não deposita o FGTS há 4 anos

ÁreaPara-choques
A produção caiu com a perda de clientes, entre eles, a General Motors de São José, para a concorrência. Hoje, o maior cliente da MP Plastics é a Volks de Taubaté --montadora compra peças e acessórios para manter a reposição de carros antigos

Impactonegativo
No setor da indústria e do comércio. Desemprego deve desacelerar a economia na cidade no início do ano. Desafio agora é recolocar essas pessoas no mercado de trabalho

Efeito colateral
Dirigentes temem impacto no comércio
Taubaté
O anúncio das demissões na MP Plastics gerou preocupação nos setores da indústria e comércio de Taubaté.
Para Sandra Morales, presidente da Acit (Associação Comercial e Industrial de Taubaté), a medida vai afetar o comércio da cidade.
“Com certeza o mercado vai dar uma desacelerada. É preocupante e é preciso ficar atento”, afirmou ela.
A queda dos postos de trabalho também é motivo de preocupação para José de Arimathéa Campos, gerente executivo do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Taubaté.
“É uma perda considerada para a cidade. Afinal, 400 pessoas representam pelo menos 800 vidas que começam o ano desempregados. Espero que pelo menos consigam receber as indenizações”, disse ele.
Para Campos, o desafio agora é recolocar esses trabalhadores no mercado de trabalho.
“O crescimento da cidade pode ajudar”, afirmou. 
Fonte> jornal o Vale

Ato Médico: regulamentação e ética


Sandra Franco*, Caroline Marie da Silveira** e Adriana Paula Rosa***
A apreciação do Projeto de Lei n. 268/02 que regulamenta o exercício da medicina seria votada no último dia 27 de novembro, mas foi adiada para 2013. A finalidade do projeto é definir quais atos ou procedimentos serão privativos de médicos, o que delimitará quais serão dos outros profissionais da saúde. Os senadores João Capiberibe (PSB/AP) e Vanessa Grazziotin (PCdoB) formalizaram uma proposta para realização de audiência pública antes que a matéria seja votada. A justificativa é que entidades ligadas à educação também sejam convidadas a participar do processo. A maioria do quorum presente na Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado Federal concordou com o pedido.
Neste contexto, outras categorias ligadas à área da saúde, psicólogos, biomédicos, farmacêuticos, acupunturistas, dentre outras, entendem que se aprovado sem que haja um debate aprofundado, o texto pode restringir aos profissionais da medicina o exercício de atividades e serviços que cabem à psicologia, enfermagem, fisioterapia ou outras áreas de atuação.
O relator do SCD (Substitutivo da Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei do Senado) 268/2002, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB/PB) já apresentou parecer pela aprovação do texto da maneira como foi elaborado pelo parlamentar Antonio Carlos Valadares (PSB-PB) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Segundo ele, a medicina precisa ser urgentemente regulamentada. Ainda segundo o senador, todas as profissões da saúde que são regulamentadas estão resguardadas e o texto atende de forma clara a todas as categorias sem desfavorecer nenhuma delas.
O projeto tramita no Congresso Nacional há 10 anos sem ter alcançado consenso, dado aos graves problemas presentes na proposta. Entre eles o artigo 4º, que determina serem atividades privativas do médico o diagnóstico nosológico e a prescrição terapêutica. Ou seja, diz que só os médicos podem diagnosticar uma doença e decidir sobre o tratamento. Embora polêmico, não se pode tratar o assunto como uma ditadura do diagnóstico. É fato que um profissional, para realizar um diagnóstico e o prognóstico, necessita de mais conhecimento em sua graduação, com aprendizado constante.
Por certo não haverá unanimidade entre o que as classes almejam, até porque se alega que alguns profissionais de saúde (além dos médicos) já realizam diagnóstico, por meio de identificação de sinais e sintomas, bem como de alterações anatômicas ou psicopatológicas. Também se discute que apenas o critério de identificação do agente causador da doença, dentre os necessários ao diagnóstico, é privativo de médico, enfim.
No dia 19 de dezembro, o projeto foi aprovado pela (CAS), Comissão de Assuntos Sociais onde se logrou um acordo entre os Senadores da Comissão restando um compromisso de não ser feito pedido de urgência para um melhor aperfeiçoamento do texto em Plenário, como consequência haverá uma maior enfrentamento de pontos divergentes.
Discussões à parte, não se pode privar a Medicina de sua regulamentação – desta forma, aguarda-se que o projeto seja brevemente aprovado, a fim de que todos os atores envolvidos desenvolvam seu papel de forma legal e ética.
* Sandra Franco é sócia-diretora da Sfranco Consultoria Jurídica em Direito Médico e da Saúde, do Vale do Paraíba (SP), especializada em Direito Médico e da Saúde, membro efetivo da Comissão de Direito da Saúde e Responsabilidade Médico- Hospitalar da OAB/SP e Presidente da Academia Brasileira de Direito Médico e da Saúde (ABDMS) –drasandra@sfranconsultoria.com.br

