quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Evidências de dezembro


Camões Filho

         Vejo por aí algumas evidências e pressinto que dezembro chegou.
Primeira evidência são alguns anúncios vendendo tudo que é mercadoria falando em sinos bimbalhando. Você já percebeu que os sinos só bimbalham no mês de dezembro?
         Depois surgem uns velhinhos de roupa vermelha, suando e sofrendo com suas pesadas roupas em pleno verão de 38 graus. E eles ainda têm que ouvir crianças ranhetas e pais chatos e soltar uns risos falsos, fazendo ho-ho-ho, balangando também suas falsas barrigas.
         Brasileiro adora copiar coisas do exterior e as casas são enfeitadas com neve artificial e umas bolas coloridas, que nunca entendi seu significado.
         Ah, se pintar um punhado de artistas na sua telinha, todos vestidos de branco e cantando que “hoje é um novo tempo...”, não dá outra. Dezembro chegou.
         Peru, leitoa, panetone, champagne? Dezembro puro.
Se você for jantar em um restaurante e lá no canto, de um grupo animado levantar-se uma pessoa e começar a dizer “o meu amigo secreto é...”, pode apostar quanto quiser. É dezembro.
         O carteiro, lixeiro, entregador de jornais deixaram uma cartinha pra você, não se iluda. Dezembro já está enfeitando o seu calendário.
         Ah, não... alguém cantando Jingle Bell? Dezembro, por certo.
         Sua sogra, que pegou no seu pé durante o ano inteirinho, começa a lhe tratar cheia de dengo? Milagre de dezembro.
         Aquele parente distante, que faz séculos que você não vê, liga lhe desejando isso e aquilo? Dezembro, lógico.
         Seu cunhado lhe presenteia com um par de meias e diz que, se você quiser retribuir, pode ser um tablet? Artimanhas de dezembro.
         Arroz de forno, rabanada, muita gente, confusão? Não desconfiou de nada não? É dezembro.
         Você recebe um pacote de contas pra pagar em janeiro, IPTU, IPVA, IR, matrícula escolar. Claro que estamos em dezembro.
         Você faz um balanço do ano e vê que não fez nem a metade de suas resoluções de ano novo. Sim, é dezembro, meu caro.
         Pois é, amigo, essas são as evidências de dezembro. O ano está chegando ao fim e qual a sua impressão: você acha que ganhou ou perdeu mais um ano? Pois é, típica reflexão de dezembro.
         E não vamos nos esquecer, em meio a tanta comilança, bebidas, festas, que é dezembro, mês do aniversário daquEle que deu a vida para nos salvar. E, modestamente, deste escriba.
         E você aí, já percebeu que estamos em dezembro?

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Camões Filho, jornalista, escritor e pedagogo, é membro titular da Academia Taubateana de Letras.
E-mail para contato com o autor:  camoesfilho@bol.com.br

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A mulher e a quimioterapia


Camões Filho


         Hoje peço licença para tratar de um assunto muito sério.
Você já conviveu com uma pessoa com câncer? É uma situação delicada para todos, amigos, família, pai, mãe, filho, filha. Eu infelizmente já passei por isso, tendo convívio com pessoas queridas acometidas por essa doença que continua desafiando a ciência.
O homem já foi à lua e a sonda Voyager 1, a Nasa divulgou segunda-feira (3), entrou em uma nova região do nosso Sistema Solar que pode ser a última “camada” antes do fim da heliosfera, espécie de bolha magnética criada pelas emissões do Sol que protege os planetas das radiações do espaço interestelar.
A Voyager foi lançada em 1977 e é a construção humana mais longe do Sol - atualmente, ela está há mais de 18 bilhões de quilômetros de distância da Terra. Os sinais emitidos por ela levam cerca de 17 horas para chegar até o nosso planeta.
Enquanto isso o câncer, que está perto dos cientistas, acometendo tanta gente, não tem remédio eficaz, completo, para combatê-lo. Com isso, restam alguns tratamentos, como a quimioterapia e a radioterapia, invasivos e agressivos.
A químio afeta psicologicamente a mulher, fazendo-a perder os cabelos. Algumas tiram essa questão de letra, mas a maioria sofre muito nessa fase do tratamento, afetando sobremodo sua auto-estima.
Hoje vou contar uma história, falando de um mulher notável. Que sua lição sirva de exemplo para muitas mulheres, que estão neste momento submetendo-o à quimioterapia.

