quinta-feira, 17 de maio de 2012

LEI FUNDAMENTOS DA AUDITORIA

FUNDAMENTOS DA AUDITORIA
Autores: Inaldo da Paixão Santos Araújo e Daniel Gomes Arruda
Editora Saraiva, 2012, 1ª edição, brochura, 192 páginas, R$ 74,00
ISBN: 978-85-02-16337-9

A obra enfoca os aspectos teóricos, normativos e práticos da auditoria contábil, em uma linguagem clara e objetiva, sempre oferecendo uma base didática às necessidades de profissionais, estudiosos do tema e dos que pretendem prestar provas e concursos nesta área tão exigida atualmente nos programas de seleção pública.

Inaldo Araújo e Daniel Arruda apresentam comentários sobre as principais normas dos órgãos reguladores, nacionais e internacionais, quanto às suas técnicas e procedimentos.

De forma prática e aprofundada, a obra visa suprir uma lacuna existente no mercado contábil, apresentando as técnicas e os procedimentos fundamentais da Auditoria Contábil aplicáveis aos setores empresarial e público.

Fundamentos da Auditoria, lançado pela Editora Saraiva, está atualizado de acordo com as normas do CFC e do IASB (International Accounting Standards Board).

Sobre os autores:
Inaldo da Paixão Santos Araújo é mestre em Contabilidade; pós-graduado em Auditoria Contábil, em Auditoria Governamental, em Administração para Auditores Públicos e em Metodologia e Didática para o Ensino Superior; bacharel em Contabilidade.
Daniel Gomes Arruda é mestre em Contabilidade; pós-graduado em Gestão Organizacional Pública; bacharel em Contabilidade.