** Caroline Marie da Silveira é membro da Sfranco Consultoria Jurídica, especialista em Direito Médico  –  cmsilveira @sfranconsultoria.com.br

***Adriana Paula Rosa é membro da Sfranco Consultoria Jurídica, especialista em Direito Médico e Processo Civil  –  aprosa @sfranconsultoria.com.br

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Roberto Peixoto: que futuro o espera? Cadeia?


UM PREFEITO ‘FROUXO’ E DESORIENTADO...E INCOMPETENTE...

Após oito anos de Roberto Pereira Peixoto finalmente a nossa população vai ficar livre desse cadeeiro de plantão. Conhecido por seu nepotismo (nomeou sua mulher Luciana “narizão” Flores e seu genro Anderson Silva) tendo sido condenado pela Justiça por isso. Mas, ninguém sabe se pagou a dívida. Afinal, é dinheiro  público. Além disso, está respondendo por vários processos. Assim que deixar a cadeira o alcaide capiau vai ter um futuro incerto ou certo: xelindró.
Conhecido por ser um mentiroso compulsivo Peixoto nunca mandou na administração. Sempre teve uma sombra: sua mulher, a verdadeira prefeita. Com seu afastamento o canastrão é teleguiado pelo advogado Anthero Filho (ex-secretário do Jurídico e atualmente no Gein) que nomeou seu pai para sucedê-lo na secretária de Assuntos Jurídicos.
Além disso, quandoBob Esponja (alcunha que adquiriu quando chegou na prefeitura embriagado) não está em algum boteco bebericando, quem assume a administração é o secretário de governo Adair Loredo a eminência pardda desse governo desgovernado e desorientado. Loredo mantém um suntuoso escritório com duas secretárias para comparecer na sede da PMT somente na parte da tarde. Quando aparece...
Portanto, quando assumir a Prefeitura Ortiz júnior vai ter muito trabalho pois os cofres devem estar vazios ou cheios de dívidas a serem quitadas. É a herança dele.
FINALMENTE ESTAREMOS LIVRES DELLE E DE SUA CORJA...