Uma mulher acordou uma manhã após a quimioterapia, olhou no espelho e percebeu que tinha somente três fios de cabelo na cabeça.
- Bom - ela disse -, acho que vou trançar meus cabelos hoje.
Assim ela fez e teve um dia maravilhoso.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e viu que tinha somente dois fios de cabelo na cabeça.
- Hummm – pensou ela -, acho que vou repartir meu cabelo no meio hoje.
Assim ela fez e teve um dia magnífico.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha apenas um fio de cabelo na cabeça.
- Bem – ela disse pra si mesma -, hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo.
Assim ela fez e teve um dia divertido.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que não havia um único fio de cabelo na cabeça.
- Yeeesss... - ela exclamou -, hoje não tenho que pentear meu cabelo!

Lindo, né? Que mulher maravilhosa.
Cada uma das pessoas com quem convivemos está travando algum tipo de batalha. Por isso, ame generosamente. Fale com gentileza. E agradeça a Deus todos os dias.
Um dia nós vamos viajar mais distante do que a Voyager, vamos conhecer todos os mistérios do mundo. Mas enquanto estivermos aqui, vamos fazer valer a pena esse milagre chamado vida...


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Camões Filho, jornalista, escritor e pedagogo, é membro titular da Academia Taubateana de Letras.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A Geração do Medo


A união entre o homem e a mulher é algo sagrado e bíblico, por isso este tema ainda continua sendo atual e conseqüentemente, muito debatido entre a população. Todo mundo procura alguém, alguém que se encaixe em nossos sonhos. Neste momento, começam a aparecer os reais interesses desta união como: o aspecto físico, financeiro, a conveniência e o verdadeiro sentimento que é o amor, que une as pessoas é colocado em segundo plano. Existem casamentos que são baseados no fator financeiro, como se esta união fosse uma firma, uma empresa cujo objetivo maior é multiplicar o capital, uma verdadeira corrida ao prazer do consumo, a busca do status.
Eu, como cristão que sou, procuro encarar esta instituição chamada “Casamento” como uma realização plena do ser humano em todos os sentidos.
O resultado do amor entre o casal será a família, a vinda dos filhos, a formação de um núcleo feliz. Mas nesta caminhada surgirão desafios, problemas de ordem financeira, conflito de ideais, entretanto; Tudo isto poderá ser resolvido através da compreensão, companheirismo e principalmente, através do amor porque todos estão no mesmo barco. Portanto devemos remar numa só direção. Com isso teremos a tranqüilidade suficiente para buscar a felicidade tão almejada. Dizem por ai que o casamento é uma instituição falida, será que falidas não são essas pessoas?
Nestas últimas décadas tem havido um crescimento considerável em números de casamentos realizados, mas os divórcios seguem na mesma proporção. Isto é um reflexo claro de que as pessoas buscam a individualidade e não o interesse coletivo.
Os casais estão em “pé de guerra”, jogos de interesses, fogueiras de vaidades, o egoísmo falando mais alto. O amor que é a peça chave está se transformando em algo inatingível, o medo de se entregar e de se permitir. O ceticismo está controlando nossas mentes. Por isso eu considero esta, uma geração do medo. As pessoas não conseguem mais sentir algo sublime, singular e encantador, porque perderam a esperança e não acreditam mais neste sentimento chamado Amor. Um sentimento que muda as pessoas, que pára as guerras, que une famílias e povos. Este é o verdadeiro amor porque vem do Criador, portando ele é eterno. Aqui deixo uma mensagem de esperança e otimismo. Se uma união for bem alicerçada nos reais valores do ser humano através da fé em Deus, assim poderemos construir uma verdadeira família. Casas são construídas com tijolos e lares com amor.

Autor: Prof. Amauri Xavier dos Santos
Email: amauricollins@bol.com.br

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Taubaté era assim...


Camões Filho


Para a minha querida cidade de Taubaté, que neste dia 5 de dezembro comemora 367 anos.