EDITORA SARAIVA

Televendas: (11) 4003-3390 - Vendas pela Internet: http://www.saraiva.com.br

Assessoria de Comunicação: (11) 3613.3357

Camila B. Ingles - cbingles@editorasaraiva.com.br

terça-feira, 15 de maio de 2012

O QUE OS CARAS DE PAU DA POLÍTICA DEVEM LER E ASSISTIR

 'Millennium - Os homens que não amavam as mulheres'
Desde o momento em que a magnífica cena de abertura dos créditos iniciais de Millenium - Os homens que não amavam as mulheres (The girl with the dragon tattoo, no original) irrompe na tela ao som da poderosa batida do cover de Trent Reznor e Karen O (da banda Yeah Yeah Yeahs) para a canção Immigrant Song, de Led Zeppelin, não é difícil perceber que você está assistindo a um típico filme de David Fincher. Cheia de imagens sombrias – envolvendo um líquido negro que remete ao lodo primordial, de onde, vagarosamente, emergem personagens e detalhes da trama do filme – a sequência deixa claro que os temas que virão a seguir não serão leves ou de fácil assimilação.
Dono de um estilo técnico e visual único de contar histórias, o diretor de obras-primas como Seven e Clube da luta foi a escolha perfeita para esta brilhante adaptação de língua inglesa (uma produção sueca já havia sido realizada em 2009) do primeiro livro da trilogia Millenium (lançado com o mesmo título no Brasil pela editora Companhia Das Letras), do falecido escritor e jornalista sueco Stieg Larsson.
No centro da trama, está aquele que é provavelmente o elemento principal da trilogia e do interesse que esta tem despertado em milhões de leitores e cinéfilos ao redor do mundo: Lisbeth Salander. A heroína, se é que uma definição tão simplista e unidimensional faz jus à personagem, é a espinha dorsal do filme. Interpretada com talento pela atriz Rooney Mara (vista nas telas recentemente, em uma rápida aparição no filme A rede social, também de Fincher), a personagem ganha nuances e tons de complexidade que a tornam uma espécie de esfinge a ser decifrada. 
Lisbeth é uma hacker capaz de descobrir informações acerca de qualquer indivíduo
Hacker brilhante e dotada de uma inteligência assustadora que a torna capaz de descobrir informações acerca de qualquer indivíduo, Lisbeth une forças ao jornalista investigativo Mikael Blomkvist (Daniel Craig, másculo e expressivo) na procura por uma resposta do enigma envolvendo o desaparecimento da jovem Harriet Vanger, sobrinha do magnata Henrik Vanger (Christopher Plummer, veterano sempre competente), quando essa era apenas uma adolescente de 16 anos, na década de 60.
Esbarrando em uma série de assassinatos de mulheres cometidos há anos na região rural da Suécia, os protagonistas começam a perceber que, possivelmente, estes estejam ligados ao desaparecimento de Harriet e à estranha e misteriosa família Vanger. Completando o elenco, estão nomes de peso como Stellan Skarsgård (no papel do empresário Martin Vanger), Goran Visnjic (como Dragan Armansky, diretor da empresa de segurança Milton Security, e chefe afetuoso de Lisbeth), Joely Richardson (como Anita Vanger), e Robin Wright (como a jornalista e amante casual de Mikael, Erika Berger).
Diferente da adaptação sueca – que mudou razoavelmente a caracterização dos personagens principais, além de cortar o sensacional desfecho da trama que se desenrola na Suíça – esta mantém-se bastante fiel ao livro e vai agradar tanto aos iniciados quanto aos leigos. Claro que mudanças em relação à obra literária também ocorreram, mas aqui, graças ao roteiro eficiente de Steven Zaillian, elas surgem de forma mais orgânica e verossímil. O forte laço de amizade e confiança que se estabelece entre Lisbeth e Mikael também é desenvolvido de forma mais natural e menos forçada se comparado a produção sueca, onde a relação parecia um tanto quanto apressada e artificial. A relação paternal entre Salander e seu primeiro tutor, Holger Palmgren (incapacitado no início da história devido a um derrame cerebral), também recebe mais espaço nesta versão e serve para mostrar um lado sensível e afetuoso da personagem.
Lisbeth (Rooney Mara)  une forças ao jornalista investigativo Mikael Blomkvist (Daniel Craig)
Neste Millennium - Os homens..., Fincher investe em uma atmosfera que mistura melancolia (e perceba como o diretor de fotografia Jeff Cronenweth usa e abusa dos tons frios da paisagem invernal da Suécia) e total urgência, já que a sensação de que coisas terríveis estão prestes a acontecer (e, de fato, acontecem) está sempre presente durante toda a projeção. Neste sentido, a excelente trilha sonora da dupla de compositores Trent Reznor e Atticus Ross (ganhadores do Oscar por A rede social) é o toque final para construir o clima de tensão. Ainda assim, mesmo com uma trama forte e que prende a atenção do início ao fim, o grande destaque do filme acaba sendo o embate de Lisbeth com os homens de índole duvidosa que esta encontra pelo caminho. Dona de um passado violento e repleto de segredos, Salander surge como um anjo vingador em nome de todas as mulheres que algum dia sofreram nas mãos de um algoz masculino com más intenções. Criaturas repugnantes como o tutor legal da moça, o sádico advogado Nils Bjurman (Yorick Van Wageningen).
De acordo com a viúva de Stieg Larsson, Eva Gabrielsson, o escritor teria testemunhado o estupro coletivo de uma jovem quando este ainda era apenas um adolescente de 14 anos. Sentindo-se culpado por não ter ajudado a jovem de alguma forma, o autor, anos mais tarde, viria a exorcizar o sentimento de culpa criando uma personagem que, pelo menos na ficção, realizaria sua justiça (ou vingança, se preferir), além de servir como ferramenta alegórica de denúncia ao machismo e a violência contra a mulher, ainda tão presentes nas sociedades modernas. O nome da jovem que sofreu o abuso testemunhado por Larsson? Lisbeth.  
Cotação: **** (Excelente)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

50 mil pessoas lotam a Avenida do Povo no 1º de Maio de Taubaté

Cerca de 50 mil pessoas passaram pela Avenida do Povo em Taubaté durante as 7 horas de shows e atrações da grande festa de 1º de Maio de Taubaté, realizada pelos Metalúrgicos de Taubaté e Região, em comemoração ao Dia dos Trabalhadores (as).