1.200 assistem posse de vereadores, prefeito e vice



A 16ª Legislatura da Câmara Municipal de Taubaté começou com a posse dos 19 vereadores em cerimônia realizada no salão nobre a Associação dos Empregados no Comércio de Taubaté na tarde do dia 1º, quando foram empossados também o prefeito José Bernardo Ortiz Junior (PSDB) e o vice-prefeito Edson de Oliveira (PTB).
Na sessão solene, presidida pela vereadora Maria das Graças Oliveira (PSB), mais votada da eleição, e com a presença de cerca de 1.200 pessoas, 18 vereadores entregaram declarações de bens, prestaram compromisso e assinaram o termo de posse: Graça, Alexandre Villela e Carlos Peixoto, do PMDB, Diego Fonseca (PSDB), Douglas Carbonne (PC do B), Jeferson Campos (PV), João Marcos Vidal e Joffre Neto, do PSB, Nunes Coelho (PRB), José Antonio de Angelis “Bilili” (PSDB), Luiz Henrique Couto de Abreu “Neneca” (PDT), Maria Gorete Toledo (DEM), Noilton Ramos (PSD), Paulo Miranda (PP), Pollyana Gama (PPS), Rodrigo Luis Silva “Digão” (PSDB), Salvador Soares e Vera Saba, do PT.
Luizinho da Farmácia (PR) foi empossado durante a sessão realizada após a cerimônia no plenário da Câmara, antes da eleição da Mesa diretora e das comissões permanentes.
Em seu discurso, referindo-se aos colegas eleitos, Graça chamou atenção para a missão do trabalho na Câmara, “de devolver a cada taubateano a certeza de que os representantes por eles escolhidos não vão abrir mão, por qualquer que seja o motivo, ou diante de qualquer pressão, dos compromissos mais profundos e essenciais de transformar Taubaté em uma cidade justa, igualitária, segura, com saúde e capaz de tratar com respeito cada uma das pessoas que aqui vivem”.
A vereadora frisou a importância da harmonia entre o Legislativo e o Executivo. “Sabemos que o equilíbrio de uma administração em prol do bem comum passa pela soberania de cada poder e a Câmara saberá dignificar e preservar a sua. Seremos, sim, independentes, porém parceiros na missão de transformar o governo em provedor das soluções de que Taubaté tanto precisa.”
Ortiz Junior destacou a palavra retribuição para expressar o que idealiza para Taubaté nos próximos quatro anos. “Retribuir, em primeiro ligar, a confiança que o povo depositou em nós. Chegou a hora de todos nós retribuirmos com trabalho, esforço, dedicação e energia tudo o que Taubaté nos deu durante todos estes anos.”
O prefeito considerou que a Prefeitura foi administrada com “irresponsabilidade” nos últimos anos, afirmou que a equipe de governo foi montada “sem loteamento político e sem fisiologismo”. “O primeiro passo para tirar a nossa cidade dessa crise será reorganizar o governo, ordenar a administração e preparar a Prefeitura para servir a população.”
Ao final da solenidade, os vereadores seguiram para a Câmara para a realização da eleição da Mesa e das comissões permanentes.


Graça é primeira mulher eleita à Presidência da Câmara de Taubaté



Um fato histórico marcou a eleição da Mesa da Câmara de Taubaté para 2013, com a vitória da vereadora Maria das Graças Oliveira (PSB) para a Presidência, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo em 16 legislaturas.
A eleição foi realizada no plenário, para onde se dirigiram os parlamentares após a sessão solene de posse, realizada dia 1º no salão nobre da Associação dos Empregados no Comércio de Taubaté.
Graça, que concorreu com Joffre Neto (PSB), venceu por 17 votos a dois. A Câmara é composta por 19 vereadores neste mandato.
Salvador Soares (PT) foi eleito 1º vice-presidente, Diego Fonseca (PSDB) 2º vice-presidente, Carlos Peixoto (PMDB) é 1º secretário da Mesa e Douglas Carbone (PC do B) 2º secretário.
Graça agradeceu aos colegas pela eleição ao cargo e foi saudada por Joffre Neto, que desejou à vereadora “um mandato profícuo”, colocando-se à disposição da Presidência da Casa.
Comissões Permanentes
Durante a sessão, foram eleitos os integrantes das Comissões Permanentes da Casa. Compõem a Comissão de Justiça e Redação: João Marcos Vidal (PSB), Nunes Coelho (PRB) e Rodrigo Luis Silva “Digão” (PSDB).
Jeferson Campos (PV), Joffre Neto e Luizinho da Farmácia (PR) são os integrantes da Comissão de Finanças e Orçamento. Da Comissão de Obras, Serviços Públicos, Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente fazem parte: Nunes Coelho, Bilili de Angelis (PSDB) e Noilton Ramos (PSD).
A Comissão de Educação, Cultura e Turismo é composta por Alexandre Villela (PMDB), Pollyana Gama (PPS) e Vera Saba (PT) e a de Esportes e Lazer por Luiz Henrique “Neneca” (PDT), Paulo Miranda (PP) e Digão.
Alexandre Villela, Bilili de Angelis e Maria Gorete Toledo (DEM) integram a Comissão de Saúde, Trabalho, Seguridade Social e Servidor Público e a Comissão de Direitos Humanos é composta por Alexandre Villela, João Vidal e Nunes Coelho.
A Comissão Especial de Fiscalização Financeira e Orçamentária fica composta por Joffre Neto, Nunes Coelho, Luizinho da Farmácia , Noilton Ramos e Vera Saba.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

CÂMARA DE TAUBATÉ EM UM DIA QUALQUER

E UMA IMPORTÃNCIA MARCADA PELAS CARTAS DE3 BASTIDORES...
A importância do dia 1º de janeiro de 2013 para a Câmara Municipal de Taubaté não está circunscrito à posse dos 19 vereadores eleitos no dia 7 de outubro de 2012 e do prefeito sub-júdice Ortiz Júnior (PSDB). Vai além disso.