Taubaté conta hoje com mais de 180 mil veículos. É muito carro para uma cidade tricentenária, com ruas estreitas, um trânsito caótico, ruas centrais apertadas e sem calçadas adequadas, com uma população de 300 mil pessoas que se espremem como podem.
Além da falta de visão e planejamento de nossas autoridades, alia-se o fato de que Taubaté experimentou um crescimento assustador há trinta, quarenta anos.
Quando era garoto, o bairro onde morava, a Vila São José, não tinha uma rua sequer asfaltada. A primeira via a receber asfalto foi a nossa, a antiga Rua 2, hoje Professor Bernardino Querido, graças a uma iniciativa do Sr. Justo dos Santos, que era nosso vizinho. Ele era presidente de um clube de futebol, o Nova América, pessoa muito querida no bairro, e saiu batendo de porta em porta, com um abaixo-assinado, para que a nossa rua fosse asfaltada. Lembro-me que os moradores, a esmagadora maioria trabalhadores de baixa renda, como meu saudoso pai, pagaram religiosamente pelo benefício em longas parcelas mensais.
Estávamos no final dos anos cinqüenta e, menino pobre, nem fiquei sabendo que o Brasil, que havia perdido em casa a Copa do Mundo, tinha se sagrado campeão do mundo pela primeira vez.
Estudava na escola na Casa do Menor de manhã. As tardes eram de brincadeiras naquelas ruas descalças e poeirentas, por onde não passavam um carro sequer. Em todo o bairro só um morador, Seu Cardoso, tinha carro, um velho Ford Bigode, que mal saía da garagem.
À tardinha ao ouvir o tilintar de um sininho, algumas donas de casa saíam no portão com uma caneca de ágata. Logo aparecia um senhor, cujo nome minha memória perdeu ao longo dos anos, tocando umas trinta, quarenta cabras. Ele parava no portão de cada freguês, ordenhava uma cabra, ofertando um leite espumoso, que diziam curava até tuberculose, uma doença que grassava à época naquelas vilas pobres, ceifando muitos pais de nossos coleguinhas.
Ele seguia tranqüilo com seu rebanho. Imagino essa cena nos dias de hoje, na Taubaté de 180 mil carros. O caos seria tamanho que viraria manchete no Jornal Nacional.
Tinha também o vendedor de quebra-queixo, de pães, o pipoqueiro, que passava sempre às quatro horas, o homem do biju, com um latão cuja tampa era um joguinho com pregos formando um tabuleiro. Se a roleta parava no número dois, por exemplo, a gente comprava um biju e levava dois.
Uma vez por semana vinha um mascate, um turco que vendia lençóis, colchas, toalhas. Foi dele que minha mãe comprou uma calça comprida preta – a primeira, quando aposentei as calças curtas, que era à época um rito de passagem – e uma impecável camisa branca, para a celebração de minha Primeira Comunhão, que foi ali naquela capelinha da Avenida Faria Lima, que naquele tempo chamava-se Cavarucangüera. Com trema e tudo, antes da reforma gramatical.
Havia também uma figura bastante popular, o amolador de facas e tesouras. Ele se anunciava com uma gaita. Parava numa esquina, e as pessoas chegavam com suas facas cegas. Vi muitas donas de casa de avental que tinham suas facas amoladas e corriam pra cozinha, para fatiar a mistura do dia.
Ele vestia um paletó surrado, calças largas, camisa cáqui e precatas de couro. Na cabeça um chapéu de abas caídas, que cobriam seu rosto, escondido atrás de uma barba ralinha. Sua bicicleta era seu meio de transporte e sua “oficina”. Com o pedal ele acionava uma tira de couro que fazia girar um esmeril, onde ele afiava as facas assobiando uma antiga canção.
Taubaté era assim, gostosa como aquele pãozinho que o padeiro nos trazia, ainda quentinho, numa época onde não havia padarias, carros nem maldade naquele povo simples, mas feliz.

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Camões Filho, jornalista, escritor e pedagogo, é membro titular da Academia Taubateana de Letras.
E-mail para contato com o autor:  camoesfilho@bol.com.br





quarta-feira, 28 de novembro de 2012

JOFRENÓQUIO MARCOLINO E AS CAJAZEIRAS ‘XILIQUENTAS’