 Neste ano o 1º de Maio teve o tema “Saúde: Um direito de Todos” e pode debater com a população presente a situação da saúde no país, no estado e no município.

 O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, Isaac do Carmo, acompanhado por diversas lideranças políticas nacionais e do Vale do Paraíba promoveu com a população um grande debate sobre o tema da saúde pública e do trabalhador durante todo o evento.

 Além do debate sobre a saúde, a população de Taubaté assistiu grandes shows do grupo Cheiro de Fulô, Grupo Paranga, Matheus Leite, Grupo Jeito Moleque e a dupla Hugo e Thiago.

 Logo no início da festa, o senador Eduardo Suplicy (PT/SP) subiu ao palco acompanhado por Isaac do Carmo e pelo prefeito de Santo Antonio do Pinhal, Augusto Pereira (PT).

 Suplicy destacou as conquistas importantes do Sindicato pelo desenvolvimento de Taubaté com a negociação de investimentos nas empresas, a geração de empregos e o aquecimento da economia da cidade e do Vale do Paraíba.

“Parabéns a todos os trabalhadores pelo 1º de Maio e ao povo de Taubaté que graças ao trabalho do Sindicato dos Metalúrgicos vem conquistando desenvolvimento econômico e social para a cidade, através de negociações e do diálogo com os mais diversos setores da sociedade”, disse o senador.

 Outra importante liderança política da região que compareceu ao 1º de Maio foi o deputado federal Carlinhos Almeida (PT/SP) que falou a pauta da Classe Trabalhadora no Congresso Nacional como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e lutas importantes do Sindicato como o fim do imposto sindical e a isenção do imposto de renda sobre a PLR.

 “Esta categoria, com o presidente Isaac à sua frente, é responsável pelo desenvolvimento econômico da cidade, que tem pela frente um grande período de crescimento de emprego e renda graças ao acordo com a Volkswagen. Parabéns a todos os metalúrgicos pelo dia dos trabalhadores e das trabalhadoras”, disse Carlinhos.

Sobre a questão da Saúde, Isaac do Carmo destacou a importância da valorização do SUS (Sistema Único de Saúde) e da promoção de políticas públicas que coloquem a cidade de Taubaté em sintonia com as ações do Governo Federal.

 “É um caminho que temos a seguir para que a cidade tenha um atendimento digno a saúde pública e acesso a programas federais que hoje contemplam diversas cidades em todo o Brasil”, disse Isaac.

  Isaac do Carmo falou também sobre a necessidade de ampliar a organização sindical nos locais de trabalho como forma de garantir a saúde e condições seguras para os trabalhadores.

 “A prevenção de doenças é fator importante para a melhoria da saúde pública no Brasil, e esse trabalho preventivo deve começar nas comunidades e também nas empresas, fábricas e locais onde os trabalhadores passam efetivamente grande parte do dia e muitas vezes estão expostos a condições insalubres que no futuro ocasionam doenças”, disse Isaac.

 O presidente Isaac do Carmo também agradeceu o apoio das entidades e parceiros que foram fundamentais para a realização do 1º de Maio como a Prefeitura, a Câmara Municipal e Polícia Militar.

 O evento também contou com a presença de lideranças sindicais e políticas como o presidente do PT de Taubaté, Nilson Coutinho, o coordenador da CUT Vale do Paraíba, Milson Antunes Pereira, o presidente da Câmara Municipal de Taubaté, vereador Luizinho da Farmácia e a vereadora Pollyana Gama.