Ao se reunirem para escolher o novo presidente da Câmara Municipal, os vereadores poderão eleger, quiçá, o futuro prefeito-tampão desta urbe quase quatrocentona, pois não está descartada a hipótese do prefeito tucano ser cassado nos primeiros seis meses de seu governo. É uma possibilidade real.



A eleição do próximo presidente da Câmara Municipal de Taubaté se reveste de grande importância política pela singularidade do momento em que ocorre. Os novos vereadores serão os mais visados. Os candidatos à presidência da Casa Dr. Pedro Costa trabalham incessantemente para captar os votos dos indecisos porque há quem tenha medo de decidir.



As festas de fim de ano refrearam os ânimos de todos. Uma pausa necessária nas articulações, principalmente para os novos parlamentares, que experimentarão pela primeira vez o poder de seus votos como indivíduos. As reuniões que se sucederão à posse dos novos parlamentares serão as mais importantes da vida deles.



Não será a simples escolha de um nome para dirigir os trabalhos legislativos. O presidente da câmara municipal não ocupa um papel burocrático apenas. Primordialmente, ele conduz as votações, ao decidir o que será colocado em pauta durante as sessões ordinárias.



É preciso conhecer o grau de comprometimento dos candidatos com o futuro prefeito desta urbe, que pode ser cassado nos primeiros meses de governo. A repetição parece inócua mas precisa ser feita, pois Taubaté caminha na corda bamba política e qualquer desequilíbrio pode ser fatal.



Os 19 vereadores eleitos representam 56.076 votos, ou seja, 56,4% dos 99.365 sufrágios obtidos pelo prefeito eleito no segundo turno ou, se preferirem, 32,1% dos 174.217 votos válidos para vereador.



Na prática, a Câmara Municipal será composta por vereadores eleitos com 26,06% dos 215.151 eleitores taubateanos. O sistema de eleição proporcional possibilita que candidatos com mais votos cedam lugar para candidatos menos votados. É a regra do jogo. Não há o que chorar.



A coligação PRB / PP / PDT / PTB / PSC / DEM / PRTB / PHS / PMN / PTC / PSB / PRP / PSDB / PC DO B) elegeu 11 dos 19 vereadores com 32.551 sufrágios, ou seja, 58.04% dos votos que elegeram a nova Câmara Municipal.



A coligação PT / PMDB / PSDC elegeu 4 vereadores com 11.859 sufrágios, equivalente a 21,14% dos votos válidos. Já a coligação PPS / PSD / PTN fez 2 vereadores que, juntos, obtiveram 6.812 votos (12,14%). A coligação PV / PSL / PR / PT do B / PPL elegeu apenas 1 vereador com 2.054 votos, ou 3,6% do total. O PSOL não se coligou e não elegeu nenhum vereador.



É chegada a hora de os vereadores sopesarem as conversas anteriores, o voto prometido, as negociações feitas para a composição da mesa diretora da Câmara e, principalmente, a formação das comissões.



Que cada vereador avalie seu voto e tenha em mente que ele representa uma gama imensa de eleitores que colocaram em suas mãos o futuro político desta urbe quase quatrocentona.



Não teremos neste dia 1º de janeiro de 2013 uma eleição qualquer. Trata-se de eleger o futuro presidente da Câmara Municipal de Taubaté que, eventualmente, poderá ser prefeito desta cidade por alguns meses.



Cabe aos parlamentares taubateanos decidirem que futuro teremos.



“Política é como nuvem - ensina Magalhães Pinto - você olha para cima ela está de um jeito, cinco minutos depois está toda diferente”. A máxima do ex-governador mineiro vale para os vereadores que nesta terça-feira elegerão o futuro presidente da Câmara Municipal.



Negociem apoio não por interesse próprio, mas no interesse desta sofrida urbe.