Fiquei surpreso quando tive ciência de que  as cajzaeiras e Jofrenóquio Marcolino Paraguaçu resolveram tentar retirar o blog do companheiro Irani Lima porque ele criticou jornalisticamente o edil provinciano defenestrado de uma província vizinha (melhor expurgado). Ora, quem conhece esse ser desprezível não podia esperar outra coisa: sustentado por alguém ele se mostra como sendo pobro mas na verdade é um embusteiro do clã Ortiz. Foi condenado pela Justiça e não ressarciu os cofres públicos. Foi  um péssimo edil. E retornou devidamente “bancado”. Joffrenóquio faz juz ao apelido ou alcunha a esse meliante engravatado  que é um “carrapatão do poder”. Gruda e nem com baygon sai. É guloso. Tem sede. Falso. Hipócrita e arrogante.
Tem o hábito de atirar predas em telhados alheios mas quando as recebe de volta tem “xiliques” neuróticos. Seu caso é psiquiátrico. Tarja preta nele. Odeia a si e a todos. Quando acorda já xinga o espelho. O que esperar de uma pessoa assim? Nada...Além do mais se posta como presidente de uma Ong fantasma. Que piada. É uma vergonha para a nossa cidade esse ser peçonhento...Odeia jornalistas e tem o hábito de processá-los. E perde. Me processou duas vezes. Perdeu. É um perdedor mesmo. Um ser perdido como os que o cercam. Mas, durante os próximos quatro anos vou fiscalizá-lo. Ferrenhamente. Ferrabrás nele. Transcrevo os textos de Irani Lima:

CAJAZEIRA AFAGA "CHEFE"
DENUNCIADO POR FRAUDE
Regina Marcia Joffre Neto... o Irani Lima... está perdendo o tempo dele....escarafunchou...escarafunchou... e o que encontrou é o que é de conhecimento de todos nós... aquele contrato com a Câmara de Taubaté... que você trabalhou, gastou seu dinheiro com materiais etc... e não recebeu até hoje... É sempre assim... querem por que querem fazer de você a imagem e semelhança deles... ou seja...querem que você não seja limpinho... que seja sujinho assim como eles... Vamos deixar esses destemperos do Irani Lima... ele é um homem doente... precisa de descanso...de tratamento digno... se eu fosse filha dele... jamais permitiria que ele se expusesse dessa maneira... Não é por acaso...que eu e minha família...depositamos nossa total confiança em você..;chefia!!!

O texto acima foi publicado no grupo Blog do Irani Lima.

O desagravo de Regina Márcia, uma das cajazeiras do grupo Taubaté de Peixoto, mostra o grau de submissão dessa militante tresloucada ao catão da Vila São Geraldo.

Vamos aos fatos:

A novidade no processo 625.01.2011.020937-1/0000 é o despacho proferido pelo juiz titular da Vara da Fazenda Pública de Taubaté aceitando a denúncia de possível fraude em processo licitatório realizado pela Câmara Municipal para a contratação de Joffre Neto.

O despacho foi tornado público segunda-feira (19/11) por meio do Diário de Justiça Eletrônico (DJE). As alegações do Ministério Público podem ser lidas aqui.

O indiciamento de Joffre Netto como réu em ação civil pública por improbidade administrativa é a novidade.

O processo é antigo, mas Joffre Neto procurou escondê-lo o quanto pôde.

A divulgação do despacho judicial nesse blog é que deixa o catão da Vila São Geraldo irritado. É isso que deixa a cajazeira transtornada.

Ingratidão

Esmagamento da sensatez e da gratidão

As fiscais da moralidade na vida pública taubateana são, antes de tudo, ingratas.

Pedem a cabeça do vereador Carlos Peixoto (PMDB) na Justiça Eleitoral por uma condenação sofrida o ano passado e contra a qual está recorrendo.

Convenientemente esquecem que Carlos Peixoto, para ajudar Joffre Neto e dar-lhe emprego, pois o catão da Vila São Geraldo estava desempregado e precisava de dinheiro, burlou a lei das licitações orientado pelo ex-presidente da Câmara Municipal.

Peixoto acaba de ser indiciado pela Vara da Fazenda Pública de Taubaté. Não precisava ser réu na ação civil pública por improbidade administrativa que o Ministério Público move contra ele e Joffre Neto, autor intelectual da fraude denunciada pelo Ministério Público.

JUSTIÇA MANTÉM ESTE BLOG NO AR,
APESAR DA "TRANSPARÊNCIA TAUBATÉ"
A advogada Hélcia Freire entrou com ação inominada na 2ª Vara Civil de Taubaté contra este blogueiro, em nome de Regina Márcia Prata Soldi de Carvalho Konkowiski, uma das integrantes do grupo Taubaté de Peixoto.

Regina Márcia se sentiu ofendida por uma postagem em que sua devoção ao chefe Joffre Neto (assim tratado por ela) fora ironizada neste blog (leia aqui).

Na ação, a cajazeira narra a ofensa que eu teria feito à sua pessoa. Não cita nenhuma das injúrias e calúnias proferidas por ela no grupo Taubaté de Peixoto a este blogueiro e a outros membros do grupo.