 Esta foi a quarta edição do 1º de Maio do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região. Em 2009 o tema da festa foi Garantia de Desenvolvimento com Emprego e Renda,  em 2010 o tema do evento foi Girando a Cultura, Gerando o Futuro. Em 2011 o 1º de Maio abordou o desenvolvimento econômico da região com o tema Crescimento Sustentável e Justiça Social para Todos.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

ISAAC SURPREENDE

O presidente do Sindmetau conseguiu angariar para a festa do trabalhador mais de 10 mil pessoas  na avenida do Povo em Taubaté. Uma grande surpresa pois esse jovem líder sindical é pré-candidato a prefeito nas eleições deste ano pelo PT
Surpreendeu mesmo
Espero que surpreenda também nas urnas
DALTON MOREIRA

FESTA DO TRABALHADOR PROMOVIDA PELOS METALÚRGICOS ATRAI 10 MIL


Isaac do Carmo, pré-candidato a prefeito de Taubaté pelo PT, mostrou que não é arrogante nem se deixou inebriar pelo sucesso que foi a festa do Dia do Trabalhador promovida pelo Sindicato dos Metalúrgicos, que preside.

Isaac dividiu democraticamente o palco montado na Avenida Prof º Walter Thaumaturgo com a vereadora Pollyana, pré-candidata a prefeita pelo PPS, e o vereador Luizinho da Farmácia (PR), presidente da Câmara Municipal.

Fotomontagem extraída do blog da vereadora Pollyana: no destaque ao lado
de Isaac do Carmo e nas fotos abaixo com o vereador Luizinho da Farmácia
Foi uma demonstração que é possível ser civilizado com adversários que disputam o mesmo cargo público e que a mensagem de ambos (Isaac e Pollyana) é o reflexo do descontentamento da população com os rumos políticos taubateanos - o combate à corrupção e o péssimo sistema municipal de saúde pública.

A parlamentar foi convidada pelo presidente da entidade, Isaac do Carmo (PT), para prestigiar o evento que reuniu cerca de 10 mil pessoas, segundo a Polícia Militar. Durante o encontro, os pré-candidatos reforçaram a relevância dos trabalhadores na vida política do País.

Convidada a subir no palco para saudar o público presente, Pollyana fez um chamamento para o ano eleitoral e destacou a importância de se avaliar o histórico de todos os candidatos antes de escolher em quem votar nas eleições municipais de outubro deste ano.

“Na política a doença é a corrupção que precisa da ação de todos para dar um basta. Precisamos de pessoas capacitadas e comprometidas com o bem estar coletivo", disse.

Isaac do Carmo aproveitou o momento para destacar algumas ações do Governo Federal e a importância do SUS (Sistema Único de Saúde) que, segundo ele, é mal aproveitado em Taubaté.

“O SUS é um dos melhores sistemas de saúde do mundo. Acontece que em nossa cidade ele é utilizado de maneira errada e isso precisa ser mudado urgentemente”.

terça-feira, 3 de abril de 2012

MP de Taubaté “descobre a pólvora”!

Mário Ortiz (*)

Foi notícia em jornal de circulação regional uma atuação do Ministério Publico de Taubaté cobrando da Prefeitura programas sociais em áreas críticas de criminalidade, especialmente onde menores de idade estão se envolvendo com drogas e crime.
Em 2009 a escalada da violência já indicava a necessidade de uma ação integrada e planejada para combatê-la. A Câmara realizou audiência pública para tratar do assunto que reuniu, para o debate, representantes do MP, das Autoridades de Segurança, do Executivo e pessoas representativas.
A consequência foi a proposta de integração das autoridades num grupo de trabalho para troca de informações e decisão de políticas estratégias para combate ao crime. A coordenação seria do MP, de modo a afastar a possibilidade de uso político da situação.
Uma reunião feita na sede do MP de Taubaté deixou tudo alinhavado e a PM chegou a remeter àquele órgão dados que permitiam ações em bairros onde a situação fosse crítica. A Prefeitura fazia parte do grupo, já que caberia a ela conhecer os dados e planejar, em consonância com o grupo, ações integradas para ajudar no combate à criminalidade e colocá-las em prática.
Só que, à época, a coordenação do MP em Taubaté trocaria de mãos e as tratativas foram interrompidas, sob a alegação do novo comando que esse papel não cabe ao MP. O tempo cuidou de contestar essa tese, pois no Rio de Janeiro, ações integradas entre as diversas esferas de poder, mesmo com as que não têm a obrigação constitucional de combater o crime, possibilitaram forte ação pela segurança pública que resultaram no resgate de regiões comprometidas com o tráfico e com o crime.
Agora, o MP de Taubaté parece ter percebido que é necessário “inventar a pólvora” e cobra políticas públicas coerentes da Prefeitura. Ufa, até que enfim! Mas, não seria melhor, ao invés da simples cobrança, que se retomasse o grupo de trabalho idealizado em 2009? A situação se agravou de lá para os dias atuais, mas ainda há tempo para uma política pública integrada no combate aos altos índices de violência que assolam Taubaté. Com a palavra, o MP.  

(*) Mário Ortiz é vereador pelo PSD em Taubaté

domingo, 1 de abril de 2012

ELEIÇÕES EM 1951

PUBLICO UM TEXTO DO JORNALISTA LUIZ CARLOS BATISTA QUE EXIGIU DELE MUITA PESQUISA.EIS O PAPIRO:

1951: PRIMOS DISPUTAM A PREFEITURA; FÉLIX GUISARD VENCE

A eleição de 1951, vencida por Félix Guisard Filho, foi realizada no dia 14 de outubro e se noticiou na época que havia a possibilidade de ser transferida, tendo em vista que outras cidades ainda não estavam preparadas para realizar o pleito.
Taubaté contava com 13.611 eleitores, dos quais 9.921 compareceram para votar. Foram 218 votos brancos e nulos, o que corresponde a apenas 2,19%. A abstenção foi de 3.690 eleitores – 27,11%.
O jornal A Voz do Vale do Paraíba, de propriedade do jornalista Waldemar Duarte, edição de 16 de outubro, fez o seguinte comentário a respeito da abstenção: “Não foi, portanto, dos piores o interesse pelo pleito em nossa cidade, principalmente tendo-se em conta a extensão do município, carente de transportes como é”.

Manchete de capa do jornal “A Voz do Vale do Paraíba” de 16 de outubro de 1951, acervo DMPAH
Com o passar dos anos, o número de abstenções foi diminuindo, provavelmente pela maior facilidade de se dirigir ao local de votação e, infelizmente, também pelo transporte do eleitor feito por candidatos com melhores condições financeiras.
Existiam 45 seções na cidade e 1 seção no distrito de Quiririm.
Jaurés Guisard, do PTB, era deputado estadual e impôs a candidatura de seu irmão – Oswaldo Barbosa Guisard.  Um grupo de petebistas divulgou uma nova “Ao povo de Taubaté” protestando contra a imposição, tendo em vista que Oswaldo Guisard não era petebista e sempre se recusou a assinar ficha de filiação do partido. A nota era assinada, entre outros, por Omar de Abreu Rangel, Ubatumirim Lotufo Garcez e Diaulas de Almeida Castro.
O prefeito José Luiz de Almeida Soares, também presidente do PSD, apoiou a candidatura de Félix Guisard Filho, numa coligação intitulada “Frente Inter-Partidária”.
O jornal A Voz do Vale noticiou que uma festa de improviso pela vitória de Félix Guisard Filho foi realizada no dia 16 de novembro, na Praça D. Epaminondas. Na praça, Guisard Filho “demonstrou a grandeza de sua alma, que não se deixa inebriar pelos cânticos da vitória, fazendo um apelo a todos para que esqueçam das calúnias, infâmias e maldades, que ele por sua vez já havia perdoado de todo o coração. Segundo ele, as palavras ditas em praça pública tinham sido levadas pelo vento”.