Tenho arquivadas postagens em que esta senhora ofende e calunia pessoas que não concordaram, algum dia, com suas ideias doentias.

A cajazeira chegou a publicar um link do provedor Google, que hospeda este blog, sugerindo que fossemos denunciados, pois seu autor teria sido hackeado.

Tamanha boçalidade foi solenemente ignorada pelos internautas.

O grupo Transparência Taubaté, do qual a advogada Hélcia Freire e Regina Márcia são membros, ficou inconformado quando postamos um comentário crítico à postura do vereador eleito Joffre Neto (PSB) em relação às denúncias envolvendo o prefeito eleito Ortiz Júnior (PSDB).

A parcialidade do grupo Transparência Taubaté nas questões envolvendo o prefeito Roberto Peixoto (PMDB) e o prefeito eleito Ortiz Júnior (PSDB), sempre favoráveis a este, foi o que motivou a crítica.

As contradições de Joffre Neto publicada neste blog foi o estopim para a guerra que se estabeleceu a seguir. Os transparentes tomaram as dores do chefe e partiram para o ataque contra este blog.

O processo 625.01.2012.028909/8-0, nº de ordem 1325/12, foi autuado sexta-feira (23/11), na 2ª Vara Cível de Taubaté.

Nesta segunda-feira (26/11), o juiz João Carlos Germano proferiu o despacho publicado abaixo, negando a suspensão do blog Irani Lima (www.iranilima.com) e do grupo social Blog do Irani Lima, no Facebook.


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Mudança de valores

Amauri Xavier dos Santos


Às vezes, eu me lembro da minha querida infância. Ela foi repleta de alegrias, peripécias e algumas broncas pelo que fazia. Na década de 60, era tudo simples, os brinquedos que as crianças ganhavam na época eram, na maioria, feitos de madeira ou plástico como: piões, carrinhos de madeira, bola e também bolinhas de gude. As meninas ganhavam bonecas de pano, peteca e miniaturas de cozinha com seus utensílios, etc. Além disso, havia muitas brincadeiras oriundas do nosso folclore como: brincadeira de roda, amarelinha, pega-pega, cobra cega, esconde-esconde e outras.
         O Natal era um  tempo muito especial, os pais que tinham melhores condições financeiras davam presentes aos seus filhos como: bola de couro, chamada popularmente na época “bola de capotão” e as meninas bonecas “Barbie”, apesar dos brinquedos simples, os menos favorecidos sentiam-se felizes, porque existia muito amor dentro das famílias. Por outro lado, a educação era rígida, cheias de regras e o respeito aos mais velhos era uma marca registrada desta época. Nossos pais apenas com um olhar, já davam seu recado, isto significava que os filhos deveriam obedecer às normas de conduta estabelecidas por eles. Algumas palmadas e chineladas eram o tipo de punição dada aos pequenos, quando se fazia alguma estripulia. Atualmente, esta atitude é condenada por psicólogos e educadores, entretanto estas crianças, hoje são pais e mães. Não consigo ver claramente algum tipo de seqüela causadas por essas punições que sofreram na infância. Esta era a forma que os pais tinham para impor limites aos seus filhos. Hoje em dia, esta punição foi trocada por castigos, mais brandos como: tirar deles, a televisão, computador e vídeo game. Na minha ótica, medidas paliativas que não resolve o problema na sua plenitude. O ponto crucial do problema é, como os pais estão criando seus filhos e preparando-os para o futuro. Os reais valores do ser humano foram esquecidos e os pais ficaram a deriva. O que vejo hoje na maioria dos casos são adolescentes mimados, arrogantes, superficiais, materialistas e individualistas. Tudo isso, devido a uma criação liberal e sem limites, tendo como resultado, adolescentes arruaceiros, delinqüentes e sem rumo. A falta de comprometimento na educação dos filhos, a ausência dos pais em casa, está levando à uma ruptura muito significativa no que tange ao vínculo familiar. O tempo é exíguo, o luxo, a busca pela novidade eletrônica, tudo isso somado, está causando um vazio profundo nas pessoas. Infelizmente, muitos pais compensam sua ausência e sua participação, dando aos filhos tudo o que há de moderno no que se refere à tecnologia, esquecendo-se de que isso, não irá jamais substituir a presença e atuação deles dentro de casa. A religiosidade é algo que está distante de muitas famílias. O dinheiro sobrepõe o divino. DEUS é apenas o “cara lá de cima”. Diante deste quadro desolador, eu sugeriria um caminho a seguir para tentar reverter essa situação caótica.
Os educadores, professores e psicólogos deveriam orientar os pais de uma forma efetiva de como conduzir uma família, mesclando o amor com respeito, responsabilidade e religiosidade. Assim podemos enxergar uma luz no fim do túnel.
Como disse o Dr. Içame Tiba “A mãe (ou o pai) que leva o filho para uma igreja não vai buscá-lo na cadeia”.