Felix Guisard Filho e Oswaldo Barbosa Guisard, acervo DMPAH, Almanaque Urupês
O jornalista Waldemar Duarte, proprietário do jornal e candidato a vereador, disse à época que, devido à sua pequena votação, “a derrota da imprensa foi simplesmente vergonhosa”. “Este resultado mostra que o povo não está com a imprensa, mas (…) a imprensa está com o povo.”
Renato Féres, que mais tarde seria vereador por 19 anos, disse que a administração de Félix Guisard “não deixou saudades”, e devido às suas obrigações particulares, era muito ausente na cidade.
Oswaldo Barbosa Guisard, em artigo publicado em 16 de outubro de 1955, fez críticas à administração de Félix Guisard: “… o povo foi completamente desprezado permanecendo em ignorância quase total da movimentação da receita e despesa… [da Prefeitura]“.
Também o jornal A Tribuna, de 14 de outubro de 1955, ao final da administração, fez críticas ao prefeito Félix Guisard Filho: “… um governo de triste memória para todos os taubateanos amantes da Justiça e adversários do empreguismo profissional”.
O jornal A Tribuna foi muito crítico nas suas análises da administração de Félix Guisard Filho. Em editorial no dia 10 de agosto de 1954, afirmou que “há na cidade um descontentamento bastante acentuado, decorrente da administração pouca satisfatória que aí está (…). O estado de abandono em que se encontra o município é lastimável. O desrespeito às leis é flagrante. A ausência do prefeito é completa”. No dia seguinte, o jornal, dirigido pelo jornalista Levy Bretherick, afirmava que “a administração que aí está não se emenda. Seus erros são rotina. Sua incompetência um mal incurável (…)”.

A Tribuna, 10 de agosto de 1954, acervo DMPAH
Dois dias após a eleição, vencida pelo candidato oposicionista, Jaurés Guisard, o jornal A Tribuna registrou que “os algozes do povo receberam nas urnas o merecido castigo”. “Chegou a hora de mudar para melhorar e o povo não hesitou em optar pela melhor solução, condenando nas urnas muitos dos seus algozes e falsos defensores.”
Outros trechos de editoriais: “A Prefeitura, com o seu costumeiro desleixo, está transformando o bosque da Praça Monsenhor Silva Barros em deserto” (17-11-1955); “São incontáveis as irregularidades (sobre construções irregulares), assim como é incalculável a renda evadida dos cofres públicos” (29-12-1955).
Em matéria de primeira página, no dia 30 de dezembro de 1955, ao término do governo de Guisard Filho, o jornal diz que o futuro prefeito iria receber “um legado representado por um fabuloso número de problemas que não foram solucionados nos últimos quatro anos”.
E mais adiante: “Tentando justificar o fracasso de sua administração, utilizando-se de fontes “oficiosas” e “extraoficiais” de divulgação, o governo atual tem procurado fazer crer aos menos avisados que o Estado e a União não permitiram que se convertessem em realidade umas tantas e mirabolantes promessas pré-eleitorais. Em parte procede a alegação, mas não há esquecer que não é de hoje que o Estado e a União se mantêm divorciados dos municípios”.


CANDIDATOS A VEREADOR – 1951


A eleição em 1951 teve a participação de 91 candidatos a vereador. O jornal A Voz do Vale do Paraíba, na edição de 16 de outubro, noticiou a parcial com 4.334 votos (43,68% dos votos apurados) e os votos obtidos pelas legendas: PSP – 3.792; PTB – 3.062; PSD – 1.799; UDN – 801; PDC – 243; PSB – 41.
Nessa eleição, José Ribeiro da Cunha, o “Juquinha”, que seria eleito prefeito oito anos depois, perdeu para vereador – na parcial ele tinha 43 votos.
Nenhum jornal publicou a votação final. O jornal A Voz do Vale, em notícia isolada em edição posterior, informa que Ulysses Pereira Bueno, que na relação completa, aparece com 653 votos, é citado como o candidato mais votado da eleição, com 723 votos.
A seguir a relação dos candidatos e a votação entre parêntesis, que não corresponde à votação final. Os 19 eleitos estão grafados em negrito.

PSP
José Geraldo de Oliveira Costa (496), Omar de Abreu Rangel (346), José Alves (261), Otacílio Carvalho de Paula (219), José Estácio de Moura Guimarães (209), José Olegário de Barros (199), Moacir Hoelz (189), Newton Câmara Leal Barros (187), Roberto da Mata Ribeiro (185), Altivo Simonetti (169), Ubatumirim Lotufo Garcez (133), Jurandir Mantovani (133), Benedito Elias de Souza (130), Luiz Mazella (127), Joaquim Tavares (127), Lycurgo Barbosa Querido (126), Otacílio Atayde Marcondes (117), José Marcondes de Moura (102), Genól Candelária de Morais (90), Ascendino de Almeida (80), Pe. João Maria Raimundo da Silva (74), Jayme de Castro (64), Amaro Negrini (61), Benedito R. dos Santos (29).
Legenda: 12. Total: 3.792 votos.

PSD
José Luiz de Almeida Soares (448), Nelson Alberto Meirelles (217), Irineu Cardoso Malta (186), Joaquim de Morais Filho (139), Emílio Freitas Miranda (130), José Ribeiro da Cunha (110), Thiers de Carvalho (94), Alfredo Santos Guimarães (90), Geraldo Correia Gomes (77), Manoel Cembranelli Filho (75), Abrahão José Moreira (53), José Odilon S. Moura (42), Nestor Barbosa de Brito (37), José B. Moreira Filho (31), Waldemar Duarte (27), José Marciano Leite (23), Firmo M. Castilho (18).
Legenda: 2.

PTB
Ulysses Pereira Bueno (653), Moacyr de Alvarenga Peixoto (343), Luarlindo Carelli Barreto (280), Euclydes Monteiro da Silva (240), Benedito Cursino dos Santos (176), Daniel Danelli “Escolástico” (157), Agnaldo Ribeiro de Miranda (119), Jaime Fernandes Labinas (118), Edvaldo Cabral de Vasconcellos (110), Salvador Arena (109), Ricardo Ferreira da Silva (102), Afonso de Negreiros Sayão Lobato (96), Geraldo de Oliveira (77), José Gabriel da Silva (66), Lino Rodrigues (54), Benedito Fabiano Sobrinho (53), Américo Perrelli (51), Israel Domingues Ferreira (48), Nércio Gil (44), João Guimarães (38), José Jorge Fonseca (37), Augusto Cembranelli (36), José de Oliveira Ortiz (31), Evaristo F. Costa (2).
Legenda: 10.

UDN
Waldomiro Berbare (146), José Rodrigues Pereira (88), Fábio Bueno Patrício (84), José da Costa Neves Filho (64), Armando Teixeira (61), Miguel de Melo Carvalho (52), Edu de Mattos Ortiz (50), Oswaldo Abirached (49), Moacyr Freire (47), Álvaro de Moura (45), Antonio Nogueira Santos (43), Marcil Pires (19), José Augusto Camargo (11), Raul de Paula Lima (11), José de S. Castro (8), Alberto de Campos (7). Hugo Francisco Patrick (6).
Legenda: 1.

PDC (não elegeu vereador)
Antonio da Silva (74), Luiz de Paula (69), Luiz Antonio Compiani (49), Otávio de Souza Arouca (44), Silvio Côrtes Claro (17).
Legenda: não teve.

PSB (não elegeu vereador)
Luiz Vicente Monteiro (28), Fábio Moura (12), Ernani Roberto Bevilacqua (1), Francisco Corrêa Gomes (não foi votado).
Legenda: não teve.


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LUIZ CARLOS BATISTA

Com mais de 35 anos dedicados ao jornalismo, sendo 28 como assessor de imprensa da Câmara Municipal, Luiz Carlos relembra fatos da política taubateana.