Autor: Prof. Amauri Xavier dos Santos
E-Mail: amauricollins@bol.com.br   

sábado, 24 de novembro de 2012

JOFFRE FRAUDOU LICITAÇÃO PARA SER CONTRATADO PELA CMT, ACUSA MP

O texto que repoduzo abaixo é do jornalista Irani Lima que vem sendo provocado pelo desempregado joaquim marcolino que tem por hábito processar jornalistas , como todo neófito incoscistente intectualmente. Traduzo abaixo, o texto do irani e posteriormente comentarei:
A probidade do vereador eleito Joffre Neto não chega à página 2 do livro de moralidade pública que o catão da Vila São Geraldo brandi aos quatro ventos como se fosse a bíblia dos varões da honestidade.

O juiz Paulo Roberto da Silva, da Vara da Fazenda Pública de Taubaté, acaba de receber denúncia formulada pelo Ministério Público sobre possível fraude na licitação e contratação de Joffre Neto para prestar consultoria à Câmara Municipal nas discussões do orçamento municipal de 2010.

O despacho do magistrado foi publicado segunda-feira (19/11) no DJE (Diário de Justiça Eletrônico).

A denúncia se estende ao vereador Carlos Peixoto, presidente da Câmara Municipal em 2009 e, portanto, responsável pela licitação fraudulenta e a consequente contratação de Joffre Neto.

Algumas observações feitas pelo promotor de Justiça José Carlos Sampaio na ação civil pública por improbidade administrativa contra o vereador Carlos Peixoto e Joffre Neto chamam a atenção:

1 - Joffre prestou a consultoria por R$ 7.900,00, ou seja, R$ 100,00 abaixo dos R$ 8 mil, que obrigaria a Câmara a realizar licitação para contratar seus serviços.

2 - O guardião da moralidade taubateana, para justificar o preço acordado com a Câmara Municipal, procurou o Ministério Público para dizer que fez tal acordo porque necessitava de dinheiro para cuidar da saúde de sua companheira.

3 – O processo de contratação do catão da Vila São Geraldo foi precipitado, tendencioso e ilegal. Mestre em Administração Pública e Governo e ex-presidente da Câmara Municipal de Taubaté, Joffre Neto tinha pleno conhecimento da ilegalidade de sua contratação.

4 – A violação aos artigos 3º e 4º da lei 8.429/92 teria ficado flagrante, segundo o Ministério Público, pela conduta dos acusados Joffre Neto e Carlo Peixoto.

Aqui, os artigos 3º e 4º da 8.429/92

Art. 3° As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta.
Art. 4° Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar pela estrita observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no trato dos assuntos que lhe são afetos.

5 – Com base na conduta delituosa descrita, o MP pede a condenação, por improbidade administrativa, de Joffre Neto e Carlos Peixoto, de acordo com o art. 11, inciso II, da mesma lei.

Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente

II - retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício;

Em seu despacho, o juiz Paulo Roberto da Silva anota que Joffre Neto entrou com agravo de instrumento para pedir segredo de Justiça à ação de improbidade administrativa na qual é um dos acusados e que o Tribunal de Justiça negou-lhe o pedido.

O paladino da moralidade exige transparência nos atos políticos, administrativos e jurídicos dos outros. Nos seus ele quer segredo de justiça.

O chororô, voluntário, de Joffre Neto para escapar da devolução do dinheiro que teria recebido da Câmara Municipal por serviços que afirma ter prestado não sensibilizou o Ministério Público nem a Vara da Fazenda Pública.

Aqui, o despacho do juiz Paulo Roberto da Silva, da Vara da Fazenda Pública de Taubaté, aceitando a inicial do Ministério Público.

O vereador eleito Joffre Neto, o catão da Vila São Geraldo, é réu na ação civil pública 625.01.2011.020937-1/0000, nº de ordem 2393/